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Ainda longe do pré-covid, serviços voltam a crescer em junho após 4 meses

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Mesmo com avanço, volume ficou 14,5% abaixo do patamar registrado em fevereiro; na comparação com o mesmo mês do ano anterior, setor teve queda de 12,1%

(Ann Wang/Reuters)

O volume de serviços do Brasil voltou a aumentar em junho depois de quatro meses de quedas diante do afrouxamento do isolamento social para contenção do coronavírus, mas ainda está distante de retornar aos níveis pré-pandemia e destaca a dificuldade de recuperação do setor.

O setor de serviços apresentou em junho avanço de 5,0% sobre maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. O resultado, entretanto, fica longe de recuperar as perdas acumuladas de 19,5% dos quatro meses anteriores.

Destacando ainda mais os impactos das medidas de isolamento sobre um dos principais setores da atividade econômica, o volume de serviços apresentou recuo de 12,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, quarta taxa negativa.

Além disso, mesmo com o resultado mensal de junho sendo o segundo mais alto da série iniciada em janeiro de 2011, o volume de serviços ficou 14,5% abaixo do patamar registrado em fevereiro, último mês antes da implementação das medidas contra a Covid-19.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de avanço de 4,4% no mês e de queda de 14,2% no ano.

Vale destacar que os efeitos da pandemia sobre a atividade de serviços começaram a ser sentidos nos últimos 10 dias de março, acumulando retração de 18,6% entre março e maio. O recuo de 1,0% visto em fevereiro é considerado conjuntural pelo IBGE, refletindo uma acomodação frente ao fim de 2019.

Em junho, todas as cinco atividades pesquisadas apresentaram ganhos. Os destaques foram os avanços de 6,9% em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio e de 3,3% de serviços de informação e comunicação.

“Entre os segmentos do setor (de transportes) que tiveram crescimento esse mês estão transporte rodoviário de carga, transporte aéreo de passageiros e operação de aeroportos. Com isso, o setor de transporte teve o aumento mais intenso desde junho de 2018”, disse o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Já o volume de serviços profissionais, administrativos e complementares aumentou 2,7%, o dos serviços prestados às famílias subiu 14,2% e de outros serviços teve alta de 6,4%.

De acordo Lobo, um dos principais segmentos que contribuiu para o resultado de junho foi o de restaurantes.

“Com a flexibilização, ou seja, com o aumento do fluxo de pessoas nas cidades brasileiras, (os restaurantes) começaram a abrir e a receita do segmento voltou a crescer, impactando o volume de serviços de junho”, explicou Lobo.

O índice de atividades turísticas apresentou crescimento de 19,8% em junho rente ao mês imediatamente anterior, segunda taxa positiva seguida. Nesses dois meses o ganho acumulado foi de 28,1%, mas isso depois de despencar 68,1% entre março e abril devido às medidas de contenção ao coronavírus.

Segundo a pesquisadora sênior da área de economia aplicada do Ibre/FGV, Silvia Matos, o desempenho do setor de serviços e do emprego é o que vai determinar uma recuperação efetiva da economia brasileira no pós-pandemia.

O governo estima que o PIB vai contrair 4,7% este ano, no que seria o pior resultado da série história que começou em 1900.

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Pandemia de coronavírus transforma Estados Unidos em país de freelancers

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Estudo aponta que ao menos 59 milhões de pessoas, cerca de 30% da força de trabalho dos Estados Unidos, fez pelo menos algum trabalho extra neste ano

Freelancers contribuíram com US$ 1,2 trilhão para a economia dos EUA neste ano (Gabby Jones/Bloomberg/Getty Images)

Há três anos, o Departamento de Estatística do Trabalho dos EUA – usando uma definição mais restrita de “trabalhador temporário” – identificou que apenas 5,9 milhões de americanos, ou pouco menos de 4% da força de trabalho, se enquadravam nessa categoria.

Para o relatório atual, a Upwork entrevistou 6.001 trabalhadores nos EUA entre 15 de junho e 7 de julho.

 

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Economia

BC britânico vê sinais de recuperação mas estuda juros negativos

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Depois de manter seus principais programas de estímulo em modo de espera, o Banco da Inglaterra disse que está pronto para tomar novas medida

Relógio Big Ben e a bandeira do Reino Unido (Getty Images/Getty Images)

O banco central britânico disse que a economia do Reino Unido teve um desempenho melhor do que o esperado no mês passado, mas suas autoridades de política monetária foram informadas sobre como a instituição poderia cortar os juros abaixo de zero, se necessário.

Depois de manter seus principais programas de estímulo em modo de espera, o Banco da Inglaterra disse que está pronto para tomar novas medidas, destacando as incertezas sobre o aumento dos casos de Covid-19, o risco de salto do desemprego e o choque do Brexit.

