O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil já está preparado para enfrentar as possíveis consequências do fenômeno climático conhecido como El Niño, que é causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico.
Segundo o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), considerado uma das instituições mais confiáveis do mundo, existe a possibilidade de que o próximo El Niño seja o mais forte já registrado.
“Pela primeira vez, estamos agindo antes, inclusive na prevenção contra queimadas, pois a expectativa é que o El Niño seja muito intenso e possa causar vários desastres climáticos. Estamos preparados antecipadamente para lidar com essa situação”, disse Lula.
Essa declaração foi feita durante o anúncio de uma série de ações voltadas à proteção ambiental, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.
As previsões indicam que a temperatura da superfície do mar em uma região importante do Oceano Pacífico Equatorial pode subir entre 3ºC e 4ºC acima da média até o final do ano. Se essa previsão se confirmar, o El Niño de 2026 poderá ser significativamente mais forte do que os registrados em 1997-1998 e 2015-2016.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada às Nações Unidas, também confirmou que há alta probabilidade de formação do fenômeno ainda neste ano, alertando para seu potencial de força.
Possíveis efeitos do El Niño
O El Niño acontece a cada dois a sete anos, elevando a temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento pode modificar os ventos alísios, que são fundamentais para os padrões climáticos globais, alterando a distribuição das chuvas e causando variações no clima.
O último El Niño, iniciado em junho de 2023 e se estendendo até 2024, foi o mais quente já registrado, causando impactos negativos na agricultura global.
Especialistas alertam que o próximo El Niño pode agravar a insegurança alimentar global, especialmente diante das tensões políticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o que aumenta a preocupação quanto às consequências do fenômeno.

