A Vale anunciou uma atualização sobre seus planos de investimento para os projetos de extração de cobre na região de Carajás. Entre 2026 e 2030, a empresa pretende aplicar um total de US$ 3,5 bilhões.
O investimento será distribuído da seguinte forma: US$ 300 milhões em 2026, US$ 400 milhões em 2027, US$ 800 milhões em 2028, US$ 900 milhões em 2029 e US$ 1,1 bilhão em 2030. Esses recursos abrangem o desenvolvimento de novos projetos e a continuidade do projeto Bacaba, que já está em andamento.
Fluxo de caixa livre
A Vale projeta que o fluxo de caixa livre da divisão Base Metals pode alcançar cerca de US$ 1,1 bilhão em 2026, considerando os preços previstos para o cobre, que devem variar entre US$ 12.738 e US$ 12.870 por tonelada, e para o níquel, entre US$ 17.133 e US$ 17.691 no mesmo ano.
Além disso, a empresa estima que o fluxo de caixa livre para os acionistas (FCFE) fique entre US$ 4,6 bilhões e US$ 5,7 bilhões em 2026, o que representa um retorno de aproximadamente 7% a 8,5%.
Essas projeções consideram um Ebitda proforma estimado em US$ 17,5 bilhões, um investimento em capex entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões, além de despesas financeiras líquidas e impostos na faixa de US$ 2,1 bilhões a US$ 2,5 bilhões.
Também estão inclusas despesas de cerca de US$ 700 milhões ligadas a questões ambientais em Brumadinho e reparações de barragens, valores entre US$ 900 milhões e US$ 1,1 bilhão relacionados a negócios em conjunto, e outros desembolsos entre US$ 2,7 bilhões e US$ 2,9 bilhões, tais como pagamentos de juros sobre debêntures, contratos ferroviários e operações de streaming.
Os cálculos de retorno usam como referência o valor de mercado da empresa em 19 de fevereiro de 2026.
As demais estimativas financeiras permanecem conforme informado anteriormente.

