São Paulo, 21 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira, 21, a apreensão de canetas irregulares que utilizam agonistas de GLP-1 para o tratamento da obesidade e diabetes.
A medida proíbe a venda, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso de todos os lotes de tirzepatida, medicamento cuja substância ativa é a mesma do Mounjaro, da marca T.G., produzida pelo laboratório paraguaio Indufar, além da retatrutida ligada ao laboratório Synedica. Vale lembrar que a retatrutida ainda está em fase de estudos e não foi autorizada para venda no mundo.
A Anvisa informou que esses produtos vêm de fabricantes desconhecidos e são vendidos principalmente via redes sociais como Instagram, sem registro ou autorização da agência.
Atualmente, a única empresa autorizada a vender tirzepatida no Brasil é a farmacêutica Eli Lilly, que detém também a patente da retatrutida.
Anvisa alerta que, por serem medicamentos sem procedência garantida, eles não devem ser usados de forma alguma, pois não há garantias sobre o conteúdo ou a qualidade desses produtos.
Em novembro do ano passado, a agência já havia proibido a fabricação, venda, importação e propaganda de produtos como T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar, todos sem registro oficial no país.
Essa decisão foi tomada devido ao aumento da propaganda e venda ilegal desses medicamentos, principalmente pela internet.
A agência reforça que medicamentos sem registro só podem ser importados em casos especiais, para uso pessoal, mediante receita médica e cumprindo regras específicas.
Quando a Anvisa proíbe expressamente, a importação desses produtos é suspensa por completo, em qualquer forma.
Como denunciar canetas irregulares
A Anvisa orienta que profissionais de saúde e pacientes que encontrarem medicamentos irregulares entrem em contato com a agência pelos seus canais oficiais ou com a vigilância sanitária local.
Os contatos para denúncia estão disponíveis no site oficial da Anvisa.
Estadão Conteúdo
