O voto é fundamental para definir quais políticas públicas terão prioridade nos próximos anos. Direitos das pessoas com deficiência, política externa e investimentos em ciência e tecnologia são temas importantes para as eleições de 2026.
Especialistas destacam desafios nessas áreas, que podem ajudar o eleitor a avaliar as propostas dos candidatos. Outros temas discutidos anteriormente incluem educação, saúde mental, segurança pública, agropecuária e meio ambiente.
Pessoa com deficiência
Antônio José Ferreira, coordenador do projeto Inspiração Paralímpica do Comitê Paralímpico Brasileiro, ressalta que a pauta das pessoas com deficiência é suprapartidária. Apesar dos avanços trazidos pela Lei Brasileira de Inclusão, mais de 14 milhões de brasileiros com deficiência enfrentam preconceito e capacitismo, dificultando acesso à educação e ao trabalho.
Para ele, é essencial que candidatos ouçam as pessoas com deficiência antes de formular propostas e que as políticas públicas atendam às necessidades concretas dessas pessoas.
Cenário internacional
Os consultores legislativos da Câmara dos Deputados Pedro Garrido e Miguel Mikelli Ribeiro explicam que a política externa é liderada pelo Executivo, mas o Congresso também tem papel importante na aprovação de acordos internacionais e no debate de políticas para setores com atuação global.
O Brasil busca ampliar parceiros comerciais sem se alinhar automaticamente a grandes potências, enquanto a tecnologia e a inovação ganham papel central, especialmente em defesa e segurança.
Tecnologia e inovação
Fabrício Neves, professor da Universidade de Brasília e especialista em políticas de ciência, tecnologia e inovação, destaca que o eleitor deve avaliar propostas de investimento nesse setor e o posicionamento dos candidatos sobre ciência. Ele ressalta a importância de tratar ciência e tecnologia como ferramentas para reduzir desigualdades e promover equidade social.
É necessário garantir continuidade e previsibilidade nos investimentos, pois a estabilidade permite pesquisas de longo prazo e desenvolvimento de tecnologias inovadoras. O país investe cerca de 1,2% do PIB em ciência e tecnologia, mas a meta é alcançar 2% até 2034.
O professor destaca deficiências em semicondutores, inteligência artificial e tecnologias quânticas e enfatiza o potencial do Brasil como uma reserva de terras raras para desenvolver esses setores internamente.

