BRUNA FANTTI
FOLHAPRESS
Três policiais militares foram detidos nesta terça-feira (7) sob suspeita de participação em um esquema que desviava armas e drogas apreendidas em operações oficiais para grupos criminosos no Rio de Janeiro. A prisão foi realizada por promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado), com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, e incluiu oito mandados de busca e apreensão.
Foram presos os sargentos Raphael Nascimento Ribeiro, do 14º BPM (Bangu), Ricardo da Silva Ferreira, do 41º BPM (Irajá), e Thiago Corrêa da Costa, que na época das investigações atuava na mesma unidade e hoje está no 18º BPM (Jacarepaguá). As buscas foram feitas em endereços ligados aos suspeitos e também nas unidades onde trabalhavam, com permissão judicial para revistas em armários individuais e no setor de inteligência.
A Promotoria e a Polícia Militar não informaram se os acusados já têm advogados e a reportagem não conseguiu localizar representantes.
Segundo nota oficial, a corporação informou que “os agentes serão levados para a Unidade Prisional da SEPM”. O comando da polícia reforçou que não aceita desvios de conduta ou crimes cometidos por seus integrantes, e que punirá severamente os envolvidos quando os fatos forem confirmados.
Durante a operação, foram apreendidos entorpecentes, munições, cerca de R$ 5 mil em dinheiro e um caderno com anotações. De acordo com a Promotoria, a investigação avançou após a análise de mensagens entre os policiais, que indicavam a negociação de materiais ilícitos desviados de apreensões oficiais.
O caso começou em uma investigação contra a milícia em Nilópolis, na Baixada Fluminense, quando um dos policiais passou a ser alvo de busca e apreensão. No celular dele, os investigadores encontraram conversas que mencionavam a venda de uma carga de aproximadamente 140 quilos de maconha.
