Pular para o conteúdo
Dólar R$ 5,08 ▼ 0,57% Euro R$ 5,87 ▼ 0,00% Libra R$ 6,84 ▼ 0,18% Bitcoin R$ 333.134 ▲ 0,34%
Brasil

Brasil mostra avanços em políticas sustentáveis para pesca

Divulgação MPA

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) está participando da Segunda Sessão do Subcomitê de Ordenamento Pesqueiro do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que ocorre em Reykjavik, na Islândia, entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2026.

O encontro tem como foco a sustentabilidade e a gestão da pesca no mundo. Na ocasião, a delegação brasileira compartilhou suas práticas para conservar e usar de forma responsável os recursos pesqueiros, destacando políticas fundamentadas em estudos científicos, com envolvimento da comunidade e fortalecimento das instituições.

O Brasil apresentou sua experiência na administração de pescarias com várias espécies, comuns na pesca artesanal do país, ressaltando a revisão dos sistemas de licenciamento, a adoção de planos para recuperação das espécies e a gestão participativa. Foi destacado também o valor de unir conhecimento científico e saberes tradicionais, e a necessidade de cuidar da pesca considerando todo o ecossistema e o território.

Entre as ações apresentadas, foram mencionadas a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura, o fortalecimento da Rede Pesca Brasil, avanços no monitoramento e a elaboração do primeiro Plano Nacional da Pesca Artesanal. No que diz respeito ao controle da frota pesqueira, o país exibiu progresso no registro, acompanhamento e rastreamento das embarcações, por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), da Plataforma PesqBrasil e do Programa Nacional de Rastreamento por Satélite (PREPS). Essas iniciativas buscam aumentar a transparência e garantir a sustentabilidade econômica, social e ambiental da atividade.

Publicidade

Cristiano Ramalho, secretário Nacional da Pesca Artesanal, enfatizou a importância das questões sociais na gestão da pesca, com políticas que valorizem territórios tradicionais, incluam mulheres e jovens, e promovam segurança alimentar e justiça socioambiental. “Apresentamos o Programa Povos da Pesca Artesanal e o Plano Nacional da Pesca Artesanal, que são fundamentais para as políticas públicas da pesca. O país destacou que uma gestão eficiente depende da participação das comunidades, do reconhecimento cultural e do fortalecimento das formas de vida das populações pesqueiras, contribuindo para sistemas alimentares mais fortes e sustentáveis”, afirmou o secretário.

Nos próximos dias, a equipe do MPA seguirá participando de debates e construindo propostas com outros países, organizações e entidades para garantir a sustentabilidade econômica, social, cultural e ambiental da pesca no Brasil e no mundo.

A delegação brasileira é liderada por Cristiano Ramalho, secretário Nacional da Pesca Artesanal (SNPA), e conta com o diretor Cristiano Quaresma, do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento da SNPA, além de Tamires Bride, representante do Departamento de Pesca Industrial, Amadora e Esportiva da Secretaria Nacional de Pesca Industrial (SNPI).

Boletim Imprensa Pública

Comece o dia bem informado

O essencial do DF, do Entorno e do Brasil, de graça, no seu e-mail.