Nossa rede

Mundo

Tribunal sul-coreano ordena que Kim Jong-un indenize dois ex-prisioneiros de guerra

Publicado

dia

Dois homens foram capturados durante a Guerra da Coreia de 1950-53, mas não foram repatriados após o fim do conflito. Decisão pode estabelecer um precedente legal de grande alcance na península.

Kim Jong Un em vídeo divulgado na quinta-feira (3). — Foto: KCNA via REUTERS

Um tribunal da Coreia do Sul ordenou ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, a pagar indenização a dois ex-prisioneiros de guerra que passaram décadas como trabalhadores forçados. A decisão pode estabelecer um precedente legal de grande alcance na península.

A decisão constitui a primeira vez que um tribunal da Coreia do Sul reclama jurisdição sobre a Coreia do Norte ou emite uma ordem de compensação contra seu líder, de acordo com um grupo de ativistas que respalda os dois demandantes.

Os dois homens, que tiveram apenas os sobrenomes divulgados (Han, 87 anos, e Ro, de 90), afirmam que foram capturados durante a Guerra da Coreia de 1950-53, mas não foram repatriados após o fim do conflito.

Eles afirmam que foram obrigados a trabalhar em minas de carvão e outras instalações durante décadas, até que escaparam do Norte através da fronteira com a China.

Ro voltou para a Coreia do Sul em 2000 e Han um ano depois. Ambos apresentaram a demanda em 2016, alegando que sofreram “danos mentais e físicos enormes” no Norte.

O Tribunal do Distrito Central de Seul ordenou à Coreia do Norte e a Kim o pagamento a cada ex-prisioneiro do equivalente a 17,5 mil dólares (R$ 94 mil), informou uma porta-voz do tribunal à AFP.

Após a decisão, os ativistas que apoiam os dois demandantes anunciaram que pretendem adotar medidas legais para confiscar os ativos da Coreia do Norte sob controle de Seul, com as tarifas de direitos autorais para a televisão estatal de Pyongyang.

Ao final dos combates, 170 mil norte-coreanos e chineses estavam nos campos de prisioneiros de guerra das forças da ONU lideradas pelos Estados Unidos, enquanto 100 mil soldados sul-coreanos e das Nações Unidas estavam no Norte, de acordo com dados do Monumento às Vítimas na Coreia.

Após o armistício, Pyongyang repatriou 8.343 sul-coreanos, de acordo com o governo de Seul.

Desde então, a Coreia do Sul apresentou a questão em várias oportunidades, mas o Norte sempre afirmou que nenhum ex-soldado do Sul estava retido contra sua vontade.

Ativistas, no entanto, afirmam que quase 80 prisioneiros de guerra sul-coreanos escaparam do Norte e retornaram ao Sul em 2000 e 2001.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Mundo

Como fez com Obama, Trump questiona nacionalidade de Kamala Harris

Publicado

dia

Como fez com Obama, Trump questiona nacionalidade de Kamala Harris

Kamala Harris: ex-procuradora foi escolhida como vice na chapa do democrata Joe Biden (Mike Blake/Reuters)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter ouvido que Kamala Harris, candidata a vice na chapa de seu rival democrata à Presidência Joe Biden, não é elegível para o cargo porque não cumpriria as exigências legais. Na prática, o presidente insinuou que ela não teria nascido nos Estados Unidos legalmente, uma alegação que já havia sido feita contra o presidente Barack Obama no passado.

Em uma entrevista coletiva na Casa Branca na quinta-feira, Trump foi questionado sobre alegações neste sentido. “Eu ouvi hoje que ela não cumpre os requisitos. E, por falar nisso, o advogado que escreveu aquele artigo é um advogado altamente qualificado, um advogado muito talentoso. Não tenho ideia se isso está correto”, disse Trump.

“Eu presumo que os democratas teriam verificado isso antes de ela ser escolhida como candidata a vice-presidente”, disse. “Mas isso é muito sério — você está dizendo —, eles estão dizendo que ela não se qualifica porque não nasceu neste país”, completou Trump.

O repórter respondeu que Kamala Harris nasceu nos Estados Unidos, mas que seus pais não eram residentes permanentes no momento do parto.

Trump aparentemente fez referência a um artigo do professor de direito John Eastman, da Universidade Chapman, publicado na revista Newsweek, que afirmou que Harris não seria elegível para o cargo porque não era uma “cidadã natural”, pois seus pais não eram cidadãos americanos naturalizados no momento de seu nascimento.

