Manter a vacinação atualizada é fundamental para proteger seu pet contra doenças sérias, muitas delas transmissíveis entre animais e até para humanos. Cães, gatos, coelhos e furões possuem necessidades específicas, e o acompanhamento de um veterinário é essencial para definir o calendário de vacinação ideal para cada um.
Segundo a médica veterinária Priscila González, da Clinipet, as vacinas são classificadas em essenciais (obrigatórias) e não essenciais (opcionais), conforme o risco de exposição e gravidade das doenças. “Para cães, as principais são as vacinas V10 ou V8, que protegem contra doenças como cinomose e parvovirose, além da antirrábica, que é exigida por lei em todo o país”, explica.
Outras vacinas indicadas para cães incluem a vacina contra gripe canina, especialmente para aqueles que frequentam locais com aglomeração de animais, e a vacina para giardíase, recomendada em áreas com maior risco. Para gatos, as vacinas V3, V4 ou V5 protegem contra panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose e clamidiose, e a antirrábica também é obrigatória. Para felinos que circulam nas ruas ou convivem com outros gatos, é recomendada ainda a vacina contra leucemia felina (FeLV), destaca a veterinária.
Quanto aos pets menos comuns, coelhos e furões também precisam de atenção especial. No Brasil, não existem vacinas oficiais para coelhos domésticos, mas em outros países aplicam-se vacinas contra mixomatose e doença hemorrágica viral. A recomendação nacional é focar na prevenção: manter o ambiente limpo, livre de mosquitos e evitar contato com animais selvagens.
Para furões, a cinomose é uma ameaça significativa. “Eles podem ser vacinados contra cinomose e raiva, mas por serem animais muito sensíveis, o acompanhamento veterinário é indispensável”, reforça Priscila González.
Calendário básico de vacinação para pets
- Cães: Vacinas V8 ou V10, antirrábica (obrigatória), gripe canina (opcional), giárdia (em áreas de risco). Início entre 6 e 8 semanas, com reforços a cada 3–4 semanas até 16 semanas, depois anual.
- Gatos: Vacinas V3, V4 ou V5, antirrábica (obrigatória), leucemia felina (recomendada para gatos que saem à rua). Início entre 8 e 9 semanas, com reforços até 16 semanas, depois anual.
- Coelhos: Sem vacinas oficiais no Brasil. Cuidados focados em higiene, controle de insetos e ambiente seguro.
- Furões: Vacinas contra cinomose canina e antirrábica. Início a partir de 8 semanas, conforme orientação veterinária.
Por que não atrasar a vacinação?
Deixar de vacinar seu pet coloca em risco sua saúde, podendo causar doenças graves, algumas fatais, além de gerar altos custos de tratamento. Também aumenta o risco de transmissão de doenças entre animais e para humanos. Animais filhotes, idosos ou com sistema imunológico comprometido são especialmente vulneráveis, alerta a veterinária.
O protocolo de vacinação começa geralmente entre seis e oito semanas de vida, com reforços nos primeiros meses e manutenção anual, sempre avaliando cada caso individualmente pelo veterinário.
Manter o calendário de vacinação protegido é importante para a saúde pública, ajudando a evitar surtos infecciosos e protegendo toda a comunidade.
Em caso de dúvidas, consulte sempre um profissional veterinário. A prevenção é a melhor forma de garantir uma vida longa, saudável e feliz para seu pet.
