O Tribunal Superior da Inglaterra decidiu nesta segunda-feira que os advogados que representam as vítimas do rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, permanecerão no caso.
A decisão mantém o escritório Pogust Goodhead como os representantes legais das mais de 200 mil vítimas do desastre ocorrido em 2015.
Anteriormente, um comitê de clientes havia aprovado a troca do escritório Pogust pelo americano Bailey Glasser International, mas a corte rejeitou essa mudança.
O comitê, que é formado por representantes das vítimas, expressou insatisfação com a decisão e informou que analisará as próximas ações com o apoio dos novos advogados.
Há divergências entre o comitê e o escritório Pogust. Enquanto o comitê acredita ter o direito de escolher os representantes legais, o Pogust afirma que mantém contratos firmados com cada vítima individualmente.
O caso judicial está em andamento na Inglaterra e trata da responsabilização da BHP, que tinha metade da Samarco, pela tragédia que causou 19 mortes e deixou mais de 2.000 pessoas desabrigadas.
O processo busca indenização de 36 bilhões de libras, aproximadamente 251 bilhões de reais.
A BHP já foi considerada culpada e a próxima fase, que definirá o valor das indenizações, está prevista para começar em abril do próximo ano.
O comitê foi criado em 2022 para ajudar na comunicação entre as vítimas e o escritório de advocacia, mas conflitos surgiram após mudanças na equipe legal.
