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Um quarto dos jovens americanos acha que o Holocausto é um mito

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A pesquisa sobre o conhecimento dos americanos acerca do Holocausto é da organização judia Claims Conference, que entrevistou jovens entre 18 e 39 anos

Museu sobre o Holocausto em Israel: mais de 6 milhões de judeus foram mortos (Uriel Sinai/Getty Images)

Uma nova pesquisa mostra que parte significativa dos jovens nos Estados Unidos nega o Holocausto, tragédia que matou mais de 6 milhões de judeus na Europa antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

Um em cada dez americanos acredita que o Holocausto não aconteceu. Quase um em cada quatro (23%) acredita que a tragédia é um mito ou que o número de judeus mortos foi superestimado.

Ao todo, 12% dos entrevistados disseram ainda que nunca ouviram falar da palavra Holocausto.

A pesquisa é da Claims Conference, uma organização pela luta dos judeus, que entrevistou jovens entre 18 e 39 anos com o intuito de chegar às gerações Z e millennial.

Foram ouvidos 200 jovens em cada um dos 50 estados americanos, por telefone e online. A organização afirma que os entrevistados foram uma amostra representativa da participação demográfica dos jovens de cada estado.

Levado a cabo pelo governo nazista de Adolf Hitler na Alemanha e em países vizinhos, o Holocausto é considerado um dos maiores extermínios da história. Em 1945, momentos finais da Segunda Guerra Mundial, dois em cada três judeus vivendo na Europa haviam sido mortos pelos nazistas — muitos foram assassinados publicamente pelas ruas ou no anonimato de seus esconderijos, enquanto milhares padeceram nos campos de concentração espalhados pelo continente.

Na pesquisa com os jovens americanos, mesmo entre os que sabem sobre o Holocausto, há pouco conhecimento da dimensão da tragédia. Quase dois terços (63%) não sabia que 6 milhões de judeus foram mortos, e parte acreditava que o número de mortes era menor do que 2 milhões.

Ao todo, 48% não conseguiu nomear um campo de concentração que tenha existido no período. Foram mais de 40.000 campos de concentração.

Quando lhes foi apresentado o nome de algum dos campos diretamente, só 56% conseguiu identificar o campo de Auschwitz, talvez o campo de concentração mais famoso da tragédia humanitária.

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Síria critica declarações de Trump sobre planos para matar Assad

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Trump disse que havia considerado a possibilidade em 2017, mas seu secretário de Defesa na época, o general Jim Mattis, se opôs à operação

(crédito: Brendan Smialowski / AFP)

A Síria chamou nesta quarta-feira os Estados Unidos de um Estado “bandido e fora da lei” após declarações do presidente Donald Trump, que disse que em 2017 havia contemplado a “eliminação” do presidente sírio Bashar al-Assad.

Trump disse que havia considerado essa possibilidade, mas que seu secretário de Defesa na época, o general Jim Mattis, se opôs à operação.

“As declarações do chefe do governo dos Estados Unidos (…) mostram claramente o nível (…) de práticas políticas erráticas” dos Estados Unidos, afirmou o ministério das Relações Exteriores, citado pela agência de notícias estatal Sana.

“As confissões de Trump confirmam que o governo americano é um Estado bandido e fora da lei, que pratica os mesmos métodos que as organizações terroristas, com assassinatos e liquidações”, acrescentou o ministério.

Trump disse à rede de televisão Fox News que “preferia eliminar” Assad e que “pediu que o ato fosse planejado”, após um ataque químico em abril de 2017, atribuído ao regime sírio.

“Eu teria preferido eliminá-lo. Tinha tudo pronto”, disse Trump. “Mattis não queria fazer isso. Mattis era um general muito superestimado, e eu o deixei ir”.

Em setembro de 2018, o presidente dos Estados Unidos havia afirmado o contrário, que nunca tinha discutido com o chefe do Pentágono o possível assassinato de Assad.

A Síria vive uma guerra civil devastadora que deixou centenas de milhares de mortos, e o regime de Assad é acusado de uma série de crimes, incluindo tortura, execuções sumárias, estupro e uso de armas químicas.

 

 

 

 

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Barbados planeja remover rainha Elizabeth II do posto de chefe de Estado

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Ex-colônia britânica que conquistou a independência em 1966, Barbados manteve um vínculo formal com a monarquia britânica

Elizabeth II: atualmente, o governador-geral de Barbados é nomeado pela rainha sob recomendação do primeiro-ministro da ilha (Aaron Chown/Pool via/Reuters)

Barbados quer destituir a rainha Elizabeth 2ª do cargo de chefe de Estado e se tornar uma República, afirmou o governo da nação caribenha, reavivando um plano discutido várias vezes no passado.

