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quinta-feira, 22/01/2026

Bolsa dispara e alcança 174 mil pontos com clima positivo; dólar está estável

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

A Bolsa de Valores do Brasil está em forte alta nesta quinta-feira (22), seguindo o ritmo do dia anterior e influenciada pelas notícias envolvendo a possível compra da Groenlândia pelos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump declarou estar próximo de um acordo sobre a Groenlândia e suspendeu a ameaça de tarifas sobre oito países europeus. Analistas aguardam também a divulgação de dados econômicos dos EUA, como inflação e atividade econômica.

Às 11h19, o Ibovespa subia 1,42%, chegando a 174.265 pontos, caminho para bater recorde pelo quarto dia seguido. Na quarta, o índice ultrapassou várias marcas históricas consecutivas.

O dólar se mantinha estável, com pequena queda de 0,05%, cotado a R$ 5,316. Trump afirmou em sua rede social, Truth Social, que firmou um acordo futuro envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico.

Segundo ele, as tarifas planejadas para 1º de fevereiro não serão aplicadas.

Esse recuo foi interpretado como um avanço após reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Na quarta-feira, em Davos, Trump já tinha descartado o uso da força para tomar a ilha, que pertence à Dinamarca.

Esse comportamento de Trump tem levado os investidores a diversificar seus investimentos para fora dos Estados Unidos, buscando menos exposição à volatilidade do mercado norte-americano, o que favorece os mercados emergentes.

Adriana Ricci, fundadora da SHS Investimentos, explica que os investidores estão revendo riscos, reduzindo exposição a mercados caros e buscando onde o retorno compensa o risco. “O dinheiro global não desaparece, ele apenas muda de lugar.”

O Brasil se destaca por sua alta taxa de juros, que está em 15% ao ano desde junho, e pela forte presença de commodities na Bolsa, como petróleo e minério de ferro. Mesmo com os recordes do Ibovespa, as ações no Brasil ainda estão com preços considerados atrativos.

Esses fatores atraem investidores estrangeiros, que precisam comprar reais para investir, o que influencia o câmbio.

O diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, afirma que o dólar deve cair em direção a R$ 5,25, recomendando apenas compras de curto prazo.

O recuo de Trump em relação à Groenlândia também incentiva investimentos mais arriscados, beneficiando a Bolsa brasileira, que é um mercado emergente.

No mercado europeu, os índices acionários também avançam, com o DAX alemão e o CAC 40 francês crescendo mais de 1%. O dólar apresenta queda em relação a moedas emergentes, como o rand da África do Sul, o peso chileno e o peso mexicano.

Os investidores aguardam dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, relatórios de auxílio-desemprego e o índice PCE de inflação, que é a medida preferida pelo Federal Reserve para orientar as decisões de política monetária.

O Federal Reserve e o Banco Central do Brasil decidirão sobre as taxas de juros na próxima semana, entre terça e quarta-feira.

Espera-se que ambos mantenham suas taxas estáveis, com o Fed Funds entre 3,5% e 3,75%, e a Selic em 15%.

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