Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão crescendo no Brasil, de acordo com boletins da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O relatório mais recente do InfoGripe, referente à semana de 8 a 14 de março, mostra que essa tendência tem se repetido em várias regiões do país, incluindo o Distrito Federal, com mais de 20 mil casos notificados neste ano.
A SRAG é uma condição grave que começa com sintomas de gripe acompanhados de respiração rápida ou falta de oxigênio no sangue. Ela pode ser causada por diferentes vírus, como os da gripe (influenza A e B), o vírus da covid-19 (SARS-CoV-2), o rinovírus e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Juliane Malta, diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), destaca que a vacinação é uma maneira eficaz de prevenir casos graves da doença. As vacinas disponíveis no programa de imunização protegem contra a gripe, o SARS-CoV-2 e o VSR. Também existem anticorpos monoclonais como nirsevimabe e palivizumabe voltados para bebês prematuros, mas ainda não há vacina contra o rinovírus, que é o principal causador de resfriados.
Os grupos mais vulneráveis à SRAG são idosos, crianças menores de um ano, pessoas com doenças crônicas como problemas cardíacos, diabetes, obesidade, doenças respiratórias, neurológicas e renais, além de gestantes e mães recentes.
No Distrito Federal, o aumento dos casos está ligado a vários fatores, como a circulação simultânea de vários vírus respiratórios, o retorno das aulas, aglomerações após o Carnaval e baixa cobertura vacinal contra a gripe. Além disso, o clima seco e frio ajuda a espalhar o vírus, pois deixa as vias respiratórias mais sensíveis e leva as pessoas a ficarem em ambientes fechados.
Para evitar a SRAG, Juliane Malta recomenda lavar as mãos com frequência, beber bastante líquido, evitar lugares mal ventilados, usar máscaras quando necessário e manter a vacinação em dia.

