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Bolsonaro diz que governo estuda reduzir imposto de produtos de tecnologia

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A intenção, disse o presidente, é fomentar a competitividade e a inovação; imposto poderia cair de 16% para 4%

Vídeo-game: O presidente Jair Bolsonaro anunciou que o governo estuda reduzir o imposto para produtos de tecnologia, o que pode incluir redução nas taxas para jogos eletrônicos (Westend61/Getty Images)

Brasília — O presidente da República, Jair Bolsonaro, usou as redes sociais neste domingo, 16, para dizer que o governo estuda reduzir o imposto para produtos de tecnologia. Segundo ele, a intenção é fomentar competitividade e inovação. Bolsonaro afirmou que o imposto poderia cair de 16% para 4%.

“Para estimular a competitividade e inovação tecnológica, o governo estuda, via secretaria do Ministério da Economia, a possibilidade de reduzir de 16% para 4% os impostos sobre importação de produtos de tecnologia da informação, como computadores e celulares”, escreveu o presidente neste domingo. Em uma segunda postagem, Bolsonaro afirmou que também será avaliado reduzir impostos para jogos eletrônicos.

Na semana passada, o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, havia antecipado a possibilidade. O objetivo, segundo Troyjo, é aumentar a competitividade e a produtividade das empresas que usam esses equipamentos em suas atividades. Como as tecnologias da informação são usadas atualmente em praticamente todos os setores da economia, os efeitos da medida seriam “exponenciais”.

“Tecnologias da informação são insumo. (O efeito) É exponencial. Quando você dá um choque não apenas de qualidade e preço, mas também mexe no acesso àquilo de mais avançado que está acontecendo, automaticamente multiplica por várias vezes sua produtividade interna”, afirmou Troyjo, durante a abertura do Congresso Mundial das Câmaras de Comércio, na última quarta-feira, 12, no Rio de Janeiro.

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Economia

Aumento no preço dos alimentos segue pelo menos até o fim do ano

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Economistas e varejistas apontam fatores da alta contínua

Alimentos ficam mais caros no Brasil (Pilar Olivares/Reuters)

Pelo menos até o final do ano, o brasileiro vai ter de conviver com a alta dos preços dos alimentos básicos, como arroz, carnes, óleo de soja e feijão. Dólar em alta, oferta ainda escassa desses produtos por causa da entressafra e o auxílio emergencial mesmo pela metade, garantindo o consumo dos mais pobres, são fatores apontados por economistas e varejistas para que os preços dos alimentos continuem subindo.Mais uma vez, a comida apareceu como vilã: em outubro, a inflação ao consumidor subiu 0,94%, pela prévia do índice oficial, o IPCA-15, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior alta do indicador para o mês desde 1995 e o resultado ficou acima do esperado pelo mercado. Alimentos e bebidas ficaram 2,24% mais caros e responderam por 50% da alta.

A inflação de supermercados, onde estão concentradas as vendas sobretudo de alimentos, confirma a pressão. Em setembro, a inflação dos supermercados no Estado de São Paulo, apurada pela Fipe, atingiu 2,2%. Foi a maior variação para o mês em 26 anos e equivale ao acumulado no passado até setembro, segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas).

Tanto no IPCA-15 como no índice dos supermercados, óleo de soja, arroz e carnes lideraram os aumentos, com altas de 22,34%, 18 48% e 4,83%, respectivamente na prévia da inflação deste mês. “Achamos que no caso dos grãos o cenário não deve mudar até o início de 2021, para quando está previsto aumento da safra”, diz o presidente da Apas, Ronaldo dos Santos.

André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz acreditar que não há no radar indicações de que os preços da carne, do arroz e do feijão vão recuar. “Há chance de esses produtos subirem mais até o final do ano e melhora só em 2021 com novas safras e a expectativas, quem sabe, de uma taxa de câmbio menor.” As primeiras prévias de outubro indicam que os alimentos continuam subindo cerca de 2% este mês. No ano, a alta dos alimento chega beira 10%.

