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Voltas às aulas presenciais na rede pública só com vacinação, diz Educação

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Segundo a pasta, imunização de servidores é fundamental para retorno. Expectativa é de que, até agosto, professores tenham recebido ao menos a primeira dose

(crédito: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)

O Distrito Federal se prepara para vacinar contra a covid-19 os professores e servidores da rede pública de ensino da capital. Com o plano de vacinação da categoria estruturado e finalizado, a expectativa dos técnicos é de que os profissionais sejam imunizados a partir do mês que vem para que as aulas presenciais comecem em agosto. “Pelo que tenho conhecimento, o Ministério da Saúde se manifestou com relação à vacinação dos professores em junho. O governador pretende iniciar as aulas até agosto”, reiterou o secretário da Casa Civil do DF, Gustavo Rocha, durante coletiva ontem. Com a redução no número de casos e na ocupação dos leitos de UTI, Ibaneis Rocha estuda também liberar a volta de eventos, com público reduzido para 25% (leia mais na página 14).

Os próximos passos da ação ficarão sob responsabilidade das secretarias de Educação e Saúde do DF. Ao Correio, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero, disse que as pastas vão ter a primeira reunião para definir as tratativas do processo na tarde desta terça-feira. “Temos que avaliar se há compatibilidade com o que recebemos de dose”, afirmou.

Valero não deu detalhes sobre o plano e os critérios de imunização dos profissionais e disse que o GDF, assim como as demais unidades da Federação, é obrigado a seguir o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde. “Hoje, nem a gente tem autonomia, porque dependemos de doses que vêm do Ministério da Saúde”, disse.

Em nota, a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) afirmou que a capital está preparada para o retorno presencial, que só ocorrerá após a vacinação dos professores, demais servidores e funcionários terceirizados que atuam nas escolas. “A Secretaria de Educação estruturou o plano de volta às aulas presenciais a partir da vacinação dos profissionais de educação”, disse o comunicado.

Segundo a pasta, o retorno ocorreria de forma gradual. “A partir da pré-escola, em ordem crescente, até o ensino médio. A execução do plano, porém, depende da oferta de vacinas pelo Ministério da Saúde”, ressaltou a nota. A reportagem questionou a secretaria sobre a quantidade de profissionais da educação que estariam contemplados pela vacinação, considerando que parte do público pode ter sido vacinado por outros critérios, como idade e comorbidades. A pasta não respondeu até o fechamento desta edição. A previsão inicial era de que seriam 50 mil servidores.

Outro entrave para acelerar o processo é a falta de vacinas. Na semana passada, o Governo Federal voltou atrás e determinou que os imunizantes entregues aos estados e ao Distrito Federal fossem usados para completar o ciclo de vacinação. Com isso, inviabilizou a ampliação do público-alvo que, no momento, é composto por pessoas com comorbidades, profissionais de segurança, da saúde e idosos a partir de 60 anos. A Secretaria de Educação destacou que não tem informações sobre quando novos lotes do imunizante serão destinados aos profissionais da área. “(O ministério) Não sinalizou quando enviará aos estados doses para vacinação do grupo de professores”. concluiu.

A diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) Rosilene Corrêa afirmou que os profissionais não se sentem seguros para voltar ao trabalho presencialmente. “O ritmo de vacinação no DF está muito lento. Não tem como ter segurança para um retorno sem vacina. E, de preferência, com a população vacinada, e não só os professores”, disse. A representante da entidade diz que reconhece a importância das aulas presenciais, mas que, na atual situação, a saúde é prioridade. “Os professores nunca deixaram de trabalhar. Eles estão em sala de aula, o que diferencia é que estamos em uma sala de aula virtual. Lamentavelmente, sabemos e reconhecemos o prejuízo de muitos estudantes porque não dispõem de recursos para acompanhar a aula virtual. Falta de internet ou computador. Mas, isso não é responsabilidade dos professores”, ressalta.

Preocupação

Pais de alunos reconhecem que o rendimento escolar dos filhos diminuiu com o ensino remoto, mas temem que eles sejam contaminados pelo novo coronavírus nas salas de aula. A auxiliar operacional Divina Pereira de Morais, 28 anos, preocupa-se em deixar que o filho frequente a escola. “Eu estava tranquila em relação ao meu filho voltar, mas ouvi de uma moça que a irmã dela estava com covid e a filha estava indo para a creche. Tem pais que estão doentes e mandam os filhos para a escola. Essas crianças podem transmitir o vírus para as outras”, conta a moradora de Planaltina.

