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Alta nos preços? Exportação de carne do Brasil bate recorde em 2019

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O país terminou o ano passado com 1,847 milhão de toneladas de carne bovina exportadas, avanço de 12,4% na comparação anual

Carne: produto sofreu forte alta nos preços nos últimos meses (Paulo Whitaker/Reuters)

São Paulo — As exportações de carne bovina do Brasil registraram recorde de volume e faturamento em 2019, após forte demanda da China alavancar as vendas brasileiras de proteínas, disse nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O Brasil terminou o ano passado com 1,847 milhão de toneladas de carne bovina exportadas, avanço de 12,4% na comparação anual, e receita de 7,59 bilhões de dólares, alta de 15,5% versus 2018, segundo os dados da Abiec.

“Os números demonstram o quanto a carne brasileira é bem aceita e tem boa competitividade no exterior”, disse em nota o presidente da Abiec, Antonio Jorge Camardelli.

Em 2019, a China se consolidou como maior compradora da carne bovina brasileira, com uma fatia de 26,7% no volume embarcado, afirmou a entidade.

Dessa forma, as exportações para o país asiático saltaram 53,2% em volume e 80% em receita na comparação com 2018, para 494.078 toneladas e 2,67 bilhões de dólares.

Os dados fornecidos pela Abiec quanto à China não contabilizam as vendas para Hong Kong, segundo principal mercado da proteína brasileira, que somaram 342.874 mil toneladas em 2019 –retração de 13,1% contra 2018.

A China enfrentou graves surtos de peste suína africana em 2019, que fizeram com que sua enorme criação de porcos recuasse em cerca de 40% e levaram o país a acelerar suas importações de proteínas.

Assim, além do recorde para a carne bovina, as exportações de carne suína do Brasil também atingiram máxima histórica em 2019, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta segunda-feira.

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Economia

Dólar sobe e supera R$ 5,40 com avanço de casos de Covid-19 nos EUA

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Mercado teme que outros estados americanos sigam o exemplo da Califórnia que retomou medidas de isolamento social

Dólar (Paul Yeung/Bloomberg/Getty Images)

O dólar sobe contra o real, nesta terça-feira, 14, com temores sobre o avanço do coronavírus nos Estados Unidos. Na véspera, o governo da Califórnia retomou medidas de restrições, como o fechamento de bares e restaurantes, para impedir a proliferação da doença no estado. O mercado teme que outros estados sigam o exemplo, o que poderia impactar negativamente a intensidade da recuperação da maior economia do mundo.

Às 12h20, o dólar comercial subia 0,8% e era vendido por 5,432 reais. O dólar turismo, com menor liquidez, avançava 0,9%, cotado a 5,72 reais.

No início do pregão, o dólar abriu em queda, refletindo algum otimismo dos investidores sobre a temporada de balanços nos Estados UNidos, após o resultado do JPMorgan ter superado as expectativas. Isso porque a queda do lucro liquido do banco foi menor que o esperado por analistas americanos, embora tenha caído 51% no trimestre. A expectativa do mercado era de que o JPMorgan reportasse lucro por ação de 1,08 dólar, mas ficou em 1,38 dólar.

No cenário interno, as atenções se voltaram para o IBC-Br. Conhecido como prévia do PIB, o índice de atividade econômica do BC de maio teve alta de 1,3%, confirmando as expectativas de que o pior já ficou para trás. No entanto, o número veio abaixo da projeção mediana de mercado de crescimento de 4,5% no mês.

“Dentre os setores, o comércio varejista é aquele que está recuperando o nível de atividade mais rápido e deve continuar se beneficiando das medidas de auxílio de emergência”, disse Arthur Mota, economista da Exame Research.

 

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Economia

Governo edita decreto que amplia suspensão de contrato para até 4 meses

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Prazo máximo dos acordos pode ser contabilizado em períodos sucessivos ou com intervalos de 10 dias ou mais

Carteira de trabalho: analistas recomendam manter o FGTS na conta (Marcello Casal/Agência Brasil)

Uma semana após a sanção da medida provisória (MP) 936, o governo publicou na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira o decreto que amplia os prazos máximos dos acordos trabalhistas durante a pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o decreto os acordos de suspensão do contrato de trabalho podem ser prorrogados por mais 60 dias e para a redução de jornada e salário, mais 30 dias.

Editada em 1º de abril para ajudar a preservar os empregos durante a pandemia, a MP autorizou as empresas a negociarem com seus empregados a suspensão do contrato por até 60 dias e redução de salário (de 25%, 50% ou 70%), por até 90 dias.

Com a edição do decreto, o prazo máximo dos dois tipos de acordo passa a ser de 120 dias. Os períodos já utilizados até a sanção da MP serão computados dentro deste prazo.

O decreto esclarece que o prazo máximo dos acordos de suspensão do contrato pode ser fracionado em períodos sucessivos ou intercalados de 10 dias ou mais.