“Os dados econômicos domésticos recentes têm sido um pouco mais fortes do que o Comitê esperava na época do Relatório de agosto, embora, dados os riscos, não esteja claro o quão informativos eles são sobre como a economia se sairá mais adiante”, disse o banco.

“O Comitê continuará monitorando a situação de perto e está pronto para ajustar a política monetária de acordo com suas atribuições. O Comitê manterá sob revisão a gama de ações que podem ser tomadas para cumprir seu objetivo.”

O banco central disse que o Comitê de Política Monetária foi informado “sobre os planos do Banco da Inglaterra de explorar como uma taxa bancária negativa poderia ser implementada efetivamente, caso as perspectivas para a inflação e a produção justifiquem-na em algum momento durante este período de baixas taxas de equilíbrio.”

Como esperado, o Banco da Inglaterra manteve sua taxa de juros de referência em 0,1% e deixou inalterado o tamanho de seu programa de compra de títulos em 745 bilhões de libras (966 bilhões de dólares).

As nove autoridades de política monetária do banco central votaram por unanimidade em manter os juros em espera e deixar seu programa de compra de títulos em curso sem alterações.

Economistas consultados pela Reuters esperavam manutenção pelo Banco da Inglaterra em sua reunião de política monetária de setembro. Muitos deles dizem que o banco central deve aumentar o tamanho de seu programa de compra de títulos em novembro.

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Europa lança ampla revisão econômica em novo plano climático

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Bloco de 27 países deve buscar meta mais ambiciosa de redução de emissões, de ao menos 55% até 2030, disse a presidente da Comissão Europeia

Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia (Francois Lenoir/Pool/File Photo/Reuters)

O braço executivo da União Europeia propôs metas mais rígidas no bloco para combater a mudança climática, em uma iniciativa para reduzir a poluição industrial e estimular uma recuperação econômica verde.

O bloco de 27 países deve buscar uma meta mais ambiciosa de redução de emissões, de pelo menos 55% até 2030, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na quarta-feira. O objetivo atual, fixado há apenas seis anos, mira um corte de 40% em relação aos níveis de 1990.

A presidente da comissão também anunciou que a UE planeja vender 225 bilhões de euros (US$ 267 bilhões) em títulos verdes como parte do fundo de recuperação da pandemia de 750 bilhões de euros. O volume será equivalente a quase todos os títulos verdes vendidos globalmente no ano passado.

“Reconheço que esse aumento de 40% para 55% é demais para alguns e não o suficiente para outros”, disse von der Leyen ao Parlamento Europeu em Bruxelas, durante seu primeiro discurso sobre o estado da União. “Mas nossa avaliação de impacto mostra claramente que nossa economia e indústria podem administrar isso.

Von der Leyen passou 10 meses em modo de gestão de crise como resultado da pandemia de coronavírus, enquanto seguia em frente com planos para a reforma verde da economia europeia, uma iniciativa de investimento digital e maior livre comércio global.

Diante da pandemia, von der Leyen, de 61 anos, tem a chance de acelerar planos para tornar o Green Deal europeu o motor da recuperação econômica, à medida que governos mobilizam quantias sem precedentes de fundos públicos para o esforço de reconstrução.

Sob a nova meta climática para 2030, montadoras europeias precisariam adotar padrões de poluição mais rígidos com novas regras que poderiam eliminar completamente motores de combustão. A energia ficará cada vez mais limpa, com 350 bilhões de euros adicionais por ano necessários para investimentos em produção e infraestrutura, de acordo com esboço do documento visto pela Bloomberg News.

“A UE deu um bom passo na direção certa”, disse Simone Tagliapietra, pesquisadora do think-tank Bruegel, com sede em Bruxelas. “Uma meta de 55% enviará um sinal claro aos participantes do mercado sobre a solidez da trajetória climática da UE. Isso é fundamental para moldar as expectativas e influenciar as decisões de investimento das empresas e as escolhas dos consumidores.”

Uma meta climática mais ambiciosa para 2030 deve receber amplo apoio dos estados membros e do Parlamento Europeu, cuja aprovação é necessária para que a medida se torne vinculante. No entanto, as negociações sobre a forma final de um acordo podem trazer muitas diferenças nacionais em termos de riqueza, fontes de energia e força industrial.

O novo objetivo exigirá que edifícios se tornem mais eficientes em termos de energia e empresas terão limites de poluição mais rígidos no mercado de carbono da UE, o maior do mundo.

A proposta se soma à lei climática que será a base jurídica do Green Deal europeu, uma estratégia abrangente para a Europa zerar os gases de efeito estufa até 2050.

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Em lares pobres, gasto com arroz chega a representar 5% do orçamento

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Famílias na faixa de insegurança alimentar grave são as que mais sofrem com o aumento dos preços dos produtos da cesta básica

Nas famílias com segurança alimentar, o peso da carne no orçamento para alimentação é de 19,7% (94,98 reais). Os laticínios representam 11,1% (53,30 reais) dos gastos com alimentação deste grupo.

