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quarta-feira, 04/02/2026

Unidas quatro frentes para criar Coalizão dos Biocombustíveis

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Arnaldo Jardim afirmou que o Brasil tem potencial para se tornar líder mundial no setor de biocombustíveis. Quatro frentes parlamentares – Agropecuária, Biodiesel, Etanol e Economia Verde – se uniram para lançar a Coalizão dos Biocombustíveis, em evento realizado na Câmara dos Deputados.

O grupo será liderado pelo presidente da Comissão Especial sobre Transição Energética, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que destacou a importância da parceria entre setores políticos e econômicos para agilizar a regulamentação e implementação de leis que estimulam o setor, como as Leis dos Biocombustíveis (Lei 13.576/17), do Hidrogênio Verde (Lei 14.948/24) e dos Combustíveis do Futuro (Lei 14.993/24).

“Nossa atuação conjunta é essencial para alinhar esforços rumo a um futuro menos dependente de combustíveis fósseis, valorizando os biocombustíveis, que geram empregos e renda, posicionando o Brasil como líder mundial”, comentou Arnaldo Jardim.

Ele mencionou ainda que países como Índia, Indonésia e Estados Unidos acompanham os passos do Brasil em ampliar o uso e a produção desses combustíveis sustentáveis.

Sergio Souza (MDB-PR), ex-presidente e atual dirigente da Frente Parlamentar da Agropecuária, destacou o apoio do setor agropecuário:

“A Coalizão dos Biocombustíveis é fundamental para o Brasil assumir liderança e contribuir para a transição energética global”.

Em relação ao mercado internacional, a coalizão planeja atuar globalmente para promover a venda da matéria-prima e seus derivados, sensibilizando embaixadores sobre a relevância econômica do setor. Sergio Souza complementou que Arnaldo Jardim trabalhará junto a diversos parlamentos internacionais para esclarecer informações, especialmente no que tange aos benefícios ambientais.

Sobre a redução das emissões de CO2, foi explicado que o biodiesel diminui em mais de 80% os gases de efeito estufa. A produção acumulada de biodiesel dos últimos 20 anos ultrapassou 80 bilhões de litros, o que corresponde a uma redução próxima a 300 milhões de toneladas de CO2.

Projeta-se que, ao aumentar o percentual de biodiesel para 25% na mistura com o diesel até 2035, a redução de emissões pode superar 500 milhões de toneladas de CO2.

A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), relatora da proposta que originou a Lei do Programa de Aceleração da Transição Energética (Lei 15.103/25), ressaltou o papel do Congresso Nacional:

“Os vários projetos dessa pauta ambiental colaboram para unificar esforços visando promover e expandir o consumo dos nossos biocombustíveis”.

O conselho que administra a Coalizão dos Biocombustíveis é constituído pelos líderes das frentes parlamentares envolvidas.

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