O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou uma entrevista inédita envolvendo o caso Epstein. Uma mulher, cuja identidade não foi revelada, contou ao Federal Bureau of Investigation (FBI) que foi vítima de estupro na adolescência pelo ex-presidente Donald Trump, durante a década de 1980.
Segundo relatos, a jovem, que tinha entre 13 e 15 anos na época, foi apresentada ao Trump pelo financista conhecido por seus crimes, Jeffrey Epstein. O episódio teria ocorrido em um prédio alto localizado em Nova York ou Nova Jersey, local onde a vítima alega ter sofrido agressões após demonstrar resistência.
A vítima mencionou que o ex-presidente não teria gostado de seu comportamento, interpretado como típico de uma “menina-menino”. Outras pessoas estavam presentes na ocasião, mas a mulher não lembra de suas identidades. Trump teria solicitado que todos saíssem da sala antes de iniciá-la na agressão, momento em que ela reagiu, mordendo-o, o que resultou em violência física por parte do ex-presidente.
O episódio permanece envolto em questionamentos, pois não há detalhes sobre como a situação foi resolvida ou como a vítima conseguiu sair do local.
Em resposta às acusações, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou as afirmações como infundadas, ressaltando que o Departamento de Justiça tinha conhecimento delas há anos e não encontrou evidências que comprovassem a veracidade dos fatos.
Além disso, há investigações em andamento para determinar se documentos relacionados ao caso foram ocultados do público, com debates acalorados entre membros do Congresso dos Estados Unidos sobre a transparência do FBI e do Departamento de Justiça.
O caso reacende discussões sobre abuso, justiça e a importância de preservar os direitos das vítimas em processos envolvendo figuras públicas influentes.
