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segunda-feira, 30/03/2026

Bolsas europeias caem com dúvidas sobre situação no Oriente Médio

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As bolsas de valores na Europa encerraram o dia em baixa significativa na terça-feira, 3, ampliando as perdas do dia anterior. Os investidores estão cautelosos devido às incertezas sobre o conflito no Oriente Médio, que tem impacto direto no mercado. Essa tensão geopolítica faz com que os mercados revisem as expectativas para as taxas de juros definidas pelo Banco Central Europeu (BCE).

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 3,04%, fechando em 10.452,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 3,59%, atingindo 23.753,02 pontos. Paris registrou queda de 3,46% no CAC 40, que fechou aos 8.103,84 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 3,92%, para 44.468,46 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve a maior queda, de 4,41%, fechando em 17.087,40 pontos. Lisboa também sofreu queda de 4,24% no PSI 20, chegando a 8.878,86 pontos.

Na terça-feira, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que já é tarde para o Irã buscar diálogo com Washington, apesar de mencionar que os iranianos tentaram contato após ataques recentes. Ele também comentou que os altos estoques de munição permitem que os EUA mantenham conflitos indefinidamente.

O Swissquote Bank destacou que a incerteza no mercado está aumentando e que a volatilidade deve continuar.

Essa situação gerou aversão ao risco em geral, afetando setores que tiveram ganhos na segunda-feira, como energia e defesa, que recuaram 2,2% e 3,5%, respectivamente. O setor de recursos básicos caiu 4,1%, acompanhando a queda de metais básicos e preciosos, enquanto o subíndice bancário teve uma forte queda de 5,1%.

Yannis Stournaras, presidente do Banco Central da Grécia, afirmou que, diante dos acontecimentos no Oriente Médio, o BCE deve manter flexibilidade na definição das taxas de juros. Já a ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, alertou para um cenário ainda mais incerto, com a expectativa de crescimento econômico britânico mais lento em 2026.

O mercado avalia que há 50% de chance do BCE aumentar os juros em 0,25 ponto percentual neste ano. Por outro lado, a probabilidade de corte nas taxas pelo Banco da Inglaterra (BoE) foi reduzida de 80% para 50%.

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