André Janones, deputado federal, acusou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de financiar uma rede que recrutava mulheres refugiadas, principalmente da guerra na Ucrânia, para encontros privados com homens ricos e influentes.
Nas redes sociais, Janones pediu que o caso seja investigado, incluindo possíveis conexões com pessoas ligadas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O deputado falou sobre uma jovem ucraniana chamada Mariana Vishegirskaya, que foi fotografada em 2022 saindo de uma maternidade localizada em Mariupol, durante bombardeios. Essa imagem ficou conhecida mundialmente como símbolo da guerra na Ucrânia.
No entanto, Janones esclareceu que não há provas de que Mariana estivesse relacionada com as ações de Vorcaro ou com encontros ligados a Flávio Bolsonaro. Ele usou a história dela para mostrar como as refugiadas estão em situação de grande vulnerabilidade e podem ser vítimas de exploração sexual.
As denúncias feitas por Janones indicam que o esquema teria recebido ao menos R$ 4,3 milhões para financiar a rede de prostituição internacional.
Mensagens obtidas revelam que a negociação incluía uma refugiada ucraniana de 19 anos que havia fugido da guerra e chegado ao Brasil. Essas conversas mostram como a jovem era vista e sugerida para integrar uma agência de modelos do grupo.
Janones criticou a situação dizendo que, enquanto a mãe da jovem estava preocupada com os bombardeios em sua cidade, pessoas próximas a Flávio planejavam como aproveitar a presença dela no Brasil.
A Polícia Federal pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para investigar suspeitas de tráfico de mulheres e favorecimento à prostituição em eventos ligados a Vorcaro. Esse pedido veio após denúncias e mensagens que indicam essas práticas.
A defesa de Vorcaro nega as acusações e questiona a autenticidade e contexto das mensagens divulgadas. Até o momento, não há provas de envolvimento de Flávio Bolsonaro no recrutamento das refugiadas.


