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segunda-feira, 22/06/2026

Adolescente encontrada morta em mata e amigo é preso no Paraná

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Uma jovem de 14 anos foi localizada morta em uma mata em Foz do Iguaçu, no Paraná, no domingo à tarde.

O corpo de Iasmyn Echhardt da Silva foi descoberto por um morador local. Ela apresentava ferimentos graves na cabeça e rosto e estava semi-nua, conforme informou a Polícia Civil do estado.

O delegado responsável pelo caso relatou que o crime foi cometido com muita crueldade. Próximo ao corpo foi encontrado um pedaço de concreto manchado de sangue, indicando que ele pode ter sido usado para causar os ferimentos.

A causa da morte foi lesão na cabeça. A jovem completaria 15 anos em 9 de julho.

O principal suspeito é um homem de 18 anos, amigo da vítima e conhecido da família, que foi preso e admitiu ter cometido o crime.

Ele disse que acreditava estar sendo perseguido e desconfiava que Iasmyn estaria armando uma emboscada, por isso a atacou várias vezes com um tijolo, causando a morte dela no local.

Embora tenha confessado o assassinato, o suspeito nega ter abusado sexualmente da jovem e afirma que o crime não foi planejado. Ele também afirmou que deixou a vítima vestida e que outras pessoas podem ter ido ao local após ele sair.

Na casa do suspeito, a polícia encontrou objetos de Iasmyn, como seu celular e um par de chinelos, além de roupas com manchas de sangue que teriam sido usadas por ele no dia do crime.

As investigações continuam para apurar se outras pessoas participaram do crime. A defesa do suspeito ainda não foi localizada.

Como agir em casos de violência

Denúncias podem ser feitas gratuitamente pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia em todo o país e no exterior. Também é possível usar o WhatsApp (61) 99656-5008.

O serviço oferece orientação especializada e encaminhamento para serviços de proteção e apoio psicológico.

Denúncias de violações de direitos humanos podem ser feitas pelo Disque 100, pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil e pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

Caso a vítima esteja em risco, é possível solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.

Informações sobre a lei

O crime de estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal, com pena inicial de seis a dez anos de prisão, podendo aumentar em casos de lesão corporal ou morte.

A divulgação de cenas de estupro é punida pelo artigo 218-C do Código Penal, com pena de um a cinco anos de reclusão.

Como denunciar

Em casos de emergência, ligue 190 para a Polícia Militar.

Denúncias também podem ser feitas pelo telefone 180, que atende 24 horas em todo o país e exterior, oferecendo orientação e encaminhamento para atendimento psicológico e proteção.

Vítimas de estupro podem buscar atendimento em qualquer hospital com serviço de ginecologia e obstetrícia para receber medicação preventiva contra infecções sexualmente transmissíveis, acompanhamento psicológico e, nos casos previstos, interrupção legal da gravidez.

Não é necessário registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde. Porém, exames periciais dependem do registro policial e devem ser feitos o quanto antes para preservar provas.

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