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Vitória de Biden pode favorecer ações de crescimento, diz BlackRock

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Gestora espera que large caps e papéis de tecnologia e saúde tenham bons desempenhos com um governo divido nos EUA

BlackRock: para gestora, governo Biden pode favorecer ações mercados emergentes (Toru Hanai/Reuters)

A BlackRock, maior gestora do mundo com mais 7 trilhões de dólares sob gestão acredita que o resultado das eleições americanas deve seguir beneficiando ações de empresas em crescimento em detrimento das de companhias já consolidadas.

Eleito no fim de semana após conseguir a maioria dos votos do estado da Pensilvânia, o democrata Joe Biden ainda não sabe se governará os Estados Unidos com ou sem um Senado a seu favor. Isso porque na Georgia, as eleições para o Senado serão decidas apenas em janeiro, já que o pleito foi para o segundo turno. Ainda assim, as expectativas são de que Biden tenha que lidar com um Legislativo divido, com apenas a Câmara de maioria democrata.

Nesse cenário, a BlackRock vê espaço para que ações de tecnologia, saúde e large caps tenham bons desempenhos. Segundo a gestora, um governo dividido restringiria a capacidade de Biden implementar aumento de impostos, como sondado quando ainda estava em campanha eleitoral.

Com o governo dividido, a BlackRock estima que Biden deverá implementar sua agenda de sustentabilidade mais por meio de ações regulatórias em vez de política tributária ou investimentos em infraestrutura verde. Também se espera que o Senado republicano limite os incentivos fiscais .

“Algum alívio fiscal parece possível no curto prazo, mas vemos o escopo e o tamanho do estímulo fiscal e do investimento público como muito mais modestos do que o que um governo totalmente democrata poderia ter proporcionado”, afirmam em relatório.

Por outro lado, as relações comerciais dos Estados Unidos com a China devem se tornar mais previsíveis, segundo a BlackRock. Embora acredite que a competição entre os dois países deva permanecer elevada,  a gestora acredita em uma melhora do sentimento comercial, o que beneficiaria ativos de mercados emergentes, especialmente na Ásia.

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Itamaraty e Mapa divulgam nota para isenção às exportações para o PMA

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Brasil adere ao compromisso de membros da OMC para facilitar as embarques de alimentos no combate à fome no mundo. Dados do PMA mostram que número de pessoas em insegurança alimentar deve aumentar 82% em relação ao nível pré-covid-19

Em conjunto com o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nota, nesta quinta-feira (21/1), de compromisso dos países-membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) para a isenção de restrições a exportações para o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

“Dentre os 164 membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), 79, incluindo o Brasil, adotaram hoje, em Genebra, declaração conjunta de compromisso em favor da isenção das aquisições para fins humanitários realizadas pelo PMA da imposição de medidas de proibição ou restrição às exportações. O conjunto dos copatrocinadores representa mais de 70% das exportações agrícolas mundiais”, destacou o documento.

De acordo com as duas pastas, o Brasil vem tendo atuação destacada nas tratativas a respeito na OMC. Em junho de 2020, apoiou a iniciativa do Grupo de Cairns que, “entre outros compromissos no contexto da pandemia, propugnou pela isenção do PMA”. “A medida também está em linha com o compromisso assumido pelo Brasil no âmbito do G20 de continuar trabalhando com os organismos internacionais para coordenar ações e identificar e compartilhar boas práticas para facilitar os fluxos internacionais de bens e serviços necessários para a resposta à pandemia”, informou o documento.

“O Brasil também tem acompanhado com atenção as discussões no âmbito da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre o impacto da covid-19 sobre a segurança alimentar, em que foi destacada a capacidade do país de manter sem interrupções seus compromissos de fornecimento global de alimentos. O engajamento do Brasil confirma o compromisso com a promoção da segurança alimentar não apenas em território nacional, mas em todo o mundo, auxiliando na realização do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 2”, disse a nota conjunta do Mapa e do Itamaraty.