“A produção de alimentos demora a ser ajustada, é diferente da manufatura”, observa Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio. Esse seria, na sua avaliação, outro fator que indica que a inflação deverá continuar subindo acima do índice geral de inflação até dezembro. “Vamos ter picos nos alimentos, mas não vejo sustentabilidade por falta de demanda mesmo.”

Omar Assaf, diretor da Apas, diz que as vendas em geral nos dois últimos meses desaceleraram nos supermercados. “O bolso do consumidor vai limitar essa tendência de alta”, diz.

Fábio Romão, economista da LCA Consultores, ressalta que boa parte do repasse de preços do atacado para o varejo ainda está por vir. “A alta de preços está mais espalhada e chegando a outros itens, além dos alimentos. Com a pandemia, muitos produtores pisaram no freio e a demanda por itens para o domicílio subiu com o auxílio emergencial.”

“A inflação de alimentos tem implicações importantes, pega as camadas mais populares, justamente em um momento de redução do valor do auxílio emergencial, é um impacto muito difícil”, avalia a consultora econômica Zeina Latif. Segundo ela, há também um efeito macroeconômico que deve ser monitorado: os preços de alimentos, por terem muita visibilidade, contaminam outros preços.

“É difícil para as empresas não repassarem preços e é preciso acompanhar o comportamento da inflação e as estratégias do Banco Central podem ter de mudar. Também acende um alerta para a discussão da questão fiscal”, diz ela.

Para o ex-diretor do Banco Central e chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, José Júlio Senna, o aumento da dívida pública é a questão que mais preocupa para o ano que vem. “Não é possível prever o momento em que o desequilíbrio fiscal detonaria as expectativas de um retorno da inflação, mas sem uma política fiscal, não existe uma política monetária viável.”

 

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Títulos de renda fixa atrelados ao IPCA viram opção

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Segundo especialistas, nesse contexto a renda fixa pode ganhar força, com destaque para os títulos pós-fixados com taxas de retorno atreladas ao IPCA

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Prévia da inflação tem maior alta para outubro em 25 anos

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IPCA-15, conhecido como prévia da inflação, acelerou em outubro para alta de 0,94%

Alimentos: no ano, o índice agora acumula alta de 2,31% e, nos últimos 12 meses, a variação acumulada é de 3,52% (Amanda Perobelli/Reuters)

 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou em outubro para alta de 0,94%, maior salto para o mês desde 1995, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,81 por cento para o período.

A alta no mês foi impulsionada por um aumento no segmento Alimentação e Bebidas, que subiu 2,24%. A segunda maior variação veio dos Artigos de Residência (1,41%), cujos preços subiram pelo sexto mês consecutivo. O único grupo dos nove pesquisados a apresentar queda em outubro foi Educação (-0,02%).

Em setembro, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,45%. No ano, o índice agora acumula alta de 2,31% e, nos últimos 12 meses, a variação acumulada é de 3,52%.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 12 de setembro a 13 de outubro de 2020 (referência) e comparados com aqueles vigentes entre 14 de agosto e 11 de setembro de 2020 (base).

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

 

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Tesouro vê cenário mais favorável para alongamento da dívida

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Expectativa é que o novo programa social do governo, que deve substituir o auxílio emergencial, seja mais enxuto e dentro do teto de gastos

José Franco de Morais, subsecretário da Dívida Pública do Tesouro (Antônio Cruz/ Agência Brasil/Agência Brasil)

Segundo ele, a estratégia do Tesouro de oferecer títulos de curto prazo nos últimos meses, o que piorou o perfil do estoque, foi temporária, mas necessária porque o volume de gastos públicos durante a pandemia preocupou os investidores.

Agora, um objetivo é gradualmente reduzir a oferta de LTNs com vencimento de abril de 2021 e aumentar a colocação desses papéis prefixados com vencimento em outubro de 2021.

A expansão fiscal fará com que o país termine 2020 com um endividamento bruto próximo de 100% do PIB e com um déficit fiscal recorde de 12,1% do PIB, segundo estimativas dodeficit Ministério da Economia.

O cenário base para o Tesouro e os investidores hoje, segundo ele, é que o teto de gastos seja respeitado e que o novo programa social do governo – que vai substituir o auxílio emergencial dado aos informais durante a pandemia – seja mais enxuto e dentro do teto.

