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terça-feira, 19/05/2026

Dores de cabeça frequentes: quando procurar um médico

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No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, especialistas destacam que dores de cabeça que aparecem com frequência podem necessitar de avaliação médica, especialmente quando mudam de forma, ficam mais fortes ou aparecem com outros sintomas no sistema nervoso. A recomendação é que pessoas que tenham três ou mais crises por mês durante pelo menos três meses busquem ajuda profissional.

Dor de cabeça muitas vezes está ligada a coisas comuns, como estresse, falta de água ou noites mal dormidas, mas também pode indicar problemas sérios, como sinusite, enxaqueca crônica ou aneurisma. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dores de cabeça são problemas neurológicos comuns que afetam milhões e influenciam diretamente a qualidade de vida.

A OMS calcula que cerca de 40% da população mundial, mais de 3 bilhões de pessoas, têm dores de cabeça regularmente. Essas dores estão entre as três principais doenças neurológicas para pessoas entre 5 e 80 anos.

A enxaqueca é a segunda maior causa de incapacitação no mundo, afetando cerca de 15% das pessoas, principalmente mulheres devido a questões hormonais. No Brasil, mais de 30 milhões de pessoas vivem com enxaqueca crônica.

O neurocirurgião Orlando Maia explica que a enxaqueca crônica é quando a dor aparece 15 dias ou mais por mês, muitas vezes com náuseas e sensibilidade à luz e sons. Ele alerta que quando a dor de cabeça deixa de ser algo ocasional e passa a ser constante, é necessário investigação médica.

Orlando Maia destaca que dores persistentes podem estar ligadas a problemas no sistema nervoso, infecções ou alterações que precisam de cuidado especializado. Muitas vezes, a dor é tratada apenas com remédios para dor, ignorada ou aceita como normal, o que pode atrasar diagnósticos importantes.

Sinais de alerta incluem dores constantes ou diárias, mudanças no tipo de dor, início súbito e muito forte, dor fora do comum, e sintomas como problemas na visão, fala, força, confusão, perda de consciência ou desequilíbrio.

A Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) indica que hábitos como má alimentação, jejum longo, excesso de gordura e bebida alcoólica, além do estresse, podem causar dores de cabeça. A entidade também relaciona enxaqueca ao estilo de vida, incluindo falta de exercícios, fumo, obesidade, má alimentação, transtornos emocionais e problemas na mandíbula.

Por isso, o tratamento envolve diferentes especialistas, como neurologista, dentista, nutricionista, psicólogo, enfermeiro e fisioterapeuta. A SBC alerta que se automedicar é um erro comum e perigoso, especialmente porque analgésicos e anti-inflamatórios são fáceis de conseguir no país.

Quando a dor acontece até duas vezes por mês, geralmente não há problemas graves. Mas se passa disso, pode ser necessário tratamento preventivo, e se automedicar pode piorar a dor e a frequência das crises.

A SBC também informa que cerca de 90% das pessoas com dor de cabeça têm prejuízo no trabalho, estudos, lazer ou vida sexual. Entre os tratamentos disponíveis estão medicamentos, fitoterápicos, estimuladores nervosos, bloqueios anestésicos, acupuntura e toxina botulínica, sempre com plano individual para cada pessoa.

O mês de maio é dedicado à conscientização sobre dores de cabeça pela Sociedade Brasileira de Cefaleia, com a campanha “3 é Demais”, que reforça que quem tem três episódios por mês, por três meses seguidos, deve buscar ajuda médica.

Com informações da Agência Brasil

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