Desafios

O contexto da pandemia da covid-19 e a imposição de medidas de proibição ou restrição às exportações de produtos agrícolas em 2020 ampliaram os desafios já existentes para as operações do PMA. De acordo com o documento, o programa estima que o número de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda nos países em que opera terá aumentado para 270 milhões até o fim de 2020, “o que representa um aumento de 82% em relação ao nível pré-covid-19”.O documento ainda destacou que o governo brasileiro “estabeleceu importante parceria com o PMA para responder a apelos internacionais por ajuda humanitária” e citou como exemplo dessas iniciativas em colaboração com o programa: i) a alimentação assegurada, em 2020 e 2021, a 5 mil crianças entre 6 e 59 meses na Namíbia e a 1.220 refugiados malineses da etnia Peul abrigados no campo de Sénou, a 30 km ao sul da capital Bamako; ii) o fornecimento e a distribuição de 4 mil toneladas de arroz beneficiado do Brasil para o Líbano e de outras 4 mil toneladas do mesmo produto para Moçambique, na esteira de desastres de grandes proporções (explosão no Porto de Beirute, em agosto de 2020, e ciclones que devastaram a capacidade de produção de alimentos de Moçambique em 2019).

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Economia

Crédito cresceu 15,4% em 2020, maior ritmo desde 2012, estima Febraban

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Aumento foi acompanhado por um aumento de 4,9% das concessões de crédito, sendo puxado, sobretudo, pelos empréstimos direcionados às empresas brasileiras

 

A pandemia de covid-19 elevou o mercado de crédito ao maior nível dos últimos oito anos no país, estima a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). É que a Febraban constatou um aumento de 15,4% nos empréstimos bancários em 2020, o maior avanço desde 2012, quando a carteira de crédito do país cresceu 16,4%.

Segundo a Febraban, o aumento de 15,4% da carteira de crédito do país foi acompanhado por um aumento de 4,9% das concessões de crédito, sendo puxado, sobretudo, pelos empréstimos direcionados às empresas brasileiras. A entidade explica que a carteira de crédito das pessoas jurídicas cresceu de fevereiro a dezembro do ano passado. Por isso, deve fechar o ano com uma expansão de 21,7%, a maior desde 2008 (36,7%).

O crédito às empresas foi estimulado pelas concessões com recursos direcionados. Afinal, depois que milhares de pequenas empresas revelaram a dificuldade de tomar financiamentos bancários no início da pandemia de covid-19, o governo federal implementou programas emergenciais de crédito. Só o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), por exemplo, financiou R$ 37,6 bilhões em 2020.

“As concessões PJ com recursos direcionados deve quase dobrar na comparação com o ano anterior, com crescimento de 99%, o maior da série, iniciada em 2011”, informou a Febraban, que também observou um aumento de 4,7% nas concessões com recursos livres para pessoas jurídicas. No total, as concessões para empresas cresceram, portanto, 10,3% em 2020, segundo a Federação Brasileira de Bancos.

A carteira de crédito destinada às famílias brasileiras também cresceu e deve fechar o ano com um incremento de 10,8%, segundo a Febraban. O aumento, contudo, é menor que o registrado em 2019 (11,9%). Afinal, o cenário de juros baixos favoreceu empréstimos como os financiamentos imobiliários. Porém, as compras com cartão de crédito caíram diante da pandemia de covid-19. A Febraban estima, então, que as concessões de crédito para pessoas físicas variaram apenas 0,3% em 2020, com uma alta de 22% das concessões com recursos direcionados, como os financiamentos imobiliários, e um recuo de 2,3% das concessões com recursos livres, como as do cartão de crédito.

BC

As estimativas da Febraban consideram os empréstimos realizados pelos principais bancos do país. Porém, o resultado oficial do mercado de crédito brasileiro em 2020 ainda será confirmado, na próxima semana, pelo Banco Central (BC). As estimativas da Febraban, contudo, estão próximas das do Banco Central, que, em dezembro, estimava uma alta de 15,6% da carteira de crédito do país, com avanços de 22,6% na carteira de pessoas jurídicas e de 10,4% na carteira de pessoas física.

“Diferente do registrado em crises anteriores, quando houve um recuo expressivo nas concessões, desta vez, os bancos ampliaram o volume concedido, mesmo diante do aumento do risco nas operações e da grande demanda por crédito. O volume de crédito destinado às empresas, por exemplo, deve mostrar crescimento de dois dígitos no ano, uma clara contribuição do setor para preservar empregos e empresas”, avaliou o presidente da Febraban, Isaac Sidney. “Cumprimos o nosso papel de irrigar a economia”, acrescentou.

