O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou na noite de terça-feira, 28, que o programa de renegociação de dívidas Desenrola 2.0 será estendido até o final da validade da medida provisória (MP) que o criou. Inicialmente lançado em maio deste ano, o programa tinha duração prevista de 90 dias, com término marcado para segunda-feira, 3 de agosto.
Como a MP é válida até 31 de agosto, o Desenrola terá sua vigência estendida por quase 30 dias. A assinatura para a extensão do programa está prevista para até sexta-feira, 31 de julho.
“Temos um último mês para que as pessoas que ainda aguardam consigam renegociar suas dívidas com os bancos. Esse período extra de cerca de 30 dias será usado para finalizar essas negociações”, explicou Dario Durigan a jornalistas.
O ministro ressaltou que esse tempo adicional é importante para quem está tentando participar dos programas de troca de veículos, seja motos ou carros, pois poderá resolver pendências financeiras com as instituições bancárias.
Durigan garantiu que a extensão do Desenrola não trará custos extras, pois os recursos já alocados são suficientes para continuar as renegociações durante este período. O Fundo Garantidor de Operações (FGO) respalda as novas operações de crédito, permitindo que os bancos quitem dívidas antigas e ofereçam novas condições com juros menores.
“Não haverá necessidade de novos fundos para o FGO, portanto, nenhum custo fiscal adicional será gerado”, afirmou. Ele reafirmou que as condições do programa permanecem as mesmas conforme anunciado originalmente, sem alterações ou expansões no Desenrola Brasil.
Até o momento, 2,5 milhões de pessoas quitaram suas dívidas à vista, mais 1,6 milhão renegociaram e parcelaram os débitos, e cerca de 5 milhões foram liberadas de negativação por valores baixos (até R$ 100) junto às instituições financeiras.
“Com esse mês extra, esperamos alcançar a marca de 10 milhões de beneficiados. Essa prorrogação, sem custo para o governo, é uma oportunidade importante, solicitada pelos bancos e interessados, para avançar nas negociações através do Desenrola”, completou o ministro.
Sobre o programa Desenrola Adimplentes, Durigan informou que não haverá mudanças e que ele deve atingir entre 200 mil e 500 mil trabalhadores sem vínculo formal, com dívidas de até R$ 15 mil e pelo menos quatro parcelas pagas em crédito pessoal sem consignação. Este programa, junto com o Fies Empreendedor, deve representar um custo de aproximadamente R$ 4 bilhões para o Tesouro Nacional, sem impacto fiscal primário.
Estadão Conteúdo
