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Aeroporto de Hong Kong suspende embarques após novos protestos

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Após novas manifestações pró-democracia, o embarque de passageiros foi cancelado no aeroporto de Hong Kong pelo segundo dia consecutivo

Hong Kong: manifestantes protestam contra uso de força pela polícia e na defesa da manutenção da autonomia perante a China (Thomas Peter/Reuters)

O aeroporto de Hong Kong suspendeu nesta terça-feira o check-in de passageiros após novas manifestações pró-democracia, depois do caos provocado na véspera pelo cancelamento de centenas de voos, situação que levou a chefe de Governo local a denunciar o risco de um “caminho sem retorno” para a cidade.

No quinto dia de uma mobilização sem precedentes no oitavo aeroporto de maior movimento do planeta, os manifestantes ampliaram o protesto e bloquearam os corredores que levam às zonas de embarque dos dois terminais. As autoridades aeroportuárias decidiram cancelar todos os procedimentos de check-in.

“As operações nos terminais do aeroporto internacional de Hong Kong foram seriamente perturbadas por uma concentração pública”, anunciou a direção do local em um comunicado, no qual anunciaram a suspensão dos registros de passageiros à tarde.

Na segunda-feira, o aeroporto anunciou a decisão inusual de cancelar centenas de voos, em consequência das manifestações. E embora os pousos e decolagens tenham sido retomados por algumas horas nesta terça-feira, milhares passageiros foram afetados.

Ao mesmo tempo, a China fez a advertência mais dura desde o início da mobilização há 10 semanas, com vídeos divulgados pela imprensa estatal que mostram o deslocamento das forças de segurança até a fronteira com a região semiautônoma.

“Um caminho sem retorno”

A ex-colônia britânica enfrenta a crise política mais grave desde sua devolução à China em 1997. Iniciada pela rejeição a um projeto de lei que autorizaria extradições para a China, a mobilização de Hong Kong ampliou as reivindicações para denunciar um retrocesso nas liberdades e uma interferência da China.

O movimento, cada vez mais afetado por confrontos entre radicais e a polícia, representa um desafio inédito para o governo central, que na segunda-feira disse observar “sinais de terrorismo”.

A chefe de Governo de Hong Kong – que é designada por Pequim -, Carrie Lam, alertou nesta terça-feira para as consequências perigosas para a cidade, uma das capitais mundiais das finanças.

“A violência, seja seu uso ou sua justificação, levará Hong Kong por um caminho sem retorno e afundará sua sociedade em uma situação muito preocupante e perigosa”, disse Lam em entrevista coletiva.

“A situação em Hong Kong durante a semana passada me fez temer que tenhamos chegado a esta perigosa situação”.

“Volto a pedir a vocês que deixem de lado suas divergências e se acalmem. Reflitam e pensem em nossa cidade, no nosso lar. Realmente querem nos levar ao abismo?”, questionou Lam com a voz embargada.

Ao mesmo tempo, a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, expressou nesta terça-feira sua preocupação com a repressão das manifestações em Hong Kong e pediu uma “investigação imparcial” na ex-colônia britânica.

Bachelet “condena qualquer forma de violência (…) e exige que as autoridades de Hong Kong iniciem uma investigação rápida, independente e imparcial” sobre o comportamento das forças de segurança, afirmou o porta-voz da Alta Comissária, Rupert Colville.

Zona internacional bloqueada

O aeroporto se tornou o centro das atenções desde sexta-feira, quando os manifestantes iniciaram os protestos no local para tentar sensibilizar os estrangeiros a sua causa.

A ação ganhou uma nova dimensão na segunda-feira, com o aumento do número de participantes – mais de 5.000 – e depois que vários deles entraram na área de embarque. Até então os ativistas haviam permanecido nos terminais de desembarque para não perturbar as operações.

Na manhã desta terça-feira, o tráfego foi retomado progressivamente, mas a situação piorou durante a tarde com o retorno de milhares de manifestantes, a grande maioria vestidos de preto, a cor símbolo do movimento.

Os manifestantes bloquearam os acessos a um elevador e a uma escada rolante com os carrinhos para transporte de malas na área de controle de segurança.

“Olho por olho”

Os ativistas voltaram a exibir diversos cartazes, alguns deles com a frase “olho por olho”.

Este foi o lema adotado para o protesto depois que uma mulher sofreu uma grave lesão no rosto, que teria provocado a perda da visão em um olho durante um protesto no domingo, o que resultou em novos confrontos.

A imprensa estatal chinesa chamou os manifestantes de “gângsteres” e ameaçaram com o fantasma de uma intervenção das forças de segurança.

Os jornais Diário do Povo e Global Times, diretamente ligados ao Partido Comunista, divulgaram vídeos que mostram blindados de transporte de tropas seguindo até Shenzhen, metrópole na fronteira com Hong Kong.

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Governo interino da Bolívia denuncia Morales por “rebelião e terrorismo”

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O processo é baseado em um áudio no qual Morales supostamente pede para apoiador bloquear estradas e interromper o fornecimento de alimentos

Bolívia: Evo Morales renunciou e está exilado no México (Javier Mamani/Getty Images)

O governo interino da Bolívia apresentou ao Ministério Público, nesta sexta-feira (22), uma denúncia penal contra Evo Morales, exilado no México, por “rebelião e terrorismo”, em consequência da suposta convocação do ex-presidente de cercar La Paz com bloqueios em um áudio divulgado pelas autoridades.

