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Brasil

Voto distrital misto pode diminuir influência de puxadores de votos

Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Câmara dos Deputados discute uma mudança no sistema eleitoral brasileiro que pode alterar a forma como os deputados federais são eleitos. A proposta do voto distrital misto visa reduzir o impacto dos puxadores de votos, políticos com votação muito alta que ajudam eleger outros candidatos do mesmo partido.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), vem articulando com lideranças partidárias uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para substituir o atual sistema proporcional de lista aberta, buscando aprovação ainda em 2026.

Segundo o projeto, o novo sistema começaria a valer em 2034, com uma possível transição a partir de 2030 pelo modelo conhecido como distritão. Atualmente, o sistema proporcional de lista aberta permite que os votos individuais e os votos aos partidos sejam somados para definir o número de cadeiras de cada legenda. No distritão, os candidatos mais votados são eleitos diretamente, sem transferir votos para outros membros do partido.

No voto distrital misto, metade das cadeiras seria preenchida por candidatos eleitos diretamente em seus distritos eleitorais, e a outra metade por meio de listas partidárias proporcionais. O eleitor teria dois votos: um para candidato e outro para partido. Essa mudança impediria que um candidato com muitos votos beneficiasse automaticamente outros do mesmo partido na eleição distrital.

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O projeto tem o apoio de partidos do Centrão, como o PP, União Brasil, PSD e Republicanos, enquanto o PL e o PT demonstram resistência. O debate ganhou força após as eleições de 2026, quando candidatos como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) tiveram votações expressivas, ajudando a ampliar a bancada do PL, que conquistou 121 das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, enquanto o Centrão perdeu 22 cadeiras em relação a 2022.

O deputado Domingos Neto (PSD-CE) será responsável pela análise do projeto no plenário, e a aprovação pode trazer uma transformação significativa ao sistema eleitoral brasileiro.

Fonte: Metrópoles.

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