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De bike, 59% dos entregadores de aplicativos fogem do desemprego em SP

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Chega o horário de almoço, é um corre-corre daqueles. A pressa é para atender aos pedidos que chegam pelos aplicativos. Uma pesquisa feita pela pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas, a Aliança Bike, define o perfil dos entregadores ciclistas de aplicativos em São Paulo.

O levantamento mostra que o número de pessoas que começaram nessa atividade aumentou recentemente: 65% fazem entregas utilizando bicicleta há menos de 6 meses. Para 59% dos entregadores de aplicativos que usam bicicletas, o principal motivo para começarem a fazer entregas foi o desemprego.

Eles não tem folga, costumam trabalhar de segunda a segunda, 9 a 10 horas por dia. É um trabalho cansativo, que exige disposição física para atender em média nove pedidos por dia e pedalar, às vezes, 50 quilômetros. Tudo isso para ganhar cerca de R$ 900 por mês, segundo a pesquisa.

Apesar do crescente número de ciclistas entregadores, os desafios ainda são muitos para quem usa bicicleta como meio de trabalho, segundo o coordenador de projetos da Aliança Bike, Daniel Guth. “Primeiro problema principal, a falta de respeito de motoristas, enquanto eles estão trabalhando, pedalando. A falta de infraestrutura cicloviária e a falta segurança pública também.”

Para a maioria, a bicicleta é o único meio de trabalho viável economicamente: sai mais barato do que uma moto ou até mesmo um patinete. Mas mesmo com tantos problemas e desafios, tem entregador que vê na alternativa a melhor opção.

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Mais de 95% das crianças brasileiras frequentam a escola, diz pesquisa

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Levantamento da Unicef mostra os impactos da Convenção sobre os Direitos da Criança na população brasileira

(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou hoje (12) um estudo que mostra os impactos da Convenção sobre os Direitos da Criança na população brasileira. O levantamento aponta que 95,3% das crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos frequentam regularmente a escola.

Houve uma queda de 71% da mortalidade infantil em crianças brasileiras desde a década de 90, índice bem acima da meta estipulada pela Unicef, que era de 33%. No entanto, o estudo mostra que a violência se tornou um problema abrangente para os jovens, principalmente os que pertencem a minorias étnicas ou grupos vulneráveis.

Sobrepeso e obesidade

Baixos teores de vitaminas em alimentos ultraprocessados – aqueles que possuem uma alta concentração de conservantes, açúcares e gordura e que são prontos para consumo imediato – representam um risco para todos os grupos de renda, em todas as regiões do Brasil, de acordo com o levantamento.

A falta de uma rotina de exercícios físicos para crianças e jovens também é um fator importante na questão do excesso de peso da população jovem brasileira. Entre adolescentes, 17,1% estão com sobrepeso, e 8,4% são considerados obesos.

Ensino é peça fundamental no desenvolvimento de crianças
(foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Água e saneamento

Os dados da pesquisa evidenciam também que o acesso à água potável ainda não é universal.

O índice de atendimento de água em território nacional é de 83,3%, mas o acesso nos estados do Acre, Pará, Rondônia e Amapá chega a 50% da população.

O índice de atendimento de redes de esgoto é ainda mais alarmante: apenas 51,9% dos brasileiros têm esgoto tratado e acesso ao escoamento, o que afeta diretamente a saúde dos jovens.

Violência sexual

O Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (Pnevsca), que reúne iniciativas como o Disque 100, e o Plano de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual, Infanto-Juvenil no Território Brasileiro (Pair) foram considerados como ações positivas no enfrentamento à violência contra crianças e jovens, de acordo com o estudo.

Mas o cenário ainda é considerado crítico. Segundo dados do Disque 100, negligência (72,7%) e violência psicológica (48,8%), física (40,6%) e sexual (22,4%) foram os tipos de violação contra crianças e adolescentes mais frequentes.

Desafios para o futuro

De acordo com o Unicef, a chamada “crise climática” e o aumento da incidência de doenças mentais em jovens são pautas importantes para os próximos anos.

O relatório aponta, ainda, que há uma crescente queda na imunização infantil, o que pode acarretar em surtos de doenças consideradas sob controle ou totalmente erradicadas, como é o caso do sarampo.

