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Três em quatro empresas investirão em automação e inteligência artificial

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É possível saber como o consumidor navega pela loja, em qual prateleira ou corredor passou mais tempo e que itens abandonou no carrinho de compras virtual

Inteligência artificial: ntre os principais motivos para a aceleração desse uso estão a redução de custo e a expansão para novos segmentos de consumidores (Jose Luis Pelaez Inc/Getty Images)

A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia futurista para fazer cada vez mais parte do dia a dia das empresas. Uma vertente dessa tecnologia, a automação de processos, deve ganhar mais força agora que empresas buscam reduzir custos e aumentar a eficiência com a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus.

De acordo com uma pesquisa da consultoria Bain & Company, três a cada quatro executivos irão aumentar os investimentos em automação, principalmente aqueles vindos de inteligência artificial e machine learning. A automação é frequentemente associada a inovações mais distantes como carros autônomos, mas pode ser usada em operações mais simples, como analisar padrões de consumo e dados financeiros. Entre os principais motivos para a aceleração desse uso estão a redução de custo e a expansão para novos segmentos de consumidores.

Um dos motivos é que a tecnologia está mais acessível. Até então, a maior dificuldade era levantar uma boa base de dados em cima da qual a IA cria os relatórios e recomendações. Nos últimos anos, as empresas já realizaram o investimento necessário para levantar essa base de dados e identificar seus clientes. Há também mais fontes para conseguir essas informações. Se antes apenas uma seguradora tinha o histórico de uso de um cliente, como sinistros ou se os boletos foram pagos em dia, por exemplo, hoje esses dados estão mais acessíveis para diversas empresas.

Os funcionários que normalmente precisam fazer esses levantamentos manualmente ficam livres para dar contribuições maiores e dar soluções mais inteligentes. “As empresas terão um esforço maior de treinamento dos funcionários para habilitá-los para outras funções”, diz Lívia Moura, sócia da Bain & Company.

Entre os setores que mais devem apostar na automação são empresas financeiras e varejistas – 93% e 91% dos executivos disseram que irão acelerar as iniciativas de automação, respectivamente. Isso porque, segundo a executiva, esses são alguns dos setores que mais podem ganhar eficiência na adoção.

Quanto mais fragmentado o público de uma companhia, mais a inteligência artificial pode ajudar a oferecer os melhores produtos ou serviços. No varejo, a atuação do vendedor é muito importante ao direcionar a venda, mas pode ser mais efetiva ainda ao conhecer melhor o consumidor – ao entender o que ele pesquisou no site ou ao saber quais foram suas compras anteriores, por exemplo.

É também possível saber como ele navega pela loja, em qual prateleira ou corredor passou mais tempo e que itens abandonou no carrinho de compras virtual. “Se uma loja me oferece o que eu não quero, não vou voltar a procurá-la. Por isso a inteligência artificial pode ajudar a fidelizar o cliente”, diz Moura.

Já no setor financeiro a automação facilita a determinar os juros e taxas a serem cobrados de um cliente, assim como o melhor perfil de crédito ou investimento. “As jornadas digitais e físicas dos consumidores estão cada vez mais integradas. Assim, as empresas têm mais chance de conhecer e fidelizar o consumidor”, diz a executiva.

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Amazon aposta nos jogos, reformula estratégia e lança o Prime Gaming

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Serviço que dá direito ao download gratuito de jogos de computador vai estar incluso na assinatura do serviço Prime

Prime Gaming: serviço de jogos será incorporado à assinatura Prime (Amazon/Divulgação)

A Amazonestá expandindo ainda mais o seu negócio para a área de jogos eletrônicos. Nesta segunda-feira (10), a companhia americana anunciou o Prime Gaming, serviço que vai oferecer jogos gratuitos a cada mês para assinantes do Prime, que já garante ofertas exclusivas do e-commerce da varejista e dá acesso a outras plataformas, como o streaming Prime Video.

