As últimas tropas americanas vão deixar o Iraque nesta quarta-feira, 30 de setembro. Essa saída encerra mais de vinte anos de presença militar no país, que começou em 2003 e segue o acordo estabelecido em 2024 durante a presidência de Joe Biden.
As forças dos Estados Unidos haviam saído do Iraque em 2011, mas retornaram em 2014 para combater o grupo Estado Islâmico. A invasão dos EUA teve como objetivo inicial destruir armas de destruição em massa que não foram encontradas e derrubar o regime de Saddam Hussein. Este último foi capturado ainda em 2003 e executado em 2006 após ser acusado de crimes contra a humanidade.
A autorização para essa operação surgiu após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, reivindicados pela Al-Qaeda. Entre 2003 e 2011, estima-se que 461 mil pessoas morreram no Iraque devido a causas relacionadas à guerra.
Atualmente, o desafio do Iraque é desarmar as milícias que recebem apoio do Irã, principalmente as Forças de Mobilização Popular (PMF). O objetivo é que esses grupos entreguem suas armas ao Estado iraquiano, e em troca, seus membros podem ser incorporados às forças de segurança oficiais.
Em seu discurso recente na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, o primeiro-ministro Ali al-Zaidi afirmou que o governo está comprometido em garantir que o Estado detenha a decisão final sobre questões de paz e guerra, mantendo o controle das armas dentro das instituições legais.
Ali al-Zaidi também destacou que a cooperação com os Estados Unidos continuará, mas voltada para áreas econômicas e de desenvolvimento, deixando para trás a cooperação militar.