A publicação do estudo marca os 30 anos da ratificação do tratado do Unicef, que também foi assinado por outros 195 países e é considerado o tratado internacional de maior abrangência do mundo.

 

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Embraer tem prejuízo atribuído a acionista de R$ 314,4 mi no 3º trimestre

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Receita líquida da Embraer mostrou alta de 1,8%, passando de R$ 4,609 bilhões no terceiro trimestre de 2018 para R$ 4,693 bilhões

Embraer: entre julho e setembro, a fabricante entregou 17 aeronaves comerciais e 27 executivas (Germano Lühders/Exame)

São Paulo — A Embraer registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 314,4 milhões no terceiro trimestre deste ano. O valor é 501,1% maior que os R$ 52,3 milhões reportados em igual período de 2018.

Já pelo critério ajustado, a companhia contabilizou prejuízo líquido de R$ 191,7 milhões, ante uma perda de R$ 73,8 milhões reportada um ano antes. Esse parâmetro exclui o imposto de renda e contribuição social diferidos no período.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) totalizou R$ 75,0 milhões entre julho e setembro, queda de 83,1% frente aos R$ 444,2 milhões registrados um ano antes. A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 1,6%, contração de 8,0 pontos porcentuais (p.p.) sobre o terceiro trimestre de 2018.

O resultado operacional (Ebit) atingiu R$ 80,4 milhões negativos ante resultado positivo de R$ 208,6 milhões reportado um ano antes. Na mesma base de comparação, a margem Ebit ficou negativa em 1,7%, contra 4,5% positivos observados no terceiro trimestre de 2018.

Sobre o desempenho de suas operações no período, a companhia atribuiu a redução no Ebit e na margem Ebit a quedas de rentabilidade na Aviação Comercial (mix de entregas menos favorável), Defesa & Segurança (revisões da base de custos no contrato de desenvolvimento do KC-390) e Serviços & Suporte (queda de receita em peças sobressalentes e materiais). Porém, a empresa afirma que essa piora foi compensada por maior rentabilidade na Aviação Executiva, devido a receitas mais altas e diminuição nas despesas administrativas e comerciais.

A Embraer destaca ainda que, no trimestre, observou elevação das “outras receitas (despesas) operacionais líquidas”, principalmente em virtude dos custos de separação relacionados à parceria estratégica com a Boeing. No período, os valores relacionados a segregação do negócio de Aviação Comercial somaram R$ 138,1 milhões.

A receita líquida da Embraer mostrou alta de 1,8%, passando de R$ 4,609 bilhões no terceiro trimestre de 2018 para R$ 4,693 bilhões em igual período deste ano.

Os números de 2018 foram reapresentados por causa da adoção das normas contábeis IFRS 15 e IFRS 9.

Entre julho e setembro, a fabricante entregou 17 aeronaves comerciais e 27 executivas (15 jatos leves e 12 grandes), comparado aos 15 jatos comerciais e 24 executivos (17 leves e sete grandes) entregues um ano antes. Ao final do trimestre, a carteira de pedidos firmes atingiu US$ 16,2 bilhões, contra US$ 16,9 bilhões no segundo trimestre deste ano e US$ 13,6 bilhões no terceiro trimestre de 2018.

 

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Itaúsa tem lucro líquido recorrente de R$ 2,5 bilhões no 3º trimestre

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O resultado representa um aumento de 6% em comparação com o mesmo período de 2018

Itaúsa: holding controladora do Itaú Unibanco informou que quase do o lucro veio do próprio banco (Itaúsa/Divulgação)

São Paulo — A Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco, anunciou nesta segunda-feira (11) que teve lucro líquido recorrente de 2,5 bilhões de reais no terceiro trimestre, um aumento de 6% ante mesma etapa de 2018.

Quase todo o lucro veio do próprio Itaú Unibanco, o que ofuscou os resultados das outras companhias investidas pelo grupo, incluindo Alpargatas, Duratex e NTS.

O Itaú Unibanco divulgou na semana passada que teve lucro líquido recorrente 7,156 bilhões de reais de julho a setembro, alta de 10,9 por cento sobre o terceiro trimestre de 2018.

 

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