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quarta-feira, 25/03/2026

Cresce 74% a Rede de Hemodiálise no DF com Investimentos do Governo

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Em Brasília

Geraldo Rodrigues dos Santos, pedreiro de 62 anos de Planaltina, descobriu há quase 11 anos que tinha doença renal crônica depois de perceber inchaço nas pernas e perda de apetite. Desde então, ele faz hemodiálise três vezes por semana no Hospital Regional de Sobradinho (HRS), assim como milhares de outras pessoas atendidas na rede pública do Distrito Federal.

A rede de nefrologia está crescendo bastante para atender o aumento de pacientes com doença renal crônica. Entre 2019 e 2026, o número de máquinas de hemodiálise aumentou de 72 para 125, um crescimento de quase 74%. Já os sistemas de osmose reversa, que são importantes para garantir a qualidade da água usada na diálise, subiram de 15 para 47, um aumento de mais de 213%.

Foram investidos R$ 9,6 milhões desde 2020, usados para comprar equipamentos e modernizar espaços. As máquinas estão em vários hospitais regionais, com maior quantidade no Hospital Regional de Taguatinga (40 máquinas) e no HRS (31 máquinas). Também há equipamentos nos hospitais das regiões Asa Norte, Gama, Ceilândia, Planaltina, Samambaia, e no Hospital Materno Infantil de Brasília.

A subsecretária de Atenção Integral à Saúde da SES-DF, Raquel Mesquita, explica que essa expansão é para atender mais pessoas. Estima-se que 10% da população mundial tenha algum grau de doença renal crônica, e no Distrito Federal cerca de 30 mil pessoas vivem com essa condição, das quais 3.600 precisam de diálise. Foram feitas reformas nos hospitais de Taguatinga e Gama, com serviços renovados e mais máquinas.

Com esses investimentos, a capacidade de realizar sessões de hemodiálise subiu de 774 para 2.200, possibilitando que os pacientes voltem mais rápido às suas atividades diárias e tenham mais qualidade de vida. Raquel Mesquita destaca que o tratamento é fundamental para manter a vida e que as novas vagas ajudam a reduzir o tempo que os pacientes ficam internados.

A hemodiálise é necessária quando os rins não conseguem filtrar o sangue direito, o que acontece quando a função renal fica abaixo de 15%. Isso causa acúmulo de toxinas e sintomas como náuseas, cansaço, inchaço e falta de ar. No HRS, cada sessão dura cerca de quatro horas e é feita três vezes por semana, exigindo disciplina, restrição no consumo de água e dieta adequada.

A enfermeira Margarida Matsumoto, do HRS, conta que os equipamentos antigos, usados por mais de 10 anos, apresentavam problemas frequentes e atrapalhavam o trabalho da equipe. Agora, com 60 pacientes fixos atendidos, o sistema funciona de forma mais organizada e eficiente. Ela ressalta a força dos pacientes e o impacto positivo para a comunidade, considerando que o tratamento pelo SUS tem alto custo.

Geraldo comenta que receber o diagnóstico foi um choque, mas os novos equipamentos trouxeram grandes melhorias: “Com as novas máquinas, melhorou 100%. Antes tinha problemas, às vezes precisava esperar ou remarcar sessão.”

Além da hemodiálise, a rede também oferece diálise peritoneal, que é feita em casa, usada por cerca de 25% dos pacientes no Distrito Federal, número maior que a média nacional. A SES-DF também ajuda os pacientes em viagens, conectando-os com unidades do SUS em outros estados para garantir que o tratamento continue sem interrupções.

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