20.5 C
Brasília
quinta-feira, 05/02/2026

Vídeo mostra cão Orelha vivo após suposto ataque

Brasília
chuva fraca
20.5 ° C
20.5 °
19.5 °
94 %
1kmh
100 %
sex
24 °
sáb
26 °
dom
23 °
seg
23 °
ter
18 °

Em Brasília

Guilherme Tagiaroli
UOL/FOLHAPRESS

A defesa do jovem acusado de agredir o cão Orelha apresentou um vídeo que mostra o cachorro andando cerca de uma hora depois do período que a polícia afirmou que ele foi atacado. A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que o vídeo é verdadeiro e declarou que o cão não foi morto por agressão naquele momento.

No vídeo, o cachorro sai de um arbusto e anda por uma calçada em Florianópolis às 7h05 do dia 4 de janeiro, horário posterior ao que a polícia indicou como momento da agressão, que teria ocorrido entre 5h25 e 5h58, durante a madrugada.

A delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal, confirmou que o animal no vídeo é o Orelha. Ela explicou que, segundo o veterinário, a lesão encontrada no cão não foi imediata, mas evoluiu ao longo dos dias, resultando na morte do animal durante o atendimento veterinário em 5 de janeiro. A delegada afirmou que o vídeo mostra o cão ainda vivo, com dificuldades para andar, e que as lesões foram causadas anteriormente.

A polícia não possui imagens do momento exato da suposta agressão, mas testemunhas viram o suspeito agredindo o animal. Orelha apresentava um inchaço na cabeça provocado por um golpe com um objeto contundente, como um pedaço de madeira ou uma garrafa, conforme o delegado Renan Balbino.

A defesa alega que o vídeo que mostra o cão vivo faz parte do inquérito que investiga o caso de coação contra testemunhas. Familiares do jovem suspeito estão sendo investigados por tentarem pressionar testemunhas, mas suas identidades não foram reveladas.

Por meio de tecnologia, a polícia rastreou a localização do celular do acusado e utilizou um software francês para confirmar sua localização durante o episódio. Apesar de críticas e dúvidas circulando nas redes sociais sobre a autenticidade do vídeo, a polícia confirmou a veracidade do material apresentado.

A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou a internação do adolescente suspeito e indiciou três adultos por coagir testemunhas após concluir as investigações. O adolescente é apontado como o autor do crime após análise de mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de 24 testemunhas e oito menores investigados.

Segundo a polícia, o adolescente viajou para os Estados Unidos no dia em que os investigadores identificaram os suspeitos, retornando apenas em 29 de janeiro, quando foi detido no aeroporto. Após a chegada do jovem, um familiar tentou esconder roupas usadas no dia do crime, mas o próprio adolescente confirmou a posse dos itens.

O depoimento do acusado apresentou contradições, pois ele afirmou ter permanecido dentro do condomínio na hora da agressão, mas as imagens mostraram que saiu e retornou entre 5h25 e 5h58 da manhã do dia 4 de janeiro. A polícia evitou vazamentos das investigações para impedir fugas ou destruição de provas.

Todo o procedimento foi conduzido conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A polícia finalizou as investigações e encaminhou o caso ao Ministério Público e à Justiça.

A defesa do jovem, representada pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, declarou que as provas apresentadas são frágeis e inconsistentes, prejudicando a obtenção da verdade, e que ainda não tiveram acesso total ao inquérito, reafirmando a inocência do adolescente.

Veja Também