O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assumiu uma postura diferente em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil quando comparada ao seu apoio a outros líderes de direita na América Latina. Durante a campanha, Trump evitou declarar um apoio claro ao senador brasileiro, ao contrário do que fez com outros nomes conservadores da região.
Apesar de questionar o resultado da eleição brasileira, sem apresentar provas, Trump se manteve neutro quanto à tentativa de Flávio Bolsonaro de se apresentar como presidente eleito. Desde as primeiras declarações sobre o pleito, o ex-presidente americano afirmou não ter tomado partido na disputa. Após a derrota de Flávio, ele voltou a insinuar fraude, classificando a eleição como ruim, mas ressaltou sua neutralidade.
Nos últimos dias, Trump também destacou que mantém uma boa relação com o atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que gosta do líder petista e que se dá bem com ele. O republicano disse que manteve uma postura neutra a pedido do próprio Lula.
O comportamento de Trump contrasta com seu histórico de apoio explícito a líderes conservadores na América Latina, como o argentino Javier Milei e o salvadorenho Nayib Bukele. Com eles, o ex-presidente americano demonstrou apoio público e interesse em fortalecer relações políticas e econômicas.
Durante a eleição brasileira, Trump não ofereceu respaldo público a Flávio Bolsonaro nem contestou oficialmente o resultado do pleito, que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva com 51,79% dos votos válidos. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos.
Após o pleito, Flávio deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos por meio de autorização temporária concedida pelo governo norte-americano. A logística contou com a ajuda do assessor de comunicação de Donald Trump, Jason Miller, que confirmou ter providenciado um jato particular para a viagem.
Em território americano, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta se autodeclarando presidente eleito do Brasil, mas Trump evitou validar essa afirmação e reafirmou que não se envolveria na questão. Fontes dos Estados Unidos indicam que o presidente americano não pretende reconhecer Flávio como líder legítimo do Brasil, embora uma mudança de posição não esteja totalmente descartada.