Além disso, segundo Franco, há muita liquidez no mercado local e é natural que os investidores continuem recorrendo aos títulos públicos.

Colchão de liquidez

Apesar do elevado nível de vencimentos da dívida nos primeiros quatro meses de 2021, R$ 643 bilhões num estoque de R$ 4,4 trilhões, o Tesouro espera reforçar seu colchão de liquidez até o final do ano.

Segundo ele, a ideia é que até dezembro haja em caixa o equivalente para todo o primeiro quadrimestre de 2021.

Franco explicou que o Tesouro já tinha mapeado o volume elevado de vencimentos entre janeiro e abril do ano que vem porque grande parte dos títulos são LFTs emitidas em 2015.

“Naquele ano, o Brasil perdeu o grau de investimento, houve mudanças no comando do Ministério da Economia, o Brasil encaminhou um orçamento deficitário ao Congresso. Nesse contexto, o Tesouro emitiu muita LFT de seis anos que agora está vencendo”, disse, lembrando que antes da pandemia, o colchão de liquidez foi reforçado para fazer frente a esses vencimentos. Com a crise, o colchão foi caindo, mas não ficará abaixo de três meses, afirmou.

O Tesouro Nacional teve sucesso na estratégia de tentar alongar a dívida pública por meio da redução da oferta de LTNs mais curtas e da oferta de NTN-F longas, 2027 e 2031, no leilão desta quinta-feira. Os 2,5 milhões de NTN-Fs oferecidos foram totalmente vendidos e as LTNs saíram quase integralmente.

Segundo relatório da LCA, a rentabilidade exigida pelos investidores “se reduziu um pouco, mas ainda continua em elevado patamar tendo em vista a incerteza em torno do cenário fiscal”.

“O governo está gastando como nunca e está tendo de emitir mais títulos, elevando o endividamento”, diz Raquel de Sá, analista de macroeconomia da XP Investimentos.

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Economia

Investimento direto no Brasil em setembro é o menor para o mês desde 2005

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Resultado de US$ 1,6 bilhão é 73% menor do que o registrado no mesmo mês de 2019

Investimento caíram desde o início da crise causada pela pandemia de coronavírus (FG Trade/Getty Images)

O Investimento Direto no País (IDP) no mês de setembro foi o menor para o mês desde 2005, segundo as estatísticas divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando o IDP foi de US$ 6 bilhões, a entrada de US$ 1,6 bilhão em 2020 significa uma redução de 73%.

O número é um pouco menor do que o resultado de R$ 2 bilhões estimado pelo Banco Central. Desde o início da crise causada pela pandemia de coronavírus, os montantes que entram no país vem ficando abaixo dos registrados nos últimos anos.

Mesmo na comparação entre os meses de 2020, agosto e setembro apresentaram números inferiores aos registrados em maio, junho e julho, que vinham com resultados melhores do que abril, considerado o mês com impacto mais agudo da crise.

Nos últimos doze meses, o IDP totalizou US$ 50 bilhões (3,31% do PIB), número menor dos que os US$ 54,5 bilhões (3,52% do PIB) no mês anterior.

Já no mercado financeiro, o Banco Central registrou entrada de US$ 1,2 bilhão, resultado da saída de US$ 972 milhões em ações e fundos de investimento e de ingresso líquido de US$ 2,2 bilhões em títulos de dívida. No ano até setembro, o país teve saída líquida de US$ 27,1 bilhões ante entrada de US$ 2,6 bilhões no mesmo período de 2019.

Contas externas

Já as contas externas continuam registrando superávit. Foram US$ 2,3 bilhões de resultado positivo em setembro contra US$ 2,7 bilhões de déficit no mesmo mês de 2019. No entanto, o resultado foi menor do que o esperado pelo BC, que aguardava por um superávit maior, de US$ 3,7 bilhões. Para outubro, a estimativa é de superávit de US$ 1,2 bilhão.