Para 2021, contudo, o BC projeta uma expansão mais tímida do crédito. A expectativa é que o saldo das operações de crédito do país cresça 7,8% neste ano, puxado, desta vez, pelo crédito às famílias (10,6%) e não pelo crédito às empresas (4,2%), já que muitos dos programas emergenciais de crédito que atenderam as empresas brasilerias em 2020 acabaram no fim do ano.

A Febraban já constatou uma redução dos empréstimos direcionados às empresas no mês de dezembro. O recuo foi de 33,1%, na comparação com novembro. Porém, a federação garante que os bancos brasileiros continuarão atentos à questão do crédito neste ano. “Os bancos estão provendo crédito para as empresas e as famílias, e continuarão focados em mitigar os impactos negativos da pandemia e ajudar no processo de recuperação econômica do país em 2021”, disse Isaac Sidney.

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Economia

Monitor do PIB aponta alta de 1,1% em novembro ante outubro de 2020, diz FGV

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Na comparação com novembro de 2019, a economia teve redução de 0,6% em novembro de 2020

(crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 1,1% em novembro ante outubro de 2020, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na comparação com novembro de 2019, a economia teve redução de 0,6% em novembro de 2020.
“O crescimento da economia de 1,1% em novembro em relação a outubro reflete o crescimento registrado nas três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços). Pela ótica da demanda, o consumo das famílias apresentou queda no mês, muito influenciado pelo fraco desempenho do consumo de serviços ainda impactado pelo isolamento social. Em contrapartida, a formação bruta de capital fixo ajudou a compensar essa queda crescendo 1,2%, mostrando recuperação dos investimentos. Embora ainda esteja em patamar muito abaixo do nível pré-pandemia, a economia dá sinais de retomada, ainda que lenta, no que parece ser a volta a seu antigo normal de crescimento fraco e instável”, avaliou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, em nota oficial.
O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.
Na passagem de outubro para novembro, pelo lado da oferta, a agropecuária subiu 1,4%, a indústria avançou 0,7%, e os serviços cresceram 0,9%.
Sob a ótima da demanda, o consumo das famílias caiu 1,2%, e o consumo do governo cresceu 0,7%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) avançou 1,2%. As exportações recuaram 0,3%, enquanto as importações saltaram 17,2%.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a agropecuária avançou 2,4% em novembro de 2020, a indústria subiu 1,3%, e os serviços tiveram uma queda de 1,5%.
Sob a ótica da demanda, o consumo do governo caiu 4,5% em novembro de 2020 ante novembro do ano anterior.
O consumo das famílias recuou 3,0%, sendo que o consumo de serviços caiu 5,9% no período, e o de bens semiduráveis recuou 0,8%. O consumo de bens não duráveis diminuiu 1,9%, enquanto o de bens duráveis subiu 8,9%.
A Formação Bruta de Capital Fixo avançou 3,9% em novembro de 2020 ante novembro de 2019, com alta de 11,1% no componente máquinas e equipamentos e elevação de 0,4% na construção. O componente chamado de outros ativos recuou 4,1%. As exportações recuaram 2,9%, e as importações subiram 3,9%.
Em termos monetários, o PIB alcançou aproximadamente R$ 6,766 trilhões de janeiro a novembro, em valores correntes. A taxa de investimento em novembro de 2020 foi de 16,8% na série a valores correntes.
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Economia

Petrobras reajusta em 7,6% o preço da gasolina a partir desta terça

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A justificativa para o aumento é a variação do preço do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, informou a companhia

Litro da gasolina terá primeiro reajuste do ano a partir desta terça (Busakorn Pongparnit/Getty Images)

 

O reajuste é o primeiro desde 29 de dezembro, quando a Petrobras anunciou uma alta de 5%. A justificativa para o aumento é a variação do preço do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio. Em nota, a empresa informou que, em 2020, o preço médio da gasolina vendida pela Petrobras atingiu mínimo de R$ 0,91 por litro.

A Petrobras também destacou que o Brasil é o 52º país com a gasolina mais barata ao consumidor, dentre 165 países pesquisados, segundo dados do Global Petrol Prices, de 11 de janeiro. O preço praticado no Brasil está 21,6% abaixo da média de US$ 1,05 por litro, ressaltou a Petrobras.

