O Programa Melhor em Casa, criado pelo Ministério da Saúde, oferece atendimento médico e apoio especializado na casa de pacientes que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) e precisam de acompanhamento constante, sem precisar ficar internados.
Esse programa atende pessoas com doenças crônicas que pioraram, estão em recuperação, necessitam de cuidados para melhorar sua qualidade de vida ou têm dificuldade para se locomover. Ele funciona em parceria com unidades de saúde locais, hospitais e outros serviços do SUS, garantindo um atendimento coordenado e eficiente.
O objetivo principal é cuidar bem dos pacientes, evitando que fiquem internados por muito tempo ou sem necessidade, e aproximar o SUS do dia a dia das famílias. As equipes são formadas por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e fonoaudiólogos, que fazem visitas regulares, acompanham o estado de saúde, ajudam na reabilitação e orientam os familiares, sempre com planos personalizados.
Para entrar no programa, o paciente precisa ser indicado por um profissional do SUS após avaliação das suas condições de saúde. Essa forma de cuidar traz mais conforto, diminui o risco de infecções hospitalares e libera espaço nos hospitais, permitindo que o paciente fique em seu ambiente familiar.
Nos últimos anos, o cuidado em casa se tornou uma estratégia importante no SUS para lidar com o envelhecimento da população e o aumento das doenças crônicas. O Ministério da Saúde apoia os estados e municípios com recursos para montar e fortalecer as equipes que fazem esse atendimento, ampliando o acesso à saúde de qualidade.
Segundo Tarcísio Nema de Aquino, assessor técnico da Coordenação-Geral de Atenção Domiciliar (CGADOM/DAHUD/SAES), “Levar o atendimento especializado para dentro das casas é uma maneira concreta de deixar o SUS mais próximo, humano e eficaz. O Programa Melhor em Casa reforça o cuidado completo, valoriza o papel da família e ajuda a criar uma rede de saúde mais unida e eficiente.”
O programa não é só uma alternativa para evitar internações, mas também promove autonomia, acolhimento e participação da família, reconhecendo que o lar é um lugar legítimo para cuidar da saúde, e reforça o compromisso com um SUS universal e humano.