“Estamos pedindo a máxima pena por rebelião e terrorismo”, disse o ministro de Governo (Interior), Arturo Murillo, à imprensa na saída da sede do MP.

O processo aberto contra Morales é baseado em um áudio revelado por Murillo na quarta-feira, em que o ex-presidente supostamente dá instruções a um de seus apoiadores, o líder do plantador de coca Faustino Yucra, para bloquear estradas e interromper o fornecimento de alimentos.

“Não deixe a comida ir para as cidades, vamos bloquear”, diz homem que, segundo a autoridade, é Morales, agora asilado desde 12 de novembro, dois dias depois de renunciar à presidência que ocupava.

Na quinta-feira, o líder indígena, que afirma ser vítima de um golpe de Estado depois de perder o apoio das forças armadas e da polícia, denunciou no Twitter que o governo da presidente provisória Jeanine Áñez procura processá-lo internacionalmente com uma “montagem”.

 

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Alemanha evita recessão no 3º trimestre graças a exportações e gastos

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Em seu 10º ano seguido de crescimento, a economia tem contado com o consumo forte conforme as exportações enfraquecem

Angela Merkel: gastos do Estado aumentaram 0,8% e estimularam economia alemã (Vincent Kessler/Reuters)

Exportações fortes, gastos estatais e os consumidores ajudaram a economia da Alemanha a evitar a recessão no terceiro trimestre, mostraram dados detalhados nesta sexta-feira, confirmando a leitura preliminar de expansão de 0,1% no trimestre.

A Agência Federal de Estatísticas disse que as exportações cresceram 1% no trimestre e que o comércio contribuiu com 0,5 ponto percentual para a expansão econômica.

A maior economia da Europa está passando por um período de fraqueza conforme sua indústria orientada para a exportação enfrenta atritos comerciais e incertezas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia.

Em seu 10º ano seguido de crescimento, a economia tem contado com o consumo forte conforme as exportações enfraquecem, o que resultou em uma contração do PIB no segundo trimestre de 0,2%.

Os dados mostraram que o consumo privado cresceu 0,4% e os gastos do Estado aumentaram 0,8%, sendo que cada segmento contribuiu com 0,2 ponto percentual para o crescimento.

 

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Manifestantes tomam as ruas da Colômbia para protestar contra o governo

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Manifestantes são críticos a política economia e social do governo de Iván Duque

Colômbia: “O governo não investe na educação por medo da emancipação” ou “mais salários, menos impostos”, dizem alguns cartazes (Luisa Gonzalez/Reuters)

Bogotá — Estudantes e trabalhadores colombianos saíram nesta quinta-feira às ruas do país para protestar contra a política econômica e social do presidente Iván Duque em um dia que praticamente o comércio ficou paralisado e o trânsito nas avenidas do país.

As primeiras manifestações dessa greve nacional surgiram nas universidades públicas de Bogotá, Medellín e Cali. A elas estão se juntando pessoas a caminho do centro das cidades, que circulam pelas avenidas desertas.

“O governo não investe na educação por medo da emancipação” ou “mais salários, menos impostos”, dizem alguns dos cartazes dos estudantes da Universidade Pedagógica da Colômbia, que deixaram a área financeira de Bogotá em direção à praça Bolívar.

Cenas semelhantes se repetem em diferentes cidades, como Medellín, onde uma multidão lotou as ruas em direção ao Parque de las Luces, onde se concentrarão.

O sistema de ônibus público de Cali funcionou normalmente nas primeiras horas do dia. No entanto, interrompeu suas operações horas depois devido a obstáculos que os manifestantes colocavam nas ruas.

Algo semelhante aconteceu em Barranquilla, onde a rede de ônibus do Transmetro teve que ser paralisada pelos bloqueios nas avenidas.

Enquanto isso, em Cartagena das Índias, a maior parte do comércio amanheceu fechada na Avenida Pedro de Heredia, onde uma multidão se move em direção ao centro histórico.

Foram registrados incidentes em Suba, um bairro no noroeste de Bogotá, onde há atritos entre o Esquadrão Policial Anti-Motim (Esmad) e manifestantes que bloquearam a principal avenida da região, que dá acesso às estações do sistema de transporte público.

No tradicional bairro de Chapinero, em Bogotá, homens encapuzados jogaram tinta nas estações de Transmilenio. Eles também escreveram palavras de ordens contra o governo em ônibus e rasgaram plásticos com os quais alguns comerciantes tentavam proteger suas empresas.

Os protestos de hoje são os maiores contra o governo de Duque e ocorrem em um momento de turbulência social na América Latina, que aumenta o medo de muitos cidadãos de um surto de violência.

Para evitar excessos, o governo implementou medidas de segurança que incluem fechamento de fronteiras, destacamento policial, vigilância aérea e reforço militar, se necessário, em algumas cidades.

De acordo com os sindicatos, o governo Duque está elaborando um pacote de medidas que causarão um forte impacto econômico e social sobre os trabalhadores, como a eliminação do fundo de pensão estatal Colpensiones, o aumento da idade da aposentadoria e a contratação de jovens com salários abaixo do mínimo, entre outras medidas.

 

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