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Dieta sem glúten e sem caseína não melhora comportamento de autistas

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Apesar de famosas na internet, intervenções alimentares não se mostram eficazes no tratamento do autismo, segundo novos estudos

Tirar glúten e proteína do leite da dieta não melhora o comportamento de quem tem autismo (Foto: Alex Silva/A2 Estúdio)

Na falta de remédios para amenizar os sintomas do autismo, muitas famílias acabam recorrendo a tratamentos alternativos, como dietas sem glúten e também sem caseína, a proteína do leite e derivados. Pois novas evidências indicam que estratégias do tipo não têm efeito no comportamento dos pacientes.

Primeiro, pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, avaliaram 28 crianças portadoras de autismo que adotaram um cardápio livre de glúten por três meses. Em seguida, pelo mesmo período, elas aboliram a caseína. No segundo estudo, outras 37 crianças e adolescente apostaram em cada esquema por seis meses.

Em nenhuma das investigações houve mudanças no comportamento dos participantes, independente da substância retirada do prato – glúten ou caseína. Os achados foram publicados no Journal of Autism and Developmental Disorders.

Quando tirar glúten e caseína pode ser benéfico

Portadores do transtorno do espectro autista podem ter as paredes do intestino mais porosas e apresentar problemas como refluxo, constipação e diarreia. Daí, nasceu a dieta SCSG (sem caseína, sem glúten) como abordagem tanto para controlar esses incômodos quanto para melhorar o comportamento da criança.

Essas duas moléculas causariam um estado de inflamação crônica no órgão mais sensibilizado. De fato, estudos mostram níveis maiores de anticorpos contra o glúten em alguns autistas. Já a caseína, digerida anormalmente, é transformada em beta-casomorfina, molécula que, absorvida pelas paredes porosas do intestino, chegaria ao sistema nervoso central com potencial toxicidade.

Os relatos positivos dos adeptos da SCSG atraíram interesse da ciência, e a relação foi alvo de pesquisas nas últimas décadas. Mas os estudos mais recentes não encontraram resultados conclusivos em relação a mudanças comportamentais. É provável que o benefício se restrinja ao alívio dos incômodos gastrointestinais – e só.

Mais evidências devem surgir nos próximos anos sobre o tema. Enquanto isso, o ideal é não cortar alimentos da dieta sem orientação médica, até mesmo porque o glúten e a caseína estão presentes em alimentos importantes na dieta infantil, como leite e pão.

 

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Saúde

Casos de coronavírus chegam a 240 no DF; sobe para 16 número de internados

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Levantamento aponta 37 novos casos em relação a quinta-feira (26). Há oito pacientes em estado grave.

Imagem microscópica do novo coronavírus 2019 n-CoV — Foto: NIAID-RML/AP

O governo do Distrito Federal (GDF) informou que, até o início da tarde desta sexta-feira (27), foram registrados 37 novos casos do novo coronavírus. Ao todo, a capital soma 240 registros. Até a noite de quinta (26), eram 203.

O levantamento aponta ainda que 180 pessoas se recuperam em casa e 16 estão internadas – destas, oito estão em estado grave. Até a última quinta-feira (26), eram 12 pacientes hospitalizados. Veja dados abaixo:

Casos de coronavírus no DF

  • Casos ativos: 240
  • Total de recuperados: 1
  • Total de óbitos: 0
  • Pacientes com infecções leves: 180 (se recuperam em casa)
  • Pacientes com infecções graves: 8 (internados em hospitais)
  • Pacientes com infecções críticas: 8 (internados em hospitais)
  • Pacientes em investigação: 44

Idade e regiões

Já em em relação à faixa etária dos infectados, segundo a Secretaria de Saúde, a maioria tem entre 31 e 50 anos.

  • De 11 até 20 anos: 7 casos – risco baixo
  • De 21 até 30 anos: 35 casos – risco baixo
  • De 31 até 40 anos: 71 casos – risco baixo
  • De 41 até 50 anos: 58 casos – risco baixo
  • De 51 até 59 anos: 31 casos – risco médio
  • De 60 para cima: 27 casos – risco alto

A pasta também divulgou as regiões da capital em que há mais registros de Covid-19. Até a noite de quinta-feira, o Plano Piloto liderava o ranking, com 50 casos. Em segundo lugar, aparecia o Lago Sul (veja imagem abaixo).