Conforme a dificuldade para conseguir comida em quantidade e qualidade para os membros do lar vai se intensificando, menor é o consumo de frutas e derivados do leite. A POF mostra que o consumo domiciliar anual per capita de frutas era de 33 quilos nos lares com segurança alimentar. Nos domicílios com insegurança alimentar grave, 11,2 quilos.

No caso das carnes, 23,1 quilos anuais por pessoa em residência com segurança alimentar contra 14,4 quilos nos lares com insegurança grave.

O consumo de laticínios desponta como um dos mais díspares. Em lares com segurança alimentar, o consumo per capita anual gira em torno de 38 quilos, ante apenas 14,2 quilos nos lares com insegurança grave.

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E quando o auxílio emergencial acabar? Congresso discute propostas

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Dificuldade da equipe econômica é criar um plano amplo o suficiente para atender parte mais vulnerável da população sem utilizar recursos novos do Orçamento

Menino caminha entre casas em uma favela no Brasil. (Dado Galdieri/Bloomberg)

O Renda Brasil, projeto de renda mínima defendido ao longo dos últimos meses pelo governo, não é mais uma opção para o ano que vem, segundo determinação recente do presidente Jair Bolsonaro. Mas há certo consenso entre economistas sobre a necessidade de haver um plano para apoiar as famílias que vão deixar de receber o auxílio emergencial no fim deste ano. Desta forma, nos bastidores, Executivo e Legislativo se movimentam nesse sentido.

A grande dificuldade da equipe econômica tem sido criar um plano amplo o suficiente para atender parte mais vulnerável da população sem utilizar recursos novos do Orçamento federal, já estrangulado com obrigações fixas. Só no Senado há oito propostas em tramitação, das quais duas não representariam ameaça ao teto de gastos — regra constitucional criada em 2016 que limita o aumento das despesas públicas à inflação do ano anterior —, segundo o economista e consultor legislativo do Senado.

A primeira delas é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 34, que propõe a criação do benefício universal infantil. Trata-se de uma renda básica para ajudar famílias com crianças, a exemplo do Bolsa Família. Seria custeada por heranças, redução nos gastos tributários, como lucros e dividendos, deduções no Imposto de Renda, e unificação de programas sociais considerados pouco eficientes na redução da pobreza por economistas, como o abono salarial, espécie de décimo quarto salário para trabalhadores formais de baixa renda.

O fim do abono salarial, assim como as mudanças em deduções do IR e a tributação de dividendos e lucros, estava nos planos do ministro Paulo Guedes. Porém, ao menos o fim do abono foi vetado por Bolsonaro, que disse não poder “tirar de pobres para dar a paupérrimos”. Só esse benefício abriria um espaço de quase 20 milhões de reais no Orçamento.

Em seu interior, o projeto ressalta que 40% das crianças brasileiras vivem abaixo da linha de pobreza, o que significa que vivem em famílias com renda equivalente a R$ 387,07 – ou US$ 5,5 por dia, valor adotado pelo Banco Mundial para definir se uma pessoa é pobre. Investimentos direcionados a crianças são uma forma de melhorar a produtividade do país no longo prazo, defendem estudos.

Já a PEC nº 11 cria um teto de pobreza infantil e o fundo anticíclico, diz Nery. O limite superior, de 30% de jovens até 14 anos abaixo da linha de pobreza, ativa o gatilho para que o valor do benefício seja maior. O fundo extra orçamentário seria alimentado por lucro de bancos e corte de despesas.

 

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Super Quarta: Dólar recua à espera de sinais de presidente do Fed

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Mercado espera esclarecimentos de Jerome Powell sobre meta de inflação média anunciada no fim de agosto

Dólar caminha para renovar menor cotação desde julho (Yuji Sakai/Getty Images)

O dólar se desvaloriza perante o real nos primeiros negócios desta quarta-feira, 16, em linha com o exterior. No mercado, os investidores do mundo todo aguardam sinalizações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, após a decisão sobre a taxa de juros americana. Por aqui, as atenções também estão voltadas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Às 9h50, o dólar comercial caia 0,7% e era vendido por 5,250 reais.

No mercado, há a esperança de que o Federal Reserve esclareça alguns pontos sobre a adoção da meta de inflação média, anunciada no fim de agosto, em Simpósio de Jackson Hole. “Ainda não se sabe por quanto tempo vai ser, o que isso efetivamente significa”, comenta Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Embora ainda tenha alguma expectativa de anúncio de estímulos, Vieira pondera que os instrumentos do Fed estão ficando “cada vez mais raros”. “Não tem mais nada para fazer além de [aumentar a] recompra de títulos. Mas só uma sinalização de que deve manter a linha de estímulos [já é positivo].”

Com a possibilidade de o Fed adotar taxa de juros negativa, o mercado aguarda a manutenção do intervalo entre 0% e 0,25%.

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Hoje é

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

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