O anúncio do Prime Gaming estava marcado para ocorrer às 14h, mas a informação sobre o serviço vazou na internet horas antes. Trata-se, basicamente, de uma reformulação do Twitch Prime, que já garantia benefícios de jogos gratuitos e uma assinatura da plataforma de vídeos para os clientes. A promessa da Amazon é de que esse serviço será expandido com a renovação. Os detalhes sobre isso, porém, ainda não foram revelados.

De acordo com a Amazon, a estratégia de reformulação da marca tem o objetivo de tornar a plataforma mais acessível para os consumidores, fazendo-os entender melhor de que se trata de benefícios exclusivos programa Prime. Em janeiro deste ano, o Amazon Prime superou a marca de 150 milhões de assinantes.

“Membros do Prime já têm acesso ao melhor que existe em TV, filmes, e música, e agora estamos expandindo nossa oferta de entretenimento para incluir o melhor do mundo dos games,” diz Larry Plotnick, diretor geral do Prime Gaming. “Estamos dando aos nossos clientes novos conteúdos que tornam seus jogos favoritos ainda melhores em todas as plataformas. Então, independentemente de que tipo de games você gosta, e onde gosta de jogá-los, eles ficarão ainda melhores com o Prime Gaming.”Mais de 20 jogos estão disponíveis para download no serviço. Todos para computador. Há clássicos como o SNK 40th Anniversary e Metal Slug 2, além de conteúdo adicional para jogos como FIFA 20, GTA V, entre outros. A companhia não se manifestou quando questionada sobre a possibilidade de ofertar o download de jogos para consoles de marcas como PlayStation e Xbox.

Para baixar os jogos basta acessar o site oficial do serviço, logar com sua conta do Prime e conferir as ofertas. Elas permanecem disponíveis para download durante um período limitado de tempo e que varia de acordo com o conteúdo.

A assinatura mensal do Prime custa 9,90 reais por mês ou 89 reais por ano no Brasil e garante frete mais barato para as compras, acesso às plataformas Prime Video, Amazon Music e Prime Reading, além de armazenamento ilimitado de imagens no Amazon Photos. Novos assinantes têm 30 dias gratuitos.

Do faturamento de 88,9 bilhões de dólares registrado no segundo trimestre deste ano – alta de mais de 40% em relação ao mesmo trimestre de 2019 –, uma fatia de pouco mais de 6 bilhões de dólares veio de assinaturas de serviços da Amazon. Este cifra cresceu 29% ante o segundo trimestre do ano passado. A aposta no Amazon Gaming deve ajudar a aumentar ainda mais esse bolo de dinheiro.

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Google promove”vitrine digital” no YouTube com ofertas vindas de PMEs

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Inicitiva inédita, chamada livestreaming commerce, é apontada como uma das grandes tendências para o varejo em 2020. Inscrições para o evento estão abertas

Market places: essa é a mais nova tendência no comércio eletrônico e uma boa alternativa para quem pretende vender online, mas não quer arcar com os custos de desenvolver uma loja virtual. Mercado Livre e OLX são os mais usados, mas grandes redes de varejo, como Magazine Luiza e B2W, estão lançando seus próprios market places. (rikkyal/Estúdio ABC)

Um dos principais legados da pandemia para o varejo mundo afora foram as lives animadas por artistas e patrocinadas por varejistas para entreter internautas presos em casa e, de quebra, vender produtos e serviços próprios ou de terceiros, em geral lojistas de pequeno e médio porte que expõem seus produtos nos marketplaces dessas varejistas.

Esse tipo de iniciativa, chamada livestreaming commerce, é apontada por especialistas como uma das grandes tendências para o varejo em 2020 por reunir entretenimento e vendas a consumidores muitas vezes com tempo livre em suas residências.

Adotada inicialmente por varejistas chineses, como o Alibaba, antes mesmo da pandemia, a moda pegou também nos países do Ocidente. No Brasil, Magazine Luiza escalou o apresentador Luciano Huck para uma iniciativa desse tipo na Black Friday do ano passado.

