Davi Alcolumbre, presidente do Senado, tem intensificado negociações para garantir votos em sua reeleição, marcada para 1º de fevereiro de 2027. Embora conte com apoio de partidos do governo e da oposição, enfrenta desconfiança de ambos os lados.
Aliados do governo estão incomodados com a possibilidade de um perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Já integrantes da direita aguardam resultados concretos antes de definirem apoio a Alcolumbre.
A aliança do senador inclui MDB, PSD, PT, União Brasil e PP, totalizando 33 votos, ainda abaixo dos 41 necessários para a vitória. O PL terá a maior bancada, com 29 senadores, e pode apoiar o líder da oposição Rogério Marinho, que é considerado rival do atual presidente do Senado.
As votações serão secretas, o que dificulta previsões, pois senadores podem divergir das orientações das suas legendas. O apoio do PP a Alcolumbre também complica a candidatura da senadora Tereza Cristina.
Davi Alcolumbre tem buscado uma relação de pacificação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem conversou após as eleições presidenciais. Ambos defendem um ambiente político de união e fortalecimento das instituições.
O senador negocia ainda a possibilidade de um indulto ou anistia para Jair Bolsonaro, uma pauta controversa que causa resistência inclusive entre seus aliados. A negociação envolve também ministros do Supremo Tribunal Federal, em um esforço para diminuir a tensão entre os poderes.
Embora não exista consenso, Alcolumbre avalia que sua base de apoio pode ser suficiente para garantir sua permanência no Senado. O desafio será equilibrar interesses variados e convencer as diferentes alas políticas em um ambiente marcado por desconfiança.
Fonte: Metrópoles