A MP já permite às empresas combinar os dois mecanismos em períodos seguidos ou intercalados. Com o decreto, o tempo tempo máximo para isso passa dos atuais 90 dias para 120 dias no total. Quem suspendeu o contrato por 60 dias, por exemplo, e o acordo já venceu já tem autorização reduzir salário por mais 30 dias.

O decreto também beneficia os trabalhadores intermitentes que passarão a ter direito a mais uma parcela do auxílio emergencial de R$ 600, conforme antecipou o Globo. A MP assegura três parcelas mensais a essa categoria. Neste caso, não é necessário acordo.

Segundo técnicos da equipe econômica, para renovar os prazos dos acordos, as empresas precisam renegociar com os empregados e garantir estabilidade temporária no emprego pelo mesmo período, conforme prevê a MP.

A prorrogação por decreto foi incluída no texto original, durante a tramitação da proposta no Congresso Nacional, observado o limite do período de calamidade pública, em 31 de dezembro de 2020.

De acordo com balanço do Ministério da Economia, mais de 12,9 milhões de acordos foram formalizados. Durante a vigência dos acordos, a União entra com uma contrapartida do seguro desemprego para ajudar a complementar a renda dos trabalhadores.

 

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Economia

China tem importação recorde de soja em junho, com carregamentos do Brasil

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Na comparação anual, as importações de soja da China cresceram 71%

ALIMENTOS: alguns dos principais países produtores de alimentos já impuseram proibições ou cotas de exportação por causa da pandemia (Stingr/Reuters)

As importações mensais de soja pela China tiveram um recorde em junho, com salto de 71% na comparação anual, mostraram dados de alfândega nesta terça-feira, com forte ritmo de chegadas de carregamentos do Brasil, o principal fornecedor do país.

A China, maior importadora global da oleaginosa, importou 11,16 milhões de toneladas em junho, ante 6,51 milhões no mesmo período do ano anterior. Houve ainda alta de 19% na comparação com os 9,38 milhões de toneladas de maio, segundo números da Administração Geral de Alfândegas.

As exportações do Brasil tiveram uma retomada após março, na sequência de uma melhoria do lima no país da América do Sul.

“A principal razão é que os grãos brasileiros estavam baratos e as margens de processamento em junho estavam realmente boas, então processadores agendaram um monte de cargas”, disse Xie Hullian, analista da consultoria agrícola Cofeed.

“Processadores assinaram muitos contratos com consumidores finais e realizaram pré-vendas de muito farelo, para travar os lucros”, acrescentou.

Processadores chineses de soja, que mais cedo neste ano tiveram que parar operações devido à falta de oferta do grão, estão agora sofrendo com excesso de estoques.

Ainda assim, as importações neste mês devem permanecer acima dos níveis normais, acima das 9 milhões de toneladas, disseram analistas e operadores de mercado.

“As importações em julho devem atingir 10 milhões de toneladas também, com a maior parte dos carregamentos vindo do Brasil”, disse a analista Monica Tu, da Shanghai JC Intelligence.

 

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Inflação da construção civil fica em 0,14% em junho

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Segundo IBGE, é a menor taxa mensal deste ano

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou inflação de 0,14% em junho deste ano. A taxa é inferior à observada em maio (0,17%) e também é a menor taxa mensal deste ano e a menor entre meses de junho desde que começou a série histórica desta versão da pesquisa, em 2013.

O Sinapi, que mede a inflação na construção em todo o país, acumula taxas de inflação de 1,47% no ano e de 3,52% em 12 meses, de acordo com os dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a inflação de junho, o custo da construção por metro quadrado chegou a R$ 1.175,62 em junho deste ano. Os materiais tiveram alta de preços de 0,17% e passaram a custar R$ 616,59 por metro quadrado, enquanto a mão de obra subiu 0,10% e passou a custar R$ 559,03 por metro quadrado.

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Economia

Receita e PGFN prorrogam por 30 dias validade de certidões conjuntas

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A medida foi publicada hoje no Diário Oficial da União

Superintendência da Receita Federal, em Brasília.

A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogaram por mais 30 dias o prazo de validade das Certidões Negativas de Débitos (CND) e das Certidões Positivas com Efeitos de Negativas (CNEND), ambas relativas a créditos tributários federais e à Divida Ativa da União.

A medida está prevista pela Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 1.178, de 13 de julho de 2020, publicada no Diário Oficial da União de hoje (14).

Inicialmente, em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus, que impôs a paralisação das atividades empresariais, a Receita e a PGFN editaram a Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 555, que prorrogou por 90 dias o prazo de validade das CND e das CPEND válidas em 24 de março de 2020, data de publicação da Portaria Conjunta.

“Porém, passados os 90 dias, a expectativa de retomada da atividade econômica não se verificou em sua plenitude. Por essa razão, conclui-se ser necessário conceder nova prorrogação por 30 dias, prazo que, supõe-se, ser suficiente para o restabelecimento da maior parte das atividades empresariais”, diz a Receita.

