LUCAS MARCHESINI
FOLHAPRESS
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, afirmou que ele não tentou atrapalhar as investigações sobre supostas fraudes na sua instituição financeira. Segundo seus advogados, Vorcaro sempre colaborou de forma clara com as autoridades e nunca tentou impedir o trabalho da Justiça.
Em nota, a defesa rejeitou as acusações feitas contra Vorcaro e disse confiar que a apuração completa dos fatos mostrará que ele agiu de maneira correta. Também reafirmaram a confiança no processo legal e no funcionamento das instituições.
Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) após um pedido da Polícia Federal autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
As conversas citadas no relatório do ministro indicam que Vorcaro teria tentado intimidar pessoas, como o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, contra quem teria planejado um assalto para amedrontá-lo.
No processo há mensagem onde Vorcaro escreve: “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
Essas conversas aconteceram em um grupo de mensagens em que discussões sobre ações contra inimigos eram feitas. No grupo estavam também Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como sicário (matador de aluguel), e um ex-policial federal, Marilson Roseno da Silva. Ambos foram presos preventivamente na quarta-feira.
Nas mensagens apresentadas pelo STF, Vorcaro cita uma pessoa chamada Monique que estaria o ameaçando, afirmando: “Tem que moer essa vagabunda”.
Em outra situação, o banqueiro fala sobre um ex-funcionário que gravou algo sem sua permissão.
Vorcaro ordena ao sicário que investigue fundo esse ex-funcionário e um chefe de cozinha ligado a ele.
Ele ainda diz que seria “bom dar um susto no chefe de cozinha primeiro”, pois acredita que isso amedrontaria o outro.