O aumento nas refinarias é diferente do que será repassado ao consumidor. Até a gasolina chegar à bomba, são acrescentados valores relativos a tributos federais e estaduais e custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustível pelas distribuidoras, “além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos próprios postos revendedores de combustíveis”, destaca a nota.

A alta dos valores já é sentida no bolso. O valor médio da gasolina para o consumidor, na primeira semana de 2021, era de R$ 4,62, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na última semana de 2020, o combustível era vendido nos postos a R$ 4,58, em média.

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Economia

Relatório que previu a pandemia mostra riscos à economia global em 10 anos

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Todos os anos o Fórum Econômico Mundial prepara o Global Risks Report, com as principais previsões de riscos que podem afetar a economia mundial

O risco de uma pandemia ainda aparece como provável nos próximos anos. (Hollie Adams/Getty Images)

Anualmente, o Fórum Econômico Mundial prepara o Global Risks Report, com as principais previsões de riscos que podem afetar a economia mundial em três categorias: curto prazo (até dois anos), médio prazo (até 5 anos), e longo prazo (em até 10 anos). Desde 2006, aparece no relatório o risco de uma grande epidemia, que impactaria economicamente todos os países. A triste previsão se concretizou em 2020, com a covid-19.

Segundo o Global Risks Report 2021, divulgado nesta terça-feira, 19,  os riscos mais imediatos ainda se referem a pandemias, como também a mudanças climáticas. Entre aqueles de médio prazo, aparecem o estouro de uma bolha de ativos, e falhas nos sistemas globais de TI.

Nos riscos de longo prazo o cenário é mais preocupante. O principal perigo é a construção de armas de destruição em massa. Também entraram no relatório o colapso dos estados como conhecemos hoje, e a perda da biodiversidade no planeta.

 

(Fórum Econômico Mundial/Divulgação)

“Em 2020, o risco de uma pandemia global se tornou realidade, algo que este relatório vem destacando desde 2006. Sabemos como é difícil para governos, empresas e outras partes interessadas abordar tais riscos de longo prazo, mas a lição aqui é para todos de nós reconhecer que ignorá-los não os torna menos prováveis ​​de acontecer”, diz Saadia Zahidi, Diretora Administrativa do Fórum Econômico Mundial.

Ela ainda destaca que é importante que os países estejam preparados para enfrentar os grandes desafios dos próximos anos, sob o risco de não conseguir responder de maneira adequada e colapsar toda a economia global.

O relatório ainda divide os riscos dentro de um panorama com maior probabilidade. As mudanças climáticas são as que mais vão impactar a economia mundial nos próximos anos. Neste ranking, com dez posições, ainda aparecem a concentração do poder digital, e a falha em questões de cibersegurança.

(Fórum Econômico Mundial/Divulgação)

“O maior risco de longo prazo continua sendo uma falha em agir sobre as mudanças climáticas. Não há vacina contra os riscos climáticos, então os planos de recuperação pós-pandemia devem se concentrar no crescimento alinhado com as agendas de sustentabilidade para reconstruir melhor”, diz Peter Giger, diretor de risco do Zurich Insurance Group, que contribui para a produção do relatório.

Carolina Klint, líder de gestão de risco da Continental Europe, da Marsh, que também participou da elaboração do relatório, lembra que a covid-19 trouxe impactos econômicos que mudaram a maneira como as organizações interagem com seus clientes e colaboradores. “Todas as empresas precisarão fortalecer e revisar constantemente suas estratégias de mitigação de risco se quiserem melhorar sua resiliência a choques futuros”, alerta.

Na próxima semana é realizado o Fórum Econômico de Davos, que pela primeira vez será em formato virtual, em decorrência da pandemia de covid-19. Segundo Saadia Zahidi, o encontro é uma oportunidade para mobilizar líderes mundiais e definirem ações conjuntas com o objetivo de enfrentar melhor as crises, sem aumentar a desigualdade social.

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Petrobras sobe com petróleo e elevação de preço-alvo pelo Credit; siderúrgicas caem até 4%

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Confira os principais destaques de ações desta terça-feira

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

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