Apesar do anúncio de um cessar-fogo de duas semanas pelos Estados Unidos e pelo Irã, confrontos no Oriente Médio continuaram durante a madrugada desta terça-feira (7/4). O acordo não definiu um horário para suspender os ataques, o que levou países do Golfo a seguirem relatando a interceptação de mísseis iranianos.
Em Israel, três crianças ficaram levemente feridas após uma munição de fragmentação iraniana atingir a cidade de Tel Sheva, ao sul do país. Um porta-voz militar israelense afirmou que Israel segue com ataques aéreos contra o Irã, enquanto o Líbano continua sofrendo bombardeios israelenses, incluindo um ataque a uma ambulância na cidade de Qlaileh, próxima à cidade costeira de Tiro.
Durante a madrugada, Israel anunciou que aceitou parar os ataques, mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o acordo não envolve o Líbano.
Acordo celebrado internacionalmente
Apesar da divergência sobre o Líbano, o cessar-fogo foi comemorado globalmente. O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou apoio ao acordo. O mercado respondeu positivamente, com o preço do petróleo caindo quase 15%, atingindo US$ 93, o menor valor em um mês.
Donald Trump informou que os Estados Unidos irão ajudar o Irã a lidar com o aumento do tráfego no Estreito de Ormuz após o acordo. Em redes sociais, Trump classificou o dia como “grande para a paz mundial” e afirmou que estará atento para garantir o sucesso do acordo.
Detalhes do acordo
O Irã estabeleceu 10 condições para aceitar o cessar-fogo, que foram aceitas pelos Estados Unidos, incluindo a imediata reabertura do Estreito de Ormuz. Entre os pontos estão a garantia de que não haverá novos ataques contra o Irã, o reconhecimento do direito ao enriquecimento de urânio, suspensão de sanções, retirada das tropas americanas da região, fim das ações militares contra aliados iranianos no Líbano, e liberação de ativos iranianos bloqueados.

