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terça-feira, 17/03/2026




Conselho de Segurança da ONU convoca reunião urgente sobre ataque na Ucrânia

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Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) marcou uma reunião urgente na segunda-feira (12/1) para tratar do aumento dos ataques da Rússia contra cidades ucranianas.

O motivo do encontro foi o disparo de um míssil com potencial nuclear contra Lviv, na Ucrânia. Na noite de quinta-feira (8/1), o exército russo lançou o míssil Oreshnik, um dos mais sofisticados do mundo, em direção ao país vizinho.

O disparo ocorreu em uma região onde a Rússia realiza testes nucleares. A Ucrânia confirmou que o míssil estava equipado com ogivas convencionais, sem caráter nuclear, mas interpretou o ataque como uma ameaça do poder atômico do Kremlin.

Em resposta, o embaixador ucraniano Andriy Melnyk enviou uma carta à ONU pedindo medidas imediatas.

“A Federação Russa cometeu crimes de guerra e contra a humanidade em um nível alarmante, ao lançar terror contra civis e infraestruturas na Ucrânia”, declara parte do documento.

Obstáculos para um acordo de paz

  • Apesar do progresso nas negociações envolvendo Ucrânia, Europa e Estados Unidos, Moscou impõe condições que Kiev considera inaceitáveis para firmar um acordo de paz.
  • Entre essas exigências estão a retirada das tropas ucranianas de áreas ainda controladas em Donetsk e o compromisso formal da Ucrânia em não se juntar à Otan.
  • No final de dezembro, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que pretende alcançar seus objetivos “por meio da diplomacia ou da força”.
  • Para o Kremlin, a neutralidade da Ucrânia e o reconhecimento das mudanças territoriais ocorridas desde 2014 permanecem condições essenciais para qualquer negociação.

Este não foi o primeiro disparo desse tipo contra a Ucrânia. Em 2024, a Rússia também utilizou um míssil Oreshnik, lançado do mesmo ponto usado para testes nucleares.

Na madrugada de sexta-feira (9/1), Moscou realizou um novo ataque em grande escala contra Kiev. Segundo o prefeito da capital, Vitali Klitschko, o ataque foi realizado com drones, causando pelo menos quatro mortes e deixando 19 feridos.




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