O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar a integridade das eleições no Brasil durante um comício realizado no Texas nesta terça-feira (27/10). Ele afirmou que, apesar de os franceses serem conhecidos por fraudes eleitorais, o Brasil também tem apresentado problemas semelhantes.
Em seu discurso, Trump disse: “Sabe, durante anos eu não conseguia acreditar nisso, porque eles sabem trapacear tão bem que achei que não precisavam fazer isso. São os maiores trapaceiros eleitorais da história, embora o Brasil também esteja se saindo muito bem, não é? Você viu aquela situação? Não foi nada legal.” Ele acrescentou que não tomou partido, mas que a situação parecia injusta.
Essas declarações aconteceram um dia depois do presidente norte-americano questionar publicamente a legitimidade das eleições brasileiras, afirmando que o resultado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) “pareceu mais uma eleição fraudulenta”. Apesar das críticas, Trump mencionou que gosta de Lula e mantém uma boa relação com ele.
Antes do primeiro turno, Trump havia elogiado a eleição brasileira, chamando-a de importante e classificando a vitória de Flávio Bolsonaro como “grande vitória”, ainda prevendo disputa dura no segundo turno.
As acusações de fraude vêm em um momento delicado para Donald Trump, a poucos dias das eleições legislativas norte-americanas, as midterms, que ocorrerão em 3 de novembro. Ele declarou que respeitará os resultados, desde que as eleições sejam honestas.
No mesmo dia, o governo dos Estados Unidos confirmou a emissão de vistos para Flávio Bolsonaro e familiares, permitindo sua entrada no país. Isso ocorre em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que exigia a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal dentro de 24 horas. Como o prazo não foi cumprido, a Polícia Federal cancelou os documentos, mas Flávio Bolsonaro não era considerado foragido, já que não havia mandado de prisão contra ele.
Flávio Bolsonaro é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, fato que ele nega.


