O Banco Central informou que ainda é precoce para dizer qual será o efeito da alta do dólar depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É necessário aguardar mais tempo para entender como o mercado financeiro vai reagir, principalmente com a influência de outras medidas do governo e dados econômicos.
Fernando Rocha, chefe do departamento de Estatísticas do Banco Central, comentou que ainda não é possível afirmar qualquer impacto logo após o resultado das eleições. O Brasil enfrenta um déficit em suas contas externas, o menor em dois anos, com 2,33% do PIB acumulado em 12 meses até setembro.
Na manhã do dia 26, o dólar teve alta significativa, chegando a R$ 5,584, maior que em outros mercados. A moeda voltou a patamares vistos em janeiro, quando alcançou R$ 5,48. Antes, o real vinha se valorizando na expectativa da vitória do senador Flávio Bolsonaro.
O mercado brasileiro sofreu forte queda, o que levou a B3 a interromper temporariamente as negociações por meio do circuit breaker. Segundo Rocha, parte dessa alta do dólar pode ser temporária ou definitiva, e a reação completa nas contas brasileiras pode não ser imediata.
Para conter a alta, o Banco Central realizou um leilão de swap cambial, vendendo contratos que injetaram US$ 3.75 bilhões no mercado futuro. Essa ação ajudou a estabilidade da moeda, que recuou para R$ 5,425 no fim da manhã.
Os economistas reduziram suas projeções para o dólar no boletim Focus divulgado, mesmo antes das eleições. Para o final de 2024, a estimativa é de R$ 5,05, contra R$ 5,13 da semana anterior, e para 2025 é de R$ 5,15, ante R$ 5,22.