Uma ex-colônia britânica que conquistou a independência em 1966, Barbados manteve um vínculo formal com a monarquia britânica, assim como alguns outros países que já fizeram parte do Império Britânico.

“Chegou a hora de deixarmos totalmente nosso passado colonial para trás”, disse a governadora-geral de Barbados, Sandra Mason, fazendo um discurso em nome da primeira-ministra do país, Mia Mottley.

“Os barbadianos querem um chefe de Estado barbadense. Esta é a declaração final de confiança em quem somos e no que somos capazes de alcançar. Portanto, Barbados dará o próximo passo lógico em direção à soberania plena e se tornará uma República quando celebrarmos nosso 55º aniversário da independência.”

Esse aniversário acontecerá em novembro do próximo ano.

O Palácio de Buckingham informou que o caso era assunto do povo de Barbados. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido reiterou que a decisão caberia a Barbados.

“Barbados e o Reino Unido estão conectados em nossa história, cultura, idioma compartilhados e muito mais. Temos uma parceria duradoura e continuaremos a trabalhar com eles, juntamente com todos os nossos valiosos parceiros caribenhos”, disse uma porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

Atualmente, o governador-geral de Barbados é nomeado pela rainha sob recomendação do primeiro-ministro da ilha. O governador-geral representa a rainha em eventos formais, como a abertura do Parlamento estadual, que foi a ocasião em que Mason fez o discurso na terça-feira.

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Força de segurança de Maduro faz execuções e tortura na Venezuela, diz ONU

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Maioria das execuções ilegais cometidas por agentes estatais não foi alvo de processos no país, onde o Estado de Direito entrou em colapso diz relatório

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Manaure Quintero/Reuters)

As forças de segurança da Venezuela e grupos aliados cometeram violações de direitos humanos sistemáticas, incluindo execuções e tortura, que equivalem a crimes contra a humanidade, disseram investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira.

Existem motivos razoáveis para acreditar que o presidente Nicolás Maduro e seus ministros do Interior e da Defesa ordenaram ou contribuíram para os crimes documentados no relatório para silenciar a oposição, disseram.

A maioria das execuções ilegais cometidas por agentes estatais não foi alvo de processos na Venezuela, onde o Estado de Direito e as instituições democráticas entraram em colapso, acrescentaram os investigadores da ONU.

A missão de averiguação de fatos da ONU disse que outras jurisdições nacionais e o Tribunal Penal Internacional (TPI), que iniciou um exame preliminar sobre a Venezuela em 2018, deveriam estudar a abertura de processos e que compartilhará sua base de dados, que contém os nomes de autoridades identificadas pelas vítimas.

“A missão encontrou motivos razoáveis para acreditar que, desde 2014, as autoridades e as forças de segurança venezuelanas planejaram e executaram violações de direitos humanos graves, algumas das quais — incluindo execuções arbitrárias e o uso sistemático da tortura — equivalem a crimes contra a humanidade”, disse a presidente do painel, Marta Valinas, em um comunicado.

O governo de esquerda de Maduro não respondeu de imediato ao relatório, que se baseou em mais de 270 entrevistas com vítimas, testemunhas, ex-autoridades e advogados, além de documentos confidenciais.

“Longe de serem atos isolados, estes crimes foram coordenados e cometidos de acordo com políticas de Estado, com o conhecimento ou apoio direto de oficiais de comando e autoridades de governo de alto escalão”, disse Valinas.

A missão descobriu que oficiais dos militares, da polícia e da inteligência cometeram execuções extrajudiciais, entre elas a do ex-chefe do Serviço Nacional de Inteligência, general Christopher Figuera.

O painel disse haver motivos razoáveis para crer que o serviço de inteligência falsificou ou plantou provas em vítimas e que seus agentes torturaram detidos. Um deles foi o parlamentar de oposição Fernando Albán, que o governo disse ter cometido suicídio em 2018, mas cujo partido disse que ele foi assassinado.

Criado pelo Conselho de Direitos Humanos para investigar violações a partir de 2014, o painel não teve acesso à Venezuela.

