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Arrecadação federal cai 28,95% e tem pior abril por coronavírus

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Nos primeiros quatro meses de 2020, a arrecadação teve recuo de 7,45% sobre igual período do ano passado

Dinheiro: queda na atividade devido à pandemia do coronavírus fez arrecadação despencar (Willyan Wagner / EyeEm/Getty Images)

Sob efeito da pandemia do novo coronavírus, a arrecadação de impostos e contribuições federais teve forte queda em abril, quando somou R$ 101,154 bilhões, um recuo real (já descontada a inflação) de 28,95% na comparação com igual mês de 2019. Em relação a março deste ano, houve queda de 7,52%.

O valor arrecadado foi o pior desempenho para meses de abril da série disponibilizada pela Receita Federal, que teve início em 2007.

O resultado veio acima da mediana das expectativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, do sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. calculada em R$ 99,350 bilhões, e dentro do intervalo das previsões, de R$ 84 100 bilhões a R$ 129,900 bilhões.

No ano, a arrecadação federal somou R$ 502,293 bilhões, o pior desempenho para o período desde 2017. O montante ainda representa recuo de 7,45% na comparação com igual período do ano passado.

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Dólar sobe com escalada de tensões entre China e Estados Unidos

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Mercado mantém cautela antes de Presidente Donald Trump tratar de tema em coletiva de imprensa

Mercado mantém cautela antes de Presidente Donald Trump tratar de tema em coletiva de imprensa

O dólar sobe frente ao real, nesta sexta-feira, 29, com a apreensão dos investidores antes da coletiva de imprensa em que o presidente Donald Trump irá tratar de assuntos relacionados à China. Às 13h20, o dólar comercial subia 0,7% e era negociado por 5,425 reais, enquanto o dólar turismo, com menor liquidez, avançava 2,5%, cotado a 5,73 reais.

A expectativa é a de que o presidente americano anuncie medidas duras como forma de retaliação à tentativa da China de aumentar o controle sobre Hong Kong. Nesta semana, o parlamento chinês aprovou a lei de segurança nacional, motivo de protestos no território autônomo. “Se ele anunciar sanções vai azedar o mercado”, disse Jefferson Ruik, diretor de câmbio da Correparti.

Ruik também avalia que o a “briga da Ptax” de fim de mês pode pressionado o dólar para cima. A taxa serve como referência para contratos em dólar. Para definir a taxa, o Banco Central realiza quatro consultas ao mercado, sendo a última se encerrou às 13h10.

Apesar do tom negativo para a moeda local, o dólar chegou a abrir em queda frente ao real, logo após Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgar que o produto interno bruto (PIB) do primeiro trimestre teve contração de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A mediana das projeções do mercado apontava para uma queda de 0,4%.“O mercado gostou. Esse 0,1% faz toda diferença”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

Laatus também destacou que o último pronunciamento do presidente do Banco Central, Roberto Campos Netto também ajudou a fortalecer o real na abertura. Na véspera, o presidente do BC disse que estava preparado para atuações mais incisivas no câmbio, antes de o real sair das mínimas do ano. “Ele mandou um recado claro. Quem apostar contra o real vai quebrar a cara”, disse Laatus.

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Economia

Já sob efeito do coronavírus, PIB cai 1,5% no 1º trimestre

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Número marca o menor resultado para o período desde o segundo trimestre de 2015; políticas de isolamento começaram a ser adotadas no país em março

Pedestre usando máscara protetora segura um guarda-chuva enquanto passa em frente a lojas temporariamente fechadas no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro. 7 de maio de 2020. (Andre Coelho/Bloomberg)

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 1,5% no primeiro trimestre de 2020, na comparação com o último trimestre do ano anterior, afetado pela pandemia do novo coronavírus e o distanciamento social, informou o IBGE nesta sexta-feira, 29.

A queda interrompe uma sequência de quatro trimestres de crescimentos seguidos e marca o menor resultado para o período desde o segundo trimestre de 2015 (-2,1%), ressalta o instituto. Com isso, o PIB está em patamar semelhante ao que se encontrava no segundo trimestre de 2012.