Um dos principais canais para esse tipo de evento tem sido o YouTube, maior plataforma de vídeos do mundo, do Google. Nesta semana, o próprio Google vai estrear uma iniciativa própria de livestreaming commerce. Chamado de Vitrine Digital, a live do YouTube vai promover produtos e serviços de pequenas e médias empresas brasileiras. Em cerca de uma hora, PMEs poderão apresentar seus produtos em seus próprios canais no YouTube

As lives das empresas participantes serão divididas de acordo com os segmentos de atuação em listas de reprodução (playlists) criadas pelo canal do Google Brasil. Nos vídeos, os empreendedores terão entre 40 minutos e uma hora para apresentar seus produtos e serviços, além de interagir com a audiência em tempo real, aproveitando mais essa oportunidade para divulgar seus canais de vendas.

Empresas com interesse em participar devem preencher este formulário até dia 11 de agosto. Além disso, há um treinamento on-line para os empreendedores que ainda não têm canal no YouTube ou não sabe como fazer uma transmissão ao vivo.

Uma pesquisa realizada pelo Google com 1 mil consumidores on-line realizada entre 5 e 7 de junho, mostrou que brasileiro está aberto a um comércio digital mais interativo. No total, 20% dos entrevistados disseram já ter usado algum mecanismo de venda on-line interativa, enquanto outros 26% dizem que conhecem o formato, mas nunca usaram e 27% afirmam não conhecer o live commerce, mas que há interesse em experimentar esse tipo de interação.

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Por que a Apple está tão incomodada com o desenho de uma pera

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Gigante americana iniciou uma batalha legal contra a startup Prepear, que desenvolveu um aplicativo de culinária e tem como logotipo o desenho de uma pera

Maçãs e peras: a briga da Apple contra a empresa Prepear pelo uso da logomarca em formato de fruta (Montagem/Reprodução)

A Apple aparentemente tem um problema com peras – ou melhor, com empresas que utilizam a fruta como símbolo de sua marca – e vai aos tribunais para resolvê-lo. A gigante americana que fabrica o iPhone entrou com uma ação judicial contra a startup Prepear, que trabalha com um aplicativo voltado para culinária, para que esta mude seu logotipo com o objetivo de não confundir os consumidores da gigante de Cupertino.

De acordo com o MacRumors, na justificativa da Apple, o desenho utilizado pela Prepear “consiste em um design minimalista de frutas com uma folha em ângulo reto, que prontamente lembra o famoso logotipo da maçã da Apple”. Por este motivo, a Apple acredita que as semelhanças entre os desenhos podem fazer com que o consumidor comum acredite que a Prepear está relacionada de alguma forma à Apple.

Apesar das duas imagens serem bem diferentes entre elas, o que dificilmente faria com que alguém pensasse que o símbolo da Prepear é uma maçã, a Apple acredita que o fato da companhia utilizar uma fruta e com desenho minimalista pode fazer com que o consumidores achem que o aplicativo que ajuda no preparo de refeições está ligado à Apple.

A Apple se apoia juridicamente no Lanham Act, estatuto legal de marcas registradas no país. A companhia diz que há violações nos termos em que impedem que companhias ofereçam “bens e serviços idênticos e/ou altamente relacionados” e “serviços relacionados a software de computador, bem como saúde, nutrição, bem-estar geral e redes sociais”.

No Instagram, Natalie Monson, uma das proprietárias da Prepear, se defendeu das acusações dizendo que não está tentando fazer com que as pessoas deixem de utilizar produtos da gigante americana que usa o símbolo da maçã. “Estamos nos defendendo da Apple não apenas para manter nosso logotipo, mas para enviar uma mensagem às grandes empresas de tecnologia de que intimidar as pequenas empresas tem consequências”, ela escreveu.

Já Russel Monson, cofundador da Prepear, diz que a empresa é pequena, tem apenas cinco funcionários e não pode se arcar com uma batalha legal e prolongada contra uma gigante como a Apple. Por esse motivo, a startup abriu uma petição na internet para impedir a ação legal da Apple chamada de “Salve a Pera da Maçã!” (em tradução livre). Mais de 27 mil pessoas já se manifestaram contra o processo.Essa não é a primeira vez que a Apple inicia uma batalha legal contra empresas ou organizações que utilizam logos que, de alguma forma, possam remeter à fabricante do iPhone. Em 2019, conforme lembra o The Verge, a companhia enviou uma carta de objeção ao escritório de patentes da Noruega contra o uso do símbolo de uma maçã pelo partido político Fremskrittspartiet. Até mesmo a gravadora Apple Corps, relacionada a banda The Beatles, enfrentou problemas.