A empresária Brunna Araújo Nunes, 35 anos, moradora de Taguatinga, também se sente insegura para o retorno das aulas presenciais. Ela acredita que apenas a vacinação dos profissionais não é suficiente. “Não adianta somente vacinar os professores porque tem as crianças. Se uma criança estiver com o vírus, vai passar para as outras. Eu tenho três filhos na escola pública, gostaria muito que as aulas voltassem, mas só se tivesse um controle maior”, aponta.

A técnica em radiologia Maria das Graças Barbosa, 55 anos, vacinou-se contra a covid-19, pois faz parte do grupo das comorbidades. Mesmo aliviada, ela expressa outra preocupação: os netos que estão em idade escolar. Para Maria, os professores devem ser imunizados com urgência. “Eles deveriam ser vacinados, porque não tem como dar aula sem vacinar. E fica aquele problema: eles serão vacinados, mas e as crianças? Esse é o ponto negativo”, ressalta.

O presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do Distrito Federal (Aspa-DF), Alexandre Veloso, destaca a preocupação da entidade com o retorno das aulas. “Acreditamos que isso é importante e vai ajudar muitas famílias. Também temos a necessidade de que isso seja opcional. Tem família, por exemplo, que sinalizou que só volta quando o filho for vacinado. Então, isso não vai acontecer este ano, porque vacina para criança não tem previsão”, comenta.

Mais 37 mortes
O DF registrou 37 mortes e 832 casos da covid-19 ontem. Com as ocorrências, a capital acumula 8.150 óbitos e 387.293 infecções pelo novo coronavírus. Desses, 371.293 são pacientes considerados recuperados. A média móvel de casos está em 865, o que representa queda de 8,57%, em relação ao número de 14 dias atrás. Quanto às mortes, em comparação ao mesmo período, o índice é de 38 — redução de 22% comparada à média móvel de 26/5.

Ontem, foram mais 7.606 pessoas imunizadas com a 1ª dose da vacina contra a covid-19. O número dos que receberam a segunda aplicação totaliza 1.439. Os dados são do vacinômetro da Secretaria de Saúde do DF. Com os números, a capital soma 520.625 aplicações da primeira dose e 280.378 da segunda, desde o início da campanha.

Palavra de especialista

Exposição

“É importante vacinar os professores porque eles vão ter que sair de casa, se transportar, chegar nesse ambiente (escola) e vão ter contato com muita gente na sala de aula. Temos visto que a transmissão de covid-19 em ambientes escolares tem uma característica que não é, em geral, do aluno para o professor, e, sim, do professor com outros professores e com funcionários. Assim, o aluno entra também como parte desse ciclo. Mas a transmissão em adultos é mais importante do que em crianças. Ao mesmo tempo, é importante que a gente tente elencar e fazer uma discussão ética sobre quais são os grupos mais vulneráveis e mais expostos para construir essa ordem de vacinação. Por exemplo, temos motoristas de ônibus, cobradores, profissionais de limpeza e segurança, que são serviços essenciais, que ainda não foram vacinados e que, em teoria, estão mais expostos que os professores.”

Jonas Brant, epidemiologista e professor da Universidade de Brasília (UnB)

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Câmara aprova R$ 166 milhões para empresas de ônibus e R$ 255 milhões para outros órgãos

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Os projetos votados somam R$ 421,30 milhões em crédito suplementar ao Orçamento

CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na tarde desta quarta-feira (1), em sessão ordinária, três projetos de abertura de crédito suplementar ao Orçamento no valor total de R$ 421,30 milhões. Uma parte dos recursos, R$ 166 milhões, serão destinados às empresas do transporte público para “manutenção do equilíbrio financeiro do sistema”. O restante da suplementação orçamentária vai para o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal – INAS (R$ 60 milhões), Fundo de Apoio e Assistência ao Idoso (R$ 827 mil) e R$ 194,48 milhões serão destinados ao pagamento de folhas salariais de diversos órgãos e para o Hospital da Criança (PL nº 2.417/2021).

Os projetos foram aprovados em segundo turno e redação final e seguem agora à sanção do governador Ibaneis Rocha. A votação mais debatida foi a do PL nº 2.365/2021, do Executivo, que repassa R$ 166 milhões para o pagamento de subsídios ao sistema de transporte público. Após muita discussão, o projeto foi aprovado com 11 votos favoráveis e quatro votos contrários (Júlia Lucy – Novo, Leandro Grass – Rede, Prof. Reginaldo Veras – PDT e Fábio Felix – Psol).

Leandro Grass criticou a falta de transparência do governo e os repetidos repasses para empresas de ônibus, “quase meio bilhão de reais a mais do que estava previsto”. “O governo está pagando as empresas sem ter certeza de que o que elas alegam que precisam receber condiz com a realidade. O sistema de bilhetagem é uma caixa preta”, assinalou.

O deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT) reclamou da má qualidade do serviço oferecido pelo sistema. Segundo ele, a média de ônibus quebrados na Ceilândia é de 130 por mês. “Quase meio bilhão para encher os bolsos dos ricos empresários de ônibus, que prestam um serviço péssimo”, sentenciou. Na mesma linha, o deputado Fábio Felix (Psol) afirmou que o transporte público do DF é um dos piores do País, “com ônibus quebrados, ônibus velhos e falta de transparência do sistema”.

Ele também destacou que 26 mil multas foram aplicadas para as empresas de ônibus e nenhuma foi paga. Para a deputada Júlia Lucy (Novo) o governo não conseguiu comprovar no projeto a necessidade da suplementação dos recursos. Segundo ela, o modelo do sistema precisa ser refeito. A distrital ressaltou também a “diferença de tratamento com o transporte escolar e os transportadores de turismo, que foram obrigados a parar de trabalhar por determinação do governo, e não tiveram o mesmo tratamento para manter o seu equilíbrio financeiro”.

Audiência pública

Apesar de críticas a qualidade do serviço oferecido pelas empresas de ônibus, o deputado Chico Vigilante (PT) votou a favor do projeto e disse que, segundo declaração do secretário de Transporte, em audiência pública realizada por ele na última segunda-feira, sem os subsídios ao sistema, a passagem custaria R$ 10,90 no DF. “Sem a aprovação, a população que sofrerá com a falta de transporte. A qualidade do serviço é péssima e vai ter ainda mais problemas, pois a empresa São José não quer trocar a frota de 600 ônibus”, ponderou.

O deputado Delmasso (Republicanos) lembrou que o debate sobre o financiamento do transporte público no DF já vem de outras legislaturas. De acordo com ele, Brasília tem hoje um dos maiores custos do transporte público do Brasil. “Temos um dos maiores custos por passageiro. É esse índice que aumenta o custo do sistema. Não dá para comparar com nenhuma outra cidade do País. Concordo que o custo é altíssimo e que não paga a qualidade, a qualidade é péssima, mas o que temos que discutir é um novo modelo”, sugeriu.

GDF Saúde

Dos recursos aprovados no PL nº 2.347/2021, do Executivo, R$ 60 milhões em favor do INAS, serão usados para despesas com a rede credenciada do GDF Saúde; e R$ 827 mil, em favor do Fundo de Apoio e Assistência ao Idoso do Distrito Federal, para atender as ações de integração e projetos ao idoso.

Luís Cláudio Alves – Agência CLDF

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Covid-19: conheça cinco sintomas da nova variante Ômicron

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Sinais da nova cepa são diferentes da Delta, até agora responsável pela maioria dos casos recentes de covid-19 no mundo

G1

Descoberta na semana passada na África do Sul e classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de preocupação (VOC), a Ômicron chegou ao Brasil. A nova cepa foi identificada em São Paulo. O que se sabe até agora é que os sintomas da Ômicron são diferentes dos da Delta, a responsável pela maioria dos casos recentes de covid-19 no mundo.

A médica Angelique Coetzee, que atendeu a vários pacientes com a nova variante antes de ela ser descoberta, percebeu uma mudança nos sintomas apresentados pelos doentes. Segundo ela, que também é presidente da Associação Médica da África do Sul, os sintomas da Ômicron relatados pelos pacientes foram:

  • cansaço;
  • dores musculares;
  • “coceira na garganta” ou “garganta arranhando”;
  • febre baixa (em poucos casos);
  • tosse seca (poucos casos).

De acordo com a médica, os sintomas da Ômicron são mais parecidos com a variante Beta. O cansaço foi o principal motivo que levou as pessoas a procurarem pela a ajuda da médica. Os sintomas mais comuns da Delta eram pulsação elevada, baixos níveis de oxigênio e perda de olfato e paladar.

Até agora, os pacientes infectados pela Ômicron apresentaram apenas sintomas leves. No entanto, a nova variante preocupa a OMS e os países por causa das 50 mutações que a nova cepa apresenta, sendo 32 apenas na proteína S, principal alvo das vacinas desenvolvidas até o momento. Acredita-se também que ela pode ser mais transmissível que a Delta, já que aumentou o número de casos de Covid-19 da África do Sul.

