A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou no dia 30 de março o uso do medicamento Enflonsia (clesrovimabe), criado pela Merck Sharp & Dohme. Esse remédio é injetável e deve ser aplicado no músculo para evitar o vírus sincicial respiratório (VSR) em recém-nascidos e bebês que estão na sua primeira temporada de risco para essa doença.
O VSR é um vírus que ataca as vias respiratórias, principalmente crianças pequenas, causando bronquiolite e pneumonia. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em crianças de até dois anos. A doença é mais perigosa nos primeiros seis meses de vida, especialmente para bebês prematuros e para aqueles com problemas cardíacos ou pulmonares.
Estima-se que um em cada cinco bebês infectados precisem de atendimento médico e que um em cada 50 seja internado durante o primeiro ano. Entre 2018 e 2024, foram mais de 83 mil internações de bebês prematuros por complicações do VSR, como inflamações nos pulmões.
Para crianças que passam por cirurgias cardíacas com circulação extracorpórea, é recomendada uma dose extra do medicamento depois que elas estiverem estáveis, pois o nível do anticorpo pode cair no sangue.
O Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez para proteger os recém-nascidos. Essa campanha nacional começou em dezembro do ano passado.
A aprovação do Enflonsia está oficializada na Resolução RE 1.214/2026, publicada no Diário Oficial da União.

