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quinta-feira, 05/02/2026

Usina do P Sul marca 40 anos como modelo em compostagem de lixo orgânico

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A Usina de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) do P Sul, administrada pelo Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU), está completando 40 anos de funcionamento nesta quinta-feira (5). Desde sua inauguração em 1986, a usina se tornou um exemplo nacional na produção de composto orgânico a partir do lixo urbano, ajudando a diminuir o volume de lixo que vai para aterros, fortalecendo a agricultura familiar e gerando emprego e renda.

Nos últimos dez anos, as UTMBs do P Sul e da Asa Sul processaram mais de 2,7 milhões de toneladas de resíduos da coleta regular, o que equivale a cerca de 40% do lixo doméstico recolhido no Distrito Federal. Esses materiais foram separados, os recicláveis foram destinados para reaproveitamento e a parte orgânica foi tratada, evitando que uma grande parte fosse enviada diretamente para o Aterro Sanitário de Brasília (ASB).

Entre 2015 e 2025, as usinas produziram mais de 720 mil toneladas de composto orgânico cru, que depois de maturado, vira um produto pronto para o uso no campo. Dessas, mais de 185 mil toneladas foram doadas, principalmente para a agricultura familiar do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride).

Esse volume de composto ajudou a prolongar quase um ano de vida útil do ASB, que recebe em média 750 mil toneladas de lixo por ano desde sua abertura em 2017.

A UTMB do P Sul, que fica em Ceilândia, recebe resíduos da coleta convencional de Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Pôr do Sol e Sol Nascente, além do composto cru da Asa Sul para ser maturado. Os materiais recicláveis são organizados por cooperativas de catadores, enquanto o material orgânico é transformado em composto em cerca de 100 dias.

Para o presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, essa data simboliza um legado ambiental real. “A Usina do P Sul representa, há quarenta anos, um modelo de gestão de resíduos que combina responsabilidade ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico. Cada tonelada de composto produzida significa menos impacto no meio ambiente e mais apoio para a agricultura familiar, fortalecendo a segurança alimentar e melhorando a vida das pessoas”, afirma.

A usina também promove benefícios sociais ao formalizar o trabalho dos catadores por meio de cooperativas, criando oportunidades de renda e apoiando os produtores rurais.

Em março do ano passado, o SLU recebeu o Prêmio Arapoti na categoria Excelência no Setor Público, reconhecendo o Distrito Federal como destaque em compostagem de resíduos. Conhecido como o “Oscar da Sustentabilidade”, o prêmio destacou pela primeira vez um órgão público, valorizando o modelo que transforma resíduos em insumo agrícola, reduz a emissão de gases de efeito estufa e evita o depósito de grandes quantidades de lixo em aterros.

Com 40 anos de operação, as UTMBs do P Sul e da Asa Sul consolidam o Distrito Federal como um dos principais centros de compostagem do país, mostrando a eficiência da gestão integrada de resíduos.

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