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SP confirma 3º caso da Ômicron no Brasil em passageiro vindo da Etiópia

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A amostra foi sequenciada pelo Instituto Adolfo Lutz, que confirmou se tratar da variante Ômicron

Nova variante: o paciente está em isolamento em Guarulhos, cidade onde mora, informou a secretaria. (Exame/Exame)

A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira o terceiro caso da variante Ômicron do coronavírus no Brasil, detectado em um passageiro vindo da Etiópia e que chegou no aeroporto de Guarulhos no último sábado.

A amostra foi sequenciada pelo Instituto Adolfo Lutz, que confirmou se tratar da variante Ômicron. Segundo comunicado da secretaria, o paciente de 29 anos não apresentava sintomas quando chegou ao Brasil e estava vacinada com duas doses da vacina da Pfizer. Ele está em isolamento em Guarulhos, cidade onde mora, informou a secretaria.

Voos proibidos

A variante Ômicron, descoberta inicialmente por cientistas da África do Sul, já foi identificada em todos os continentes e mais de uma dezena de países.

Os voos vindos de uma série de países da África estão proibidos no Brasil desde 27 de novembro. Segundo a Portaria Interministerial 660, entram na proibição voos que tenham origem ou passagem pela África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

A Ômicron tem três vezes mais mutações do que a Delta, até então a mais preocupante dentre as variantes do coronavírus.

A hipótese inicial é de que a nova variante tende a ser mais transmissível, mas não necessariamente mais letal. Os primeiros relatos dos médicos da África do Sul indicam que o vírus se espalha rapidamente com a nova variante, porém sem grande número de casos graves.

Mas cientistas afirmam que são precisos mais estudos para entender os potenciais riscos da nova cepa.

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Após aval da CCJ, plenário do Senado avalia destino da PEC dos Precatórios

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Proposta deve ser votada hoje e precisa de, no mínimo, 49 votos dos 81 parlamentares para ser aprovada

Relator da PEC, Fernando Bezerra (D) incorporou ao texto as sugestões de senadores, principalmente do MDB e do PSD – (crédito: Pedro França/Agência Senado)

Por 16 votos a 10, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, ontem, a PEC dos Precatórios, com a qual o governo pretende viabilizar o Auxílio Brasil de R$ 400, em substituição ao Bolsa Família. O aval ocorreu após o relator, senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo na Casa, fazer alterações em seu parecer, a pedido de vários partidos.

A votação no plenário está marcada para hoje. O texto precisa de, ao menos, 49 votos favoráveis em dois turnos. Se for aprovado, voltará para apreciação da Câmara, já que sofreu modificações.

A PEC dos Precatórios, segundo estimativas do governo, deve abrir um espaço fiscal de R$ 106 bilhões no Orçamento de 2022. Para isso, o texto altera o cálculo do teto de gastos e adia o pagamento de parte dos R$ 89 bilhões previstos para serem quitados no ano que vem na forma de precatórios — dívidas da União reconhecidas pela Justiça.

O governo trabalha para que a PEC seja promulgada pelo Congresso a tempo de o benefício de R$ 400 ser pago neste mês, antes do Natal, a 17 milhões de famílias. O Auxílio Brasil é a principal vitrine social do presidente Jair Bolsonaro, a pouco menos de um ano das próximas eleições.

Fernando Bezerra incorporou no relatório uma série de sugestões de senadores — principalmente do MDB e do PSD, as duas maiores bancadas do Senado — na tentativa de diminuir a resistência à PEC.

Em uma das modificações no texto, Bezerra definiu que todo o espaço fiscal a ser aberto pela PEC será vinculado ao pagamento do Auxílio Brasil, de despesas da Saúde, da Previdência Social e da Seguridade. Na versão anterior do parecer, apenas 60% desses recursos eram carimbados.

Outra mudança prevê que os precatórios do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) deverão ficar fora do cálculo do teto de gastos.

O relator também alterou o parecer no sentido de garantir o pagamento de três tipos de dívidas judiciais no subteto criado pela PEC para a quitação de débitos dessa natureza em 2022 — esse limite é estimado pelo governo em R$ 44 bilhões. Nessa lista de prioridades estão: Requisições de Pequenos Valores (RPV), uma espécie de precatórios com montantes de até R$ 66 milhões; créditos em nome de idosos e pessoas com deficiência; e precatórios de natureza alimentar.

Despesas

Os precatórios de natureza alimentar resultam de ações judiciais relativas a pensões, salários e aposentadorias. Na prática, são mais comuns entre a população em geral, ao contrário dos créditos detidos por empresas, muitas vezes frutos de processos milionários.

De acordo com Bezerra, os gastos com as RPV seriam próximos de R$ 20 bilhões em 2022. No caso de pessoas com mais de 60 anos e portadores de deficiência, o valor chegaria a R$ 14 bilhões. A soma de prioridades seria de R$ 42 bilhões — portanto, ainda dentro dos R$ 44 bilhões citados pelo senador para o subteto. Por fim, os precatórios de natureza alimentar somariam R$ 8 bilhões no próximo ano.