A CND é emitida quando não há pendências em nome do sujeito passivo relativas a débitos, dados cadastrais e apresentação de declarações administrados pela Receita Federal, ou inscrição na Dívida Ativa da União. A CPEND é emitida quando existe uma pendência, porém ela está com seus efeitos suspensos (por exemplo, em virtude de decisão judicial). As duas certidões são necessárias para que as pessoas jurídicas exerçam uma série de atividades, como, por exemplo, participar de licitações ou obter financiamentos.

A Receita destaca que as medidas valem apenas para as certidões conjuntas que já foram expedidas e ainda estão no período de validade e visam a minimizar os efeitos decorrentes da crise para a atividade econômica em âmbito nacional.

Agência Brasil

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Economia

Na pandemia, inflação pesa três vezes mais no bolso dos mais pobres

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Inflação fechada camufla impacto desigual no bolso das famílias; enquanto IPCA acumula alta de 2,13% em 12 meses, alimentos subiram 7%

INFLAÇÃO: para o UBS, a queda da Selic deve parar em 6,75%, sob risco de repetirmos a história de 2007 (Pilar Olivares/Reuters)

Impacto desigual no bolso das famílias, e os preços podem pesar três vezes mais no caso das mais pobres.

A taxa oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta média de 2,13% nos últimos doze meses, bem abaixo da meta oficial, de 4%.

“Esse número, no entanto, não reflete a variação do custo de vida dos mais humildes, para quem o que importa é a inflação de alimentos, cuja trajetória conta uma história muito diferente da do índice geral”, diz André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Isolados do IPCA, os preços dos alimentos subiram 7% nos últimos doze meses. O avanço tomou mais fôlego a partir da segunda quinzena de março, quando começou o isolamento social.

Houve pressão pelo medo de um possível desabastecimento, que levou uma a uma corrida aos supermercados. Passado esse efeito inicial, os preços seguiram pressionados, já que, durante a quarentena grande parte das refeições das famílias foi feita em casa.

Quanto maior é a renda de uma família, mais diversificada é sua cesta de consumo, explica Braz. No caso das mais pobres, grande parte do orçamento vai para a compra de alimentos, o que significa que a pressão que elas sentem é mais próxima de 7% do que dos 2,5%.

A tendência do peso maior dos preços no bolso de famílias de menor renda pode ser verificado no INPC, também medido pelo IBGE. Ele mede a “inflação dos mais pobres” por considerar na cesta básica de consumo os itens mais consumidos por famílias com até cinco salários mínimos de renda.

Nos últimos doze meses, o INPC apresentou alta de 2,35%, 022 ponto percentual a mais do que o IPCA:

“Mesmo assim, nada comparado com o que seria o índice se a gente focasse exatamente nas famílias que vivem com maior restrição, com renda pouco acima de um salário mínimo”, diz Braz.

São pessoas que vivem nas periferias, interior de cidades e com pouco acesso ao mercado de trabalho, diz o especialista, como diaristas, guardadores de carro, serventes de obras:

“Essa são as famílias que percebem uma inflação muito mais alta, porque a cesta delas é formada basicamente por comida. Há muito pouco espaço para roupas ou algo mais sofisticado, nem que seja comer fora de casa”.

Mais de 16 milhões de famílias ganham uma renda de até R$ 1.908 por mês no Brasil, segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), divulgada pelo IBGE em outubro do ano passado.

Vilões para quem?

Em abril e maio, a inflação foi negativa, o que em tese poderia amenizar este problema. Os itens que fizeram o IPCA cair nestes meses, porém, são importantes para o consumo da população de forma geral, mas nem tanto para o público de mais baixa renda, explica o economista.

A alimentação, decisiva para este segmento, representa algo em torno de 20% da inflação geral. Os outros 80% são de itens com preços pressionados para baixo pela pandemia, seja pela interrupção das atividades não essenciais ou pela queda da demanda internacional.

Foi o caso do petróleo, por exemplo. a gasolina, cujo preço depende do barril do petróleo e do câmbio, teve peso determinante para o IPCA ficar negativo em abril e maio.

Os preços do petróleo vinham caindo com força desde antes do início da pandemia, depois de a Arábia Saudita, em conflito comercial com a Rússia, anunciar aumento na oferta da commodity. O recuo foi potencializado pela redução da demanda global com a crise do coronavírus. A queda no preço da gasolina só não foi maior por conta da grande desvalorização cambial registrada no período.

A expectativa é que os alimentos continuem a subir no curto prazo, segundo Braz, impondo mais alguns meses desafiadores para famílias mais humildes. O processo, porém, não deve durar para sempre.

“O pior da pandemia já passou e daqui para frente a situação pode ir normalizando gradualmente, com o aparecimento de novos empregos”, diz.

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terça-feira, 14 de julho de 2020

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