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Navalny comemora poder respirar sem aparelhos e prevê retorno à Rússia

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Uma foto do opositor russo sem os aparelhos respiratórios foi postada no Instagram nesta terça-feira (15/9)

O líder da oposição russa Alexei Navalny posa para uma foto de selfie com sua família no hospital Charite de Berlim. – (crédito: Handout / Instagram account @navalny / AFP)

O líder da oposição russa Alexei Navalny afirmou nesta terça-feira (15/9) que consegue respirar sem a ajuda de aparelhos, em suas primeiras declarações após ter sido envenenado em agosto na Sibéria, enquanto sua porta-voz apontou que ele retornará para a Rússia quando estiver recuperado.

“Olá, este é Navalny”, afirmou o opositor em um post no Instagram, no qual aparece com a esposa, sentado em sua cama no hospital de Berlim onde está internado.

Ontem eu consegui respirar sozinho o dia todo”, completou em sua primeira publicação na rede social após o envenenamento com uma substância neurotóxica, de acordo com os médicos alemães.

“Gostei muito, é um procedimento surpreendente, subestimado por muitos. Eu recomendo”, brincou, antes de afirmar que sente falta dos seguidores, uma semana depois de ter saído do coma induzido.

O principal opositor do Kremlin poderá, em breve, abandonar por completo a “respiração artificial”, anunciou o hospital Charité de Berlim.

Segundo a equipe de Navalny, de 44 anos, ele foi vítima de um envenenamento em 20 de agosto passado, na Sibéria.

Um laboratório alemão concluiu em 3 de setembro que Navalny foi envenenado com um agente neurotóxico do tipo Novichok, concebido com fins militares na época soviética. Moscou nega que o opositor tenha sido envenenado.

Laboratórios da França e da Suécia confirmaram, na segunda-feira, as conclusões da Alemanha.

Retorno à Rússia

Questionada pela AFP sobre o retorno do opositor à Rússia uma vez recuperado, sua porta-voz respondeu que “nunca houve qualquer dúvida” a este respeito.

“Eu entendo por que fazem essa pergunta, mas acho estranho pensar” que ele pode se exilar, comentou no Twitter.

Vários opositores, ou críticos do Kremlin, foram envenenados nos últimos anos, e outros, assassinados por outros meios. Em todas as ocorrências, a Rússia rejeitou as acusações contra ela.

O Novichok já havia sido usado contra o ex-agente duplo russo Serguei Skripal e sua filha Yulia, em 2018, na Inglaterra. Para Londres, o GRU, a Inteligência militar russa, é o principal suspeito.

Segundo seus partidários, Navalny foi envenenado ao final de uma viagem de campanha eleitoral para as eleições locais de 13 de setembro.

Excluído do cenário político e midiático nacional, o opositor conta com um grande público nas redes sociais, em particular graças às suas investigações dirigidas à comitiva de Vladimir Putin.

“Nada de Novichok” na Rússia

Moscou se recusa a abrir uma investigação sobre o caso, porque os médicos russos afirmaram não ter identificado qualquer substância tóxica no corpo de Navalny quando ele foi hospitalizado na Sibéria.

A Rússia questiona a confiabilidade das análises alemãs, vendo-as como um pretexto para a União Europeia ameaçá-la com novas sanções. Também afirma não ter estoques de Novichok.

Esses estoques “foram destruídos de acordo com o protocolo e os regulamentos da Organização para a Proibição de Armas Químicas” (OPAQ), disse o chefe da Inteligência externa, Serguei Naryshkin, segundo agências de notícias russas.

Ele disse ter “muitas perguntas para a parte alemã”, porque, “quando Alexei Navalny deixou o território russo, não havia qualquer substância tóxica no seu corpo”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, também expressou sua “incompreensão”, porque Moscou não recebeu os dados sobre a saúde do opositor solicitados a Berlim.

O Ministério Público alemão explicou que esses documentos poderiam ser transmitidos somente com o consentimento de Alexei Navalny.

Sobre o estado de saúde do paciente, Peskov, que nunca mencionou o nome do adversário, disse, segundo agências russas, que “todos” ficariam “felizes”, se ele se recuperasse.

A primeira mensagem de Navalny chega um dia depois de uma vitória eleitoral simbólica em Tomsk, onde dois de seus apoiadores entraram na Câmara Municipal, pela primeira vez. Outros foram eleitos na terceira cidade do país, Novosibirsk, também na Sibéria.

 

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Colômbia e EUA realizarão exercícios militares em conjunto contra o narcotráfico

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As autoridades culpam as escalada da violências aos grupos que financiam a produção de cocaína e exportam da Colômbia para os Estados Unidos e a Europa

(crédito: Raul ARBOLEDA / AFP)

Colômbia e Estados Unidos realizarão exercícios militares aéreos e marítimos contra o narcotráfico entre 18 e 21 de setembro no Caribe, informou nesta terça-feira (15/9) a Força Aérea Colombiana (FAC).