Segundo o relator, o subteto para pagamento das prioridades nos precatórios seria reajustado ano a ano, pelas mesmas regras do aumento do teto de gastos.

Entre outros pontos importantes, a PEC permite o parcelamento das dívidas previdenciárias dos municípios em até 240 meses. O texto também dá um caráter permanente ao Auxílio Brasil, e não com vigência até dezembro de 2022, como era previsto no texto aprovado pela Câmara. Além disso, o novo programa social ficará isento da exigência de ter uma fonte específica de recursos, prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

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Veja onde se vacinar contra a covid-19 no DF nesta quarta

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Serão ao menos 41 pontos para D1 em adolescentes e 55 para primeira dose em adultos. Cobertura vacinal completa do DF atinge mais de 64% da população

 

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Brasília

Doentes crônicos têm tratamento especializado

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Unidade no Paranoá é referência no atendimento de diabéticos, hipertensos e pacientes com problemas cardiovasculares

O Distrito Federal conta com unidades especializadas no tratamento de doenças crônicas não transmissíveis na rede pública de saúde. Doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão são as mais recorrentes e os pacientes enfermos precisam de cuidados médicos constantemente.

O Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso (Cadh), localizado no ambulatório do Hospital da Região Leste, no Paranoá, é uma das unidades de referência que atende adultos, crianças e adolescentes.

O morador do Paranoá Richard Saul, de 18 anos, recebe assistência na unidade já faz algum tempo. “Antes, a glicemia estava muito alta e eles ( os profissionais) me ajudaram a controlar tudo. Estão me ensinando agora a contagem de carboidrato, o que vai me ajudar”, diz. O paciente foi à unidade acompanhado da mãe e relata que já teve casos de diabetes na família.

Valneilde Carvalho Fontenele levou a filha de 10 anos até o ambulatório do HRL em um atendimento de rotina. A criança é acompanhada pelo Cadh há dois anos. “Aqui recebemos tratamento e somos bem atendidas e assistidas por todos. O Cadh é muito bom”, ressalta.

Atendimento

A endocrinologista pediatra da unidade, Emanuella Vital Campos Fernandes, detalha como é realizada a abordagem ao paciente. “Geralmente começa com a consulta. Em seguida, informamos detalhadamente o que é a doença, a sua fisiopatologia. Explicamos porque aconteceu, o seu tratamento e como vai ser a assistência”, explica.

De junho até novembro deste ano, foram realizados 4.177 atendimentos pela equipe multidisciplinar do Centro de Atenção ao Hipertenso e Diabético. Para ser atendido no local, é necessário procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. Havendo necessidade, o paciente é encaminhado ao ambulatório do HRL.

De modo geral, nas UBSs os pacientes são avaliados e direcionados aos serviços especializados da atenção secundária nos casos de alto ou muito alto risco. Além do Cadh, há serviços em outras regiões de saúde, como o Cedoh, na Asa Norte, o Cedhic, no Guará, e outros ambulatórios.

Esse atendimento acontece nos ambulatórios e policlínicas que funcionam em todas as regiões de saúde. Com o modelo de atendimento integrado, a expectativa é de maior adesão e continuidade no tratamento dos doentes crônicos e de acesso à rede de atenção especializada.

“Os usuários possuem suas demandas de saúde mapeadas ou totalmente resolvidas dentro do serviço, por uma equipe multidisciplinar, até a estabilização clínica e compartilhamento do cuidado com a equipe da atenção primária correspondente à área”, frisa a gerente de Planejamento, Monitoramento e Avaliação da Diretoria de Atenção Secundária (Dirase), Região de Saúde Leste, Mayara de Souza Correia Paixão.

O morador do Paranoá Richard Saul, de 18 anos, recebe assistência na unidade já faz algum tempo. Ele teve casos de diabetes na família | Foto: Luiz Fernando Cândido/Região de Saúde Leste

Equipe multidisciplinar

O Centro de Atenção ao Diabético e Hipertenso (Cadh) conta com uma equipe de atendimento multidisciplinar com endocrinologista, cardiologista, nutricionista, psicólogo, assistente social, oftalmologista, neurologista, enfermeiro e técnico de enfermagem.

O Cadh é um serviço ambulatorial que dispõe a Atenção à Saúde da Pessoa com Doenças Crônicas Não Transmissíveis: hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus. É um dos centros no DF que atendem ao público adulto e infantil.

 

 

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