Mapa das regiões com mais casos de coronavírus no DF — Foto: Reprodução TV Globo

Mapa das regiões com mais casos de coronavírus no DF — Foto: Reprodução TV Globo

Medidas de contenção no DF

Desde a declaração de pandemia do novo coronavírus no mundo, o governador Ibaneis Rocha (MDB) determinou uma série de medidas para tentar impedir a proliferação do vírus. Entre elas estão:

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Saúde

Covid-19: População do DF reconhece atuação dos profissionais de saúde

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Agentes de saúde receberam rosas e demonstrações de carinho

Profissionais de saúde foram homenageados pela população
(foto: Divulgação)

Enquanto a população do Distrito Federal tenta cumprir a quarentena e o isolamento social por causa da ameaça do novo coronavírus, profissionais de saúde se mantém trabalhando para salvar vidas e, consequentemente, reduzir os prejuízos trazidos pela infecção da Covid-19.
Como forma de agradecimento, a população da capital tem surpreendido os agentes de saúde com diversas demonstrações de carinho. Nesta quarta-feira (25/3), os profissionais foram pegos de surpresa com a entrega de rosas e outras demonstrações de agradecimento.
Na Unidade Básica de Saúde 1 de Águas Claras, a equipe da Sala de Vacinação recebeu bilhetes, rosas e palavras de agradecimento aos serviços prestados durante a campanha de vacinação e dos cuidados preventivos contra o coronavírus, causador da doença Covid-19.
A equipe que atua na tenda da dengue, instalada no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), também foi surpreendida com a homenagem de uma floricultura de Águas Claras. A intenção da comunidade é agradecer aos trabalhadores da saúde que fazem a diferença.
Com o mesmo propósito, o GDF mantém as medidas de restrição na atividade comercial e à circulação de pessoas em determinados espaços públicos, enquanto multiplica ações de combate à nova doença, que já atingiu milhares de pessoas em todo o mundo.
Com informações da Agência Brasília
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Saúde

Ingerir muito sal pode prejudicar o sistema imunológico, diz pesquisa

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Pesquisadores da Alemanha descobrem que ingestão exagerada de sal pode inibir células imunológicas

Pesquisas: estudo indica que ingestão exacerbada de sal pode prejudicar sistema imunológico (GettyImages/Reprodução)

Segundo um estudo realizado pelo Hospital Universitário de Bonn, na Alemanha, manter uma dieta rica em sal pode prejudicar, além da pressão sanguínea, o sistema imunológico. A partir de uma análise de laboratório com ratos, os pesquisadores descobriram que alimentos com bastante sal podem gerar infecções bacterianas graves no organismo.

Publicado na revista Science Translational Medicine, a pesquisa consistiu em analisar os efeitos que a ingestão excessiva de sal pode causar nos indivíduos. No caso dos voluntários humanos, eles consumiram seis gramas a mais de sais do que geralmente consomem – e isso causou problemas imunológicos, assim como nos ratos de laboratórios. O valor ingerido é o mesmo do que comer duas refeições de fast-food por dia.

O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é que humanos consumam, no máximo, uma colher de chá de sal por dia, o que corresponde a cinco gramas diárias. O Instituto Kobert Koch, que faz parte do governo federal alemão, aponta que é comum que os alemães excedam o número sugerido. De acordo com a agência, os homens ingerem cerca de 10 gramas de sal por dia, enquanto as mulheres ingerem cerca de 8 gramas.

Anteriormente, já era de conhecimento dos pesquisadores de que muito sal no organismo aumenta a pressão sanguínea, aumentando as chances de um ataque cardíaco ou derrame. Christian Kurts, do Instituto de Imunologia Experimental da Universidade de Bonn, acrescentou, em nota no estudo, que a descoberta é inesperada. Outros estudos anteriores apontavam que o cloreto de sódio era capaz de matar parasitas presentes no organismo de animais, o que demonstra uma melhora significativa da imunidade.

Mas Katarzyna Jobin, principal autora do estudo, acredita que sua pesquisa demonstra que não é possível generalizar com um único estudo. Ela acrescentou que, por outro lado, existem partes do corpo dos animais que não são expostas diretamente ao sal que vem dos alimentos. Nesse caso, o cloreto é filtrado pelos rins e sai pela urina, o que ativa um sensor que faz com que o glicocorticóides, que inibem a função de células imunizadoras – granulócitos -, estejam acumulados no organismo. Quando isso acontece, o corpo fica indefeso e a quantidade de bactérias e parasitas aumenta consideravelmente.

No caso dos humanos, a pesquisa também demonstrou que a ingestão exacerbada de sal também aumentou o nível de glicocorticóides. Para Kurts, o único meio de descobrir tal acontecimento é investigando o organismo como um todo: “Somente através de investigações em um organismo inteiro fomos capazes de descobrir os complexos circuitos de controle que levam da ingestão de sal a essa imunodeficiência. Nosso trabalho, portanto, também ilustra as limitações de experimentos puramente com culturas de células”, acrescentou o pesquisador.

 

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