“Aconteceu no Brasil o mesmo que ocorreu em outros países afetados pela pandemia, que foi o recuo nos serviços direcionados às famílias devido ao fechamento dos estabelecimentos. Bens duráveis, veículos, vestuário, salões de beleza, academia, alojamento, alimentação sofreram bastante com o isolamento social”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, em nota.

O consumo das famílias, que responde por 65% do PIB, teve a maior queda (-2%) desde a crise do apagão em 2001, enquanto o consumo do governo ficou praticamente estável.

Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo), por outro lado, cresceram 3,1%, puxados pela importação líquida de máquinas e equipamentos pelo setor de petróleo e gás.

Já a balança comercial brasileira teve uma queda de 0,9% nas exportações de bens e serviços, enquanto as importações de bens e serviços cresceram 2,8%.

Previsões de instituições financeiras e de pesquisa, como o Bradesco e o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), projetam uma queda de -1% na economia brasileira nos três primeiros meses do ano. Já o Itaú BBA prevê um tombo de -0,5%.

O fraco desempenho dos indicadores de atividade econômica em março foi suficiente para comprometer o resultado do primeiro trimestre como um todo.

O destaque negativo no setor de serviços foi em  transporte, armazenagem e correio (-2,4%), informação e comunicação (-1,9%), comércio (-0,8%), administração, saúde e educação pública (-0,5%), intermediação financeira e seguros (-0,1%). A única variação positiva veio das atividades imobiliárias (0,4%).

Já na indústria, a queda foi puxada pelo setor extrativo (-3,2%). Também tiveram taxas negativas a construção (-2,4%), as indústrias de transformação (-1,4%) e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,1%).

 

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Comércio demite 1,2 milhão de trabalhadores em um trimestre, diz IBGE

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Com a crise do coronavírus, o comércio foi o setor que puxou a extinção de vagas no trimestre encerrado em abril

Comércio: apenas seis setores terminaram o trimestre com saldo positivo de contratações (Cris Faga/Getty Images).

O comércio foi o setor que puxou a extinção de vagas no trimestre encerrado em abril, com 1,218 milhão de demissões em relação ao trimestre terminado em janeiro. Houve dispensas recordes de trabalhadores de forma disseminada, alcançando sete entre as dez atividades pesquisadas, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta quinta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem do trimestre terminado em janeiro para o trimestre encerrado em abril, houve demissões também nas atividades de outros serviços (-366 mil ocupados), indústria (-685 mil), alojamento e alimentação (-699 mil), transporte (-242 mil), agricultura, pecuária, produção florestal pesca e aquicultura (-157 mil), construção (-885 mil), serviços domésticos (-727 mil) e informação, comunicação e atividades financeiras (-218 mil).

A única exceção foi o setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, com 287 mil contratações no período.

Em relação ao patamar de um ano antes, a agricultura perdeu 233 mil trabalhadores. A construção demitiu 671 mil, o comércio dispensou 789 mil. Alojamento e alimentação fechou 507 mil vagas e serviços domésticos perderam 628 mil trabalhadores.

A indústria dispensou 343 mil funcionários, enquanto o setor de informação, comunicação e atividades financeiras demitiu 129 mil. Transporte perdeu 122 mil vagas, e outros serviços demitiram 127 mil pessoas.

Por outro lado, a administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais contratou 464 mil trabalhadores a mais.

 

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Governo tem déficit recorde de R$ 92,9 bilhões em abril

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Resultado de abril representa queda real de 31,9% nas receitas em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas tiveram alta real de 44,7%

Dinheiro: no acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o resultado primário é negativo em R$ 95,762 bilhões (Rmcarvalho/Getty Images)

O caixa do Governo Central registrou um déficit primário de R$ 92,902 bilhões em abril, o pior desempenho para o mês da série histórica, que tem início em 1997, segundo divulgação do Tesouro Nacional. O resultado reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. Em abril de 2019, o resultado havia sido positivo em R$ 6,526 bilhões.