Kamala Harris é americana

Harris nasceu em Oakland, Califórnia, em 1964, filha de pai jamaicano e de mãe indiana. No passado, mesmo antes de ser presidente, Trump ajudou a promover a teoria de que Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, não havia nascido no país.

Mas Trump teve de admitir a contragosto no final de sua campanha eleitoral de 2016 que o então presidente nasceu de fato no país. De acordo com a Constituição, qualquer cidadão nascido no país e com mais de 35 anos pode disputar a vice-presidência.

Como vice de Joe Biden, Harris disputará contra Trump as eleições presidenciais em 3 de novembro. Neste momento, Biden está à frente nas pesquisas nos estados decisivos. No total absoluto de votos (que não decide a eleição no modelo americano), Biden está 7 pontos à frente: tem 53% das intenções de voto, ante 46% de Trump.

O especialista em direito constitucional Erwin Chemerinsky declarou ao canal CBS News que as alegações sobre a nacionalidade de Harris eram “um argumento muito bobo”.

Chemerinsky diz que, segundo a Constituição americana, “qualquer pessoa nascida nos Estados Unidos é um cidadão dos Estados Unidos. A Suprema Corte mantém isso desde os anos 1890. Kamala Harris nasceu nos Estados Unidos”, afirmou o reitor da Faculdade de Direito da Universidade de Berkeley em um e-mail enviado à CBS.

Laurence H. Tribe, professor de direito constitucional na Universidade Harvard, afirmou ao jornal The New York Times que as alegações contra Harris eram uma “teoria idiota”.

Ver mais

Mundo

Instituto alemão diz que vacina pode estar disponível logo

Publicado

dia

Por

Ele alertou, no entanto, que controle da pandemia ainda pode demorar

O principal instituto de doenças infecciosas da Alemanha informou nessa quarta-feira (12) que uma primeira vacina contra o coronavírus poderá estar disponível no outono do Hemisfério Norte, mas alertou que o controle da pandemia ainda pode demorar.

“As projeções preliminares fazem com que a disponibilidade de uma ou várias vacinas pareça possível até o outono de 2020”, afirmou o Instituto Robert Koch em comunicado em seu site, citando um esforço global para levar as imunizações ao mercado.

“Seria perigoso neste momento confiar que uma vacinação, a partir do outono de 2020, possa controlar a pandemia”, advertiu.

O impacto de qualquer vacina pode ser moderado devido a mutações virais ou à imunidade resultante de apenas um curto período, acrescentou o instituto.

Agência Brasil

 

 

Ver mais

Mundo

Com ajuda de Trump, Israel e Emirados Árabes fecham acordo de paz inédito

Publicado

dia

Por

A partir de agora, os dois países do Oriente Médio devem começar a assinar parcerias sobre investimentos, turismo, voos diretos, segurança, entre outros

Trump: O acordo foi selado em um telefonema entre Trump, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o xeque Mohammed Bin Zayed (Kevin Lamarque/Reuters)

 

 

Em comunicado, o embaixador dos Emirados Árabes Unidos nos Estados Unidos, Yousef Al Otaiba, avaliou que a assinatura é “uma vitória para a diplomacia e para a região” .

“Este histórico avanço diplomático avançará a paz na região do Oriente Médio e é um testemunho da ousada diplomacia e visão dos três líderes e da coragem dos Emirados Árabes Unidos e de Israel para traçar um novo caminho que desbloqueará o grande potencial no região “, afirmou o comunicado [leia na íntegra ao final].

As autoridades descreveram o acordo, que será conhecido por “Acordos de Abraham“, como o primeiro desse tipo desde que Israel e Jordânia assinaram um tratado de paz em 1994.

Ele também dá a Trump um sucesso relacionado à política externa enquanto tenta sua reeleição em 3 de novembro.

A partir de agora, Israel e Emirados Árabes Unidos devem começar a se reunir para assinar parcerias bilaterais sobre investimentos, turismo, voos diretos, segurança, telecomunicações e outros assuntos, disse o comunicado.

No final de 2018,  durante sua visita ao Brasil, o premiê Benjamim Netanyahu disse que Israel já estava investindo em encontros de aproximação com os países do Golfo Pérsico.

