Andreza Romero, vereadora licenciada do Recife, denunciou um funcionário do parque aquático Beach Park, no Ceará, por assédio sexual. O incidente ocorreu na sexta-feira, dia 6.
Andreza estava acompanhando sua filha de três anos em um brinquedo quando foi tocada de forma inadequada pelo funcionário. Ela relatou que subia a escada da atração Áqua Show, localizada na área infantil, quando ele passou por ela e fez o gesto de mão de uma nádega para a outra.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Andreza disse que ficou sem reação, fingiu estar tranquila para não assustar a filha e desceu rapidamente do toboágua. Ela estava com seus três filhos e uma babá no momento.
“Eu pensei que reagiria imediatamente, talvez gritando ou fazendo escândalo, mas fiquei chocada e travada, senti muito nojo”, contou Andreza Romero em seu vídeo.
Ela percebeu que o funcionário a observava de cima do brinquedo mesmo após o ocorrido, confirmando que não foi um acidente.
A vereadora registrou um boletim de ocorrência por importunação sexual e procurou a direção do Beach Park, que afirmou tê-la apoiado e afastado o funcionário.
Andreza expressou preocupação sobre a segurança das crianças no local, indicando que se isso aconteceu com uma adulta, a situação poderia ser ainda mais grave para uma criança.
O Beach Park emitiu uma nota confirmando o afastamento do funcionário e ressaltando que todos os colaboradores recebem treinamentos para evitar comportamentos inadequados.
Autoridades locais, incluindo o prefeito, a Câmara Municipal do Recife e o PSB manifestaram apoio à vereadora, classificando o caso como revoltante.
Como denunciar violência sexual
Vítimas de violência sexual têm direito a atendimento médico e psicológico no sistema público sem a necessidade de boletim de ocorrência, mas para o exame de corpo de delito é necessária a presença do boletim. Esse exame pode fornecer provas importantes para processos judiciais e deve ser feito o mais rápido possível.
Em casos de violência sexuais flagrantes, a denúncia deve ser feita pelo telefone 190, da Polícia Militar. O serviço Ligue 180 recebe denúncias de violência doméstica, orienta e encaminha o melhor serviço de apoio. Também é possível contato via WhatsApp no número (61) 99656-5008.
Vítimas de estupro podem buscar atendimento em hospitais com serviço de ginecologia e obstetrícia para prevenir infecções, receber acompanhamento psicológico e interromper legalmente a gestação. Contudo, nem todos os hospitais oferecem esse atendimento.