As transações correntes das contas externas são resultado da balança comercial, da balança de serviços e pelas rendas, como remessas de juros, lucros e dividendos. O item que puxou o superávit foi o resultado positivo na balança comercial de Us$ 5,4 bilhões.

Esse superávit foi alcançado pela queda grande nas importações de bens, com redução de 23,3% seguida de um recuo em intensidade menor nas exportações, de apenas 9,1%. Esse fenômeno tem sido recorrente durante a crise. Com a desaceleração do comércio mundial, o Brasil tem reduzido as importações de forma muito mais intensa do que as exportações, o que tem criado sucessivos superávits.

O setor de serviços também contribui com o resultado do mês com um recuo para US$ 1,6 bilhão, queda de 35,3% na comparação com setembro de 2019. Essa redução foi influenciada pelos números ainda baixos de gastos em viagens internacionais.

Neste mês, as despesas de brasileiros no exterior ficaram em US$ 301 milhões, resultado 77% menor do que em setembro do ano passado. Já os gastos de turistas estrangeiros no Brasil caíram 59%, de US$ 400 milhões em 2019 para US$ 164 milhões neste ano.

Outro resultado que auxiliou a construir o superávit foi a queda de 56,5%, em relação ao mesmo mês de 2019, do déficit na renda primária, que envolve envio de lucros e dividendos para o exterior e gasto com juros. Com a atividade econômica mais devagar, as filiais de empresas estrangeiras no Brasil tendem a diminuir as remessas de recursos para as matrizes.

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Taxa de desemprego sobe de novo e bate 14% em setembro, diz IBGE

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Taxa de desemprego é mais alta entre mulheres e pessoas de cor preta ou parda

Desemprego: população desocupada cresceu de 12,9 milhões em agosto para 13,5 milhões de pessoas em setembro (Jornal Brasil em Folhas/Flickr)

A taxa de desemprego aumentou de 13,6% em agosto para 14,0% em setembro, maior resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal, iniciada em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números consolidam a tendência apontada pelas pesquisas semanais feitas pelo instituto.

Em setembro, a população ocupada totalizou 82,934 milhões de pessoas, um aumento de 1,0% em relação a agosto, 793 mil vagas a mais. No entanto, o total de ocupados ainda não retomou o patamar de maio, quando somava 84,4 milhões de pessoas.

Já a população desocupada cresceu de 12,9 milhões em agosto para 13,5 milhões de pessoas em setembro, um aumento de 4,3% ante agosto, cerca de 560 mil pessoas a mais. Em relação a maio, quando teve início a pesquisa, a população desempregada saltou 33,1%.

A população desocupada aumenta continuamente desde o início da pesquisa. Com a questão do relaxamento do isolamento social e a redução de casos de covid diários, as pessoas começaram a não ter mais a pandemia como principal motivação para não procurar trabalho. Claro que há outros motivos, mas ela deixa de ser a principal motivação.

O contingente de inativos diminuiu de 75,2 milhões em agosto para 74,1 milhões em setembro, uma redução de 1,5%. Entre os inativos, 26,1 milhões gostariam de trabalhar, mas não buscaram trabalho, sendo que 16 milhões deles argumentaram que não procuraram uma vaga devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade. O nível de ocupação subiu de 48,2% em agosto para 48,6% em setembro.

Dos 82,9 milhões de ocupados em setembro, 5,4 milhões estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência, sendo 3,0 milhões deles devido ao distanciamento social. Os indicadores vêm caindo desde o início da pandemia devido à redução das medidas de isolamento. Entre os ocupados afastados do trabalho em setembro, aproximadamente 1,1 milhão de pessoas estavam sem receber remuneração.

Entre as regiões, a taxa de desocupação foi mais elevada no Nordeste (16,9%), seguida por Norte (14,8%), Sudeste (14,2%), Centro-Oeste (12,1%) e Sul (9,8%).

A taxa de desemprego entre as mulheres foi de 16,9%, ante um resultado de 11,8% entre os homens. Entre as pessoas de cor preta ou parda, a taxa de desemprego aumentou 0,7 ponto porcentual em relação a agosto, para 16,1% em setembro. Já a taxa de desocupação dos brancos ficou estável em 11,5%.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

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