O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, na Casa Branca na noite de quarta-feira (8/4). Após o encontro, Trump voltou a reclamar da falta de ajuda dos países aliados que fazem parte da aliança.
“A Otan não esteve presente quando precisávamos dela e provavelmente não estará se precisarmos novamente. Lembrem-se da Groenlândia, aquela grande região fria e mal cuidada!”, escreveu Trump em sua rede social.
Ao sair da reunião, o chefe da Otan afirmou que Trump demonstrou desapontamento com os aliados, mas também estava aberto a ouvir seus argumentos. A relação do presidente americano com os membros da Otan tem se desgastado desde que Trump sugeriu que os Estados Unidos deveriam possuir a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, que também integra a aliança militar.
A guerra com o Irã, que já dura 39 dias, intensificou as tensões entre os EUA e seus aliados. O fechamento do Estreito de Ormuz por forças iranianas – rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial – elevou o conflito. O governo dos EUA pediu apoio dos aliados para reabrir a passagem, mas não recebeu resposta.
Segundo o jornal The Wall Street Journal, Trump estuda punições para os países da Otan que não apoiem os EUA na guerra. A proposta inclui retirar tropas americanas de nações consideradas pouco colaborativas e deslocá-las para países que apoiaram a ofensiva no Oriente Médio, como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia.
Além disso, o plano prevê fechar pelo menos uma base militar dos EUA na Europa, com Espanha e Alemanha como possíveis locais. Ambos os países se posicionaram contra o conflito: a Espanha negou o uso do seu espaço aéreo para voos americanos e a Alemanha criticou a ação militar.