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Microsoft acirra disputa contra Chrome forçando uso do Edge

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Microsoft tem investido na eficiência do Edge e foi um pouco mais longe: agora não há a opção de excluir o navegador dos computadoresta

Microsoft: navegador da empresa tem apenas 3% de participação no mercado (Bloomberg / Colaborador/Getty Images)

Apesar de o sistema operacional Windows ter se mantido no topo das preferências, com presença em 87,7% dos computadores, de acordo com a ferramenta Net Market Share, o navegador da Microsoft, primeiro lançado como Internet Explorer e rebatizado de Edge, despencou na preferência dos usuários conforme ficava para trás em performance.

Hoje, o navegador Chrome, do Google é a preferência de 65,9% das pessoas. Para tentar mudar isso, a Microsoft tem investido na eficiência do Edge e foi um pouco mais longe: agora não há a opção de excluir o navegador dos computadores Windows, a não ser que você seja um programador.

Em sua última atualização, o Edge foi incorporado ao Windows Update. Na prática, ele torna-se parte integrante do sistema operacional da Microsoft, e não um programa para ser instalado e desinstalado. Assim, as versões do navegador serão atualizadas automaticamente junto das atualizações do próprio sistema operacional.

Em um documento de suporte atualizado recentemente, a Microsoft justificou a mudança como uma forma de “garantir que todos os clientes do Windows tenham o navegador Microsoft Edge mais recente para o desempenho”.

Desde 2008, quando tinha quase 70% de presença nos computadores, o navegador da Microsoft vem perdendo espaço. O ponto de virada aconteceu em 2012, quando o Chrome ultrapassou os números do Internet Explorer, segundo o a ferramenta StartCounter.

Para tentar alavancar seu navegador, a Microsoft não só mudou o nome do antigo — e mal falado — Internet Explorer, mas reprogramou o aplicativo, lançando o Edge em 2015. Mas mudar apenas o nome não seria suficiente para fazer com que os usuários do Windows resistissem à tentação de baixar outro navegador mais rápido, como o Chrome.

Desde o lançamento do Edge, a empresa tem investido em sua otimização para usar menos memória RAM. O navegador tem a mesma engenharia que o rival da Google e permite extensões que antes eram feitas apenas para o Chrome. A importação de informações da conta do usuário também foi facilitada.

Apesar de ainda não ter conseguido despontar, com apenas 3,03% de participação no mercado em abril de 2020, o Edge já alcançou uma performance semelhante ao do Chrome, com testes de velocidade apontando bom desempenho.

 

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Avaliada em US$ 1,8 trilhão, Apple supera o PIB do Brasil

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Mercado financeiro espera que, nesse ritmo, a empresa de Cupertino possa ser a primeira a romper a marca dos US$ 2 tri em valor de mercado

Steve Jobs, em 2005: Apple pode ser considerada um termômetro do mercado de tecnologia (Justin Sullivan/Getty Images)

A Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, agora é também mais valiosa do que o Brasil. Desde terça-feira, a gigante ultrapassou a marca de US$ 1,88 trilhão em valor de mercado. Em comparação, o Produto Interno Bruto do País foi de US$ 1,84 trilhão em 2019, o nono no ranking internacional, segundo o Banco Mundial.

Durante a pandemia, a cadeia de tecnologia cresceu, como empresas de nuvem, de e-commerce e de interface de usuário ganhando valor de mercado. O que também contribuiu para que o país, de grandes dimensões, ficasse atrás de uma empresa privada foi a baixa taxa de crescimento nos três anos, que ficou em torno de 1%, e a crise econômica de 2014 e 2015.

A empresa de Cupertino, portanto, é apenas a ponta da lança e pode ser considerada um termômetro de como vai o mercado de tecnologia.

O último balanço, que reflete o desempenho durante a pior fase da pandemia do novo coronavírus, surpreendeu investidores e fez as ações se valorizarem 14% desde então – o papel fechou ontem a US$ 440.

