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sexta-feira, 06/03/2026




15 das 24 atividades registram aumento de preços no IPP em janeiro, diz IBGE

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O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mostrou um aumento de 0,34% nos preços dos produtos industriais na porta de fábrica em janeiro, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 4. Esse crescimento foi impulsionado por 15 das 24 categorias analisadas.

O segmento de metalurgia teve a principal contribuição para a alta, com um aumento de 2,73% nos preços, o que representou 0,18 ponto percentual no índice.

Murilo Alvim, gerente do IPP no IBGE, explicou que o aumento se deve especialmente ao preço dos metais não ferrosos, destacando os derivados do ouro, cuja cotação subiu devido à maior demanda, e os derivados do cobre, afetados pela baixa oferta e estoques reduzidos.

Outros setores como os produtos químicos (com alta de 1,70% e impacto de 0,13 ponto percentual) e o setor extrativo (com alta de 1,39% e impacto de 0,06 ponto percentual) também influenciaram o resultado.

Na área dos produtos químicos, o aumento dos preços foi puxado principalmente pelos fertilizantes. Conforme comentou Alvim, os custos mais altos para aquisição de insumos importados, especialmente os derivados de enxofre, que já vinham sendo sentidos em dezembro, se intensificaram no início do ano.

O IBGE também destacou que o câmbio ajudou no resultado do IPP em janeiro. O dólar teve uma queda de 2,1% no mês e acumula uma desvalorização de 11,3% frente ao real nos últimos 12 meses, o que contribuiu para a redução do índice no período. Porém, outros fatores compensaram essa queda do dólar, resultando no aumento do IPP.

Entre esses fatores, os preços do refino de petróleo e dos biocombustíveis caíram 0,66%, o que ajudou a diminuir o índice em 0,07 ponto percentual.

Os preços dos alimentos caíram 0,17% em janeiro, marcando o nono mês consecutivo de queda. O setor acumulou uma retração de 9,84% nos últimos doze meses, o que foi o principal ponto negativo para o resultado geral do IPP no período.

Alvim também ressaltou que as quedas ocorreram em vários grupos econômicos, com destaque para o grupo dos açúcares, cuja queda acumulada foi de 28,30%, influenciada principalmente pelo recuo dos preços no mercado internacional decorrente da oferta global abundante e da produtividade elevada, além da desvalorização do dólar frente ao real.

Fonte: Estadão Conteúdo.




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