O resultado de abril veio melhor que a mediana das expectativas do mercado financeiro, que apontava um déficit de R$ 108,36 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast junto a 23 instituições. O dado do mês passado, porém, ficou dentro do intervalo das previsões, que eram de déficit de R$ 151,8 bilhões a R$ 74,3 bilhões.

O resultado de abril representa queda real de 31,9% nas receitas em relação a igual mês do ano passado. Já as despesas tiveram alta real de 44,7%, puxadas pelos gastos para combater os efeitos da pandemia do coronavírus.

No acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o resultado primário é negativo em R$ 95,762 bilhões, também o pior desempenho para o período da série. Em relação aos quatro primeiros meses de 2019, há queda de 9,2%% nas receitas e avanço de 9,7% nas despesas.

Em 12 meses, o Governo Central apresenta um déficit de R$ 189,5 bi, equivalente a 2,58% do PIB.

A meta fiscal para este ano admitia um déficit de até R$ 124 bilhões nas contas do Governo Central, mas a aprovação pelo Congresso do decreto de calamidade pública para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus na prática autoriza o governo a descumprir essa meta em 2020.

Em 2019, o rombo do Governo Central ficou em R$ 95,065 bilhões.

Teto de gastos

As despesas sujeitas ao teto de gastos subiram 0,1% de janeiro a abril, na comparação com igual período de 2019, segundo o Tesouro Nacional.

Pela regra, o limite de crescimento das despesas do governo é a variação acumulada da inflação em 12 meses até junho do ano passado. Porém, como o governo não ocupou todo o limite previsto em anos anteriores, na prática há uma margem para expansão de até 5,9%.

 

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Petrobras contrata bancos em meio a planos para emissão de títulos nos EUA

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Títulos seriam emitidos pela subsidiária integral Petrobras Global Finance, com garantia total e da estatal

Petrobras: operação será conduzida por BNP Paribas, Bank of America, Itau BBA USA, JPMorgan, Scotia Capital e SMBC Nikko Securities Americas como coordenadores (Sergio Moraes/Reuters)

A Petrobras planeja oferecer uma ou mais séries de títulos no mercado norte-americano em uma nova emissão, em operação para a qual já contratou bancos, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira.

Os títulos seriam emitidos pela subsidiária integral Petrobras Global Finance, com garantia total e incondicional da estatal, disse a companhia, com a ressalva de que a transação está “sujeita às condições de mercado”.

A operação será conduzida por BNP Paribas, Bank of America, Itau BBA USA, JPMorgan, Scotia Capital e SMBC Nikko Securities Americas como coordenadores, acrescentou a Petrobras, sem mencionar possíveis valores para a captação.

 

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Japão aprova novo estímulo de US$1,1 tri para conter impacto da pandemia

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Com pacote que representa cerca de 40% do PIB do Japão, governo tenta evitar profunda crise econômica gerada pela pandemia de coronavírus

Japão: pacote está entre os maiores do mundo para lidar com o coronavírus (Kyodo News / Colaborador/Getty Images)

O gabinete do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, aprovou nesta quarta-feira um novo pacote de estímulo de 1,1 trilhão de dólares que inclui gastos diretos significativos para impedir a pandemia de coronavírus de levar a terceira maior economia do mundo a uma recessão ainda mais profunda.

O estímulo recorde de 117 trilhões de ienes, que será financiado em parte por um segundo Orçamento extra, seguiu outro pacote de 117 trilhões de ienes lançado no mês passado.

O novo pacote leva os gastos totais do Japão para combater as consequências do vírus para 234 trilhões de ienes (2,18 trilhões de dólares), ou cerca de 40% do Produto Interno Bruto do país.

Os gastos combinados estão entre os maiores pacotes fiscais do mundo para lidar com o coronavírus, aproximando-se do tamanho do programa de ajuda de 2,3 trilhões de dólares dos Estados Unidos.

O pacote mais recente inclui 33 trilhões de ienes em gastos diretos, disse o Ministério das Finanças do Japão.

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