“Países como os Emirados Árabes, Omã e o Qatar se aproximaram de Israel nos últimos anos. A rivalidade com Israel já estava ficando para trás”, afirmou Netanyahu na ocasião, acrescentando que os países têm “todos a mesma origem, semita, e não faz sentido manter uma animosidade que começou há mais de 60 anos”.

Leia na íntegra o comunicado do acordo de paz selado entre Israel e Emirados Árabes Unidos:

Declaração do Embaixador Yousef Al Otaiba sobre normalizar totalmente as relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos:

O anúncio de hoje é um avanço significativo para a região e para a diplomacia, pois interrompe imediatamente a anexação e o potencial de escalada violenta; mantém a viabilidade de uma solução para os dois estados, endossada pela Liga Árabe e pela comunidade internacional; cria novas dinâmicas e possibilidades no processo de paz e reforça a estabilidade da Jordânia.

Trata-se de um avanço significativo nas relações árabe-israelenses, que reduz as tensões e cria uma nova energia para mudanças positivas em toda a região. Como duas das economias e sociedades mais dinâmicas do Oriente Médio, os laços mais próximos entre os Emirados Árabes Unidos e Israel irão acelerar o crescimento e a inovação, expandir as oportunidades para os jovens e quebrar preconceitos de longa data. Isso ajudará a mover a região além de um legado conturbado de hostilidade e conflito para um destino mais promissor de paz e prosperidade.

Os Emirados Árabes Unidos e Israel também se unirão aos Estados Unidos para estabelecer uma Agenda Estratégica para o Oriente Médio a fim de aprofundar a cooperação diplomática, comercial e de segurança junto e com outros países comprometidos com a paz e a não interferência. As iniciativas dos Emirados Árabes Unidos para encorajar o diálogo e o envolvimento regionais serão intensificadas.

As negociações para implementar a normalização começarão nas próximas semanas. Mais urgentemente, os Emirados Árabes Unidos e Israel irão expandir e intensificar nossa cooperação no combate ao coronavírus. Os planos de curto prazo também incluem discussões sobre acesso a vistos; ligações aéreas, de telecomunicações e de navegação; colaboração em saúde, água e segurança alimentar, mudança climática, tecnologia e energia; intercâmbios culturais e educacionais; visitas de nível ministerial; e uma troca recíproca de embaixadas.

Os Emirados Árabes Unidos continuarão a ser um forte apoiador do povo palestino – por sua dignidade, seus direitos e seu próprio Estado soberano. Eles também devem se beneficiar na normalização. Como fazemos há cinquenta anos, defenderemos vigorosamente esses fins, agora diretamente e reforçados com incentivos mais fortes, opções de política e ferramentas diplomáticas”.

Ver mais

Mundo

Alemanha pode ter vacina contra covid-19 em meses, diz ministro

Publicado

dia

Por

Testes clínicos estão adiantados; ministro da saúde alemão disse nesta quinta, 13, que imunização pode ser lançada nos próximos meses

Empresas de biotecnologia da Alemanha e Instituto Robert Koch (Getty Images/Getty Images)

Mesmo assim, o ministro da saúde da Alemanha, Jens Spahn, afirmou nesta quinta que a imunização está, de fato, prestes a ser chegar à fase final de testes clínicos. “Estou otimista de que nos próximos meses poderá haver uma vacina”, disse Spahn. Ele frisou, no entanto, que a população não deve se descuidar e abrir mão das medidas de proteção ao coronavírus.

O ministro também aproveitou para expressar sua desconfiança em relação à vacina desenvolvida na Rússia, a Sputnik 5. “Ainda há poucos dados sobre a metolodogia russa e não foram feitos testes amplos”, afirmou.

O grupo farmacêutico alemão BioNTech começou a testar uma vacina na China, no último dia 5, em parceria com a empresa chinesa Fosun. Cerca de 70 pacientes já receberam as primeiras doses. A imunização, chamada de BNT162b1, é uma das quatro vacinas contra a covid-19 que a BioNTech está desenvolvendo.

Outra candidata, a BNT162b2, também da BioNTech, alcançou a fase 3. Os testes estão sendo conduzidos pela BioNTech e a Pfizer. A BioNTech começou a trabalhar na formulação de imunizações para a covid-19 em janeiro, logo depois do aumento do número de casos na China. Cerca de 400 funcionários da empresa têm se dedicado às pesquisas.