O Comando Sul dos Estados Unidos participou no planejamento das manobras que, entre outros objetivos, buscam fortalecer a “neutralização das atividades ilícitas a serviço do crime de narcotráfico internacional”, disse a FAC em um comunicado.

Os exercícios, que foram realizados na área marítima de Coveñas (norte), se juntaram aos trabalhos de “assessoria e treinamento” que uma brigada norte-americana realiza em território colombiano.

Composta por 53 efetivos, o grupo interrompeu suas atividades no começo de julho por uma falha judicial que amparou a reclamação da oposição no Congresso, sob a alegação de que faltava uma autorização do parlamento para o “trânsito de tropas estrangeiras”.

Porém, o governo decidiu retomar as ações da brigada em 20 de julho, por considerar ser óbvio a cooperação dos norte-americanos, apoiando os colombianos na luta contra o narcotráfico.

A forte cooperação entre ambos os países será referendada durante a próxima visita de Mike Pompeo, chefe da diplomacia dos EUA, à Colômbia, durante uma viagem regional que terá início na quarta-feira.

O governo colombiano planeja reforçar sua luta antinarcóticos diante do aumento da violência em alguns pontos do país, onde 218 pessoas já morreram em 55 massacres registrados até agora nesse ano, de acordo com o observatório independente de violência Indepaz.

Desde 11 de agosto, 64 pessoas foram mortas em 15 ataques.

As autoridades culpam as escalada da violências aos grupos que financiam a produção de cocaína e exportam da Colômbia para os Estados Unidos e a Europa.

A Colômbia, por outro lado, acompanha os Estados Unidos em sua ofensiva diplomática e comercial para forçar uma mudança de governo na Venezuela.

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Confiança em vacinas melhora na Europa, mas segue baixa, diz estudo

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Estudo indica em quais países a desconfiança envolvendo as vacinas aumentou nos últimos anos para tentar reverter a situação e salvar vidas

Os pesquisadores compilaram cerca de 300 pesquisas nacionais realizadas em todo o mundo entre 2015 e 2019 (Images By Tang Ming Tung/Getty Images)

A confiança na vacinação segue baixa na Europa, mas tende a aumentar levemente, estimam pesquisadores, que destacaram a importância deste tipo de estudo antes de uma vacina contra o novo coronavírus.

“Com as doenças emergentes, como a Covid-19, é vital acompanhar regularmente a opinião pública, para identificar rapidamente os países e grupos em que a confiança diminui”, comentou a principal autora do estudo, Heidi Larson, da London School of Hygiene & Tropical Medicine.

Isto permitirá determinar “onde se deve agir para restabelecer a confiança, para que tantas pessoas quanto for possível possam se beneficiar das novas vacinas, que salvarão vidas”, assinalou Heidi, citada em comunicado da revista médica “The Lancet”, que publicará os resultados amanhã.

Os pesquisadores compilaram cerca de 300 pesquisas nacionais realizadas em todo o mundo entre 2015 e 2019 e as completaram com novos elementos e modelos de informática. No total, o estudo reúne respostas de cerca de 300 mil adultos sobre “a importância, segurança e eficácia das vacinas”.Na Europa, “a confiança na segurança das vacinas aumenta em países como Finlândia, França, Itália, Irlanda e Reino Unido”, assinalaram os autores.

Na França, onde a desconfiança era muito alta nos últimos anos, 30% das pessoas entrevistadas em dezembro de 2019 acreditavam que as vacinas eram seguras, contra 22% em novembro de 2018.

No Reino Unido, a confiança na segurança das vacinas passou de 47% para 52% entre maio de 2018 e novembro de 2019. Uma tendência inversa se observa na Polônia, onde passou de 64% em novembro de 2018 para 53% em dezembro de 2019, o que ilustra “o impacto crescente de um movimento local contra as vacinas bastante organizado”.

O estudo cita seis países onde a desconfiança envolvendo as vacinas aumentou consideravelmente desde 2015: Afeganistão, Azerbaijão, Indonésia, Nigéria, Paquistão e Sérvia. Os pesquisadores veem estes números como “uma tendência preocupante ligada à instabilidade política e ao extremismo religioso”.

A professora Heidi Larson também destacou a “desinformação”: “Uma queda significativa na cobertura sobre as vacinas coincide com medos infundados envolvendo a segurança das mesmas, que semeiam dúvida e desconfiança.”

 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

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