A BiotNTech está desenvolvendo vacinas com base na utilização do RNA do vírus, que leva as células do corpo humano a produzir proteínas com capacidade de combater a covid-19. Outra empresa alemã de biotecnologia, a CureVac, vem investindo na mesma metodologias de imunização. A companhia recebeu investimentos da ordem de 80 milhões de euros da Comissão Europeia em abril. Ambas empresas são apoiadas pela Fundação Bill e Melinda Gates.

Outros laboratórios na Alemanha e o próprio Instituto Robert Koch vem trabalhando no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19. No mundo todo, já há mais de 20 milhões de casos registrados de coronavírus — Estados Unidos, Brasil e Índia lideram o ranking, com metade do número de casos. A Alemanha conseguiu diminuir a curva de crescimento da doença e hoje registra menos de 22.250 mil pessoas infectadas pelo vírus.

 

Ver mais

Mundo

Kamala é criticada pela esquerda democrata, mesmo com apoio de Bernie

Publicado

dia

Nesta terça-feira, o candidato Democrata Joe Biden anunciou que Kamala Harris seria sua candidata a vice-presidente

Kamala Harris: democrata é a primeira mulher negra na chapa presidencial de um grande partido político (Elijah Nouvelage/File Photo/Reuters)

Ver mais

Mundo

Mais ativa que nunca: a tropa de elite da KGB que barbariza a Europa

Publicado

dia

Forças especiais criadas na antiga União Soviética reprimem fortemente os protestos na Bielorrússia, com táticas de guerra e intimidamentos

Tropa de elite da Bielorrússia, herdada a antiga União Soviética: repressão, segredos e táticas de guerra (Reuters/Reuters)

Eles dificilmente mostram o rosto ou revelam a identidade. Em geral, saem à rua vestidos de preto, levando cartuchos de munição, facas e armamentos de precisão. Na Bielorrússia, ex-república soviética, o grupo tem reprimido fortemente os protestos contra o governo iniciados há três dias, depois das eleições que deram vitória (mais uma vez) ao presidente Alexander Lukashenko, no poder há 26 anos.

Fora da Rússia e das ex-repúblicas soviéticas, pouca gente ouviu falar nos spetsnaz (“forças de operações especiais”, em russo), a tropa de elite da KGB. Mas na Bielorrússia, onde o passado soviético ainda não morreu, os spetsnaz estão mais ativos que nunca.

As forças especiais, altamente treinadas para lidar com situações que vão desde sequestros a atos de terrorismo, têm perseguido e reprimido fortemente os manifestantes. “Ninguém sabe ao certo quantos são ou quem são”, diz o bielorrusso Dan Polevikov, que participa dos protestos. “Mas todos sabem o que são capazes de fazer”.

A força de elite foi criada na antiga União Soviética, onde estava subordinada à KGB, e atuou na guerra do Afeganistão (1979-1989). Os Alpha Spetsnaz, que ainda estão operantes na Bielorrússia, são a elite da tropa de elite soviética. O grupo foi despachado para Beirute, no Líbano, em 1985, quando quatro diplomatas russos foram sequestrados por um grupo xiita. Parentes dos sequestradores foram encontrados mortos em Beirute, com o corpo severamente machucado.

Os spetsnaz são treinados para mergulhar, saltar de paraquedas e invadir rapidamente prédios públicos e residências sem serem notados. Na Bielorrússia, eles são considerados responsáveis por ao menos parte das 6.000 prisões que aconteceram desde domingo – participar de protestos é um ato de coragem no país.

A União Europeia anunciou nesta quarta, 12, que convocou uma reunião emergencial dos ministros de relações exteriores dos países europeus para discutir a violenta repressão aos manifestantes e o resultado da eleição presidencial. O encontro deve acontecer nesta sexta, 14.

As pesquisas de boca de urna das eleições presidenciais davam vitória à ex-professora de inglês Svetlana Tikhanouskaya, de 36 anos, candidata da oposição. Essa semana, Svetlana fugiu para a Lituânia, onde já estavam seus três filhos.

“E eu sei que muitas pessoas vão me entender, muitas vão me julgar e muitas vão me odiar”, disse ela em um vídeo no YouTube depois de deixar a Bielorrússia, onde estaria sofrendo ameaças de morte. “Então, pessoal, tomem cuidado, por favor — nenhuma vida vale o que está acontecendo agora. As crianças são a coisa mais importante em nossas vidas.”

A população da Bielorrússia sabe bem o quanto Svetlana pode ter razão – a força de elite da antiga KGB está a postos, na rua, junto com a polícia,

Ver mais

Hoje é

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?