“O valor de US$ 2 trilhões vai ser atingido nas próximas semanas já que o último trimestre fiscal da Apple entrou para a história e foi um fator de virada para os investidores”, disseram ao Estadão os analistas Daniel Ives e Strecker Backe, da consultoria financeira Wedbush.

Em relatório, Ives e Backe notam que as vendas de um eventual iPhone 12 com tecnologia 5G devem impulsionar ainda mais ações da empresa, que podem chegar a US$ 475 cada, segundo eles.

Adriano Cantreva, sócio da gestora Portofino Investimentos, acredita que esse bom momento do setor de tecnologia nas bolsas mundiais não tem data para acabar, mesmo com um possível arrefecimento da pandemia.

“As empresa de tecnologia têm muito em que crescer. Se continuarem trabalhando como têm trabalhado, o céu é o limite”, diz.

No último trimestre, a Apple viu uma recuperação nas vendas de iPhones, que estavam perdendo espaço na composição de receita da empresa.

A receita do iPhone teve alta de 2% (US$ 26,4 bilhões) em relação ao mesmo período do ano passado. A divisão de serviços da Apple foi de 11,5 bilhões no segundo trimestre do ano passado para 13,1 bilhões no último trimestre.

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De olho na nuvem, Logicalis compra parte da operação de startup paulista

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Gigante britânica do setor de tecnologia da informação, a Logicalis faturou quase 2 bilhões de dólares em 2019. A meta é ampliar seus negócios no Brasil

Logicalis: Rodrigo Parreira é responsável pelas operações da empresa na América Latina (Logicalis/Divulgação)

A Logicalis irá anunciar nesta quinta-feira, 5, a aquisição de parte das operações da startup brasileira Kumulus. A informação, obtida com exclusividade , é de que a operação vai permitir que a empresa britânica de tecnologia da informação adquira 30% do negócio da Kumulus, que presta serviços de computação em nuvem e gerenciamento de dados no país desde 2017. Os valores do negócio não foram revelados.

Fundada em São Paulo no ano de 2017 por Thiago Iacopini e Thiago Caserta, empreendedores com passagens por gigantes como Microsoft  Oracle, a Kumulus já conta com escritório em Campinas, além de operações em Miami, nos Estados Unidos. Na carta de clientes estão empresas como o banco Santander, a operadora de telefonia Vivo, além de outros nomes conhecidos como a fabricante de chocolates Kopenhagen, a prestadora de serviços médicos Fleury e o grupo de laticínios Italac.

Apesar da venda das ações, a Kumulus não passa ser controlada pela Logicalis. A startup paulista que tem cerca de 80 funcionários continuará a operando de forma independente, mas prestará serviços especiais para sua nova acionista. O plano é utilizar os serviços de computação em nuvem desenvolvidos pela startup para acelerar a transformação digital de seus clientes com as migrações de dados em sistemas como ERP e CRM.

A nova aquisição é uma estratégia da Logicalis impulsionar sua operação na América Latina e principalmente no Brasil. As operações da companhia no país resultaram em 1,5 bilhão de reais (aproximadamente 283 milhões de dólares no câmbio atual), uma fatia relevante dos 616 milhões de dólares de receita total obtida em todo o continente. No mundo, a empresa que tem operações em 26 países, faturou 1,7 bilhão de dólares no passado com margem Ebitda de 7,3% – alta de 33% ante 2018.

A pandemia do coronavírus atrapalhou a companhia na busca por mais resultados positivos. Segundo Rodrigo Parreira, diretor executivo da Logicalis na América Latina, “a previsão inicial era de bastante crescimento, mas isso não está se materializando”. A expectativa é de que o mercado se recupera em 2021, com a volta de grandes empresas aos negócios. Para o ano que vem, a expectativa é de crescimento acima de 20%.

Crescer por aqui é uma das metas da nova direção. Em 2019, a empresa anunciou que o então diretor executivo Markv Rogers seria substituído por Robert Bailkoski. A transição ocorreu no dia 1º de março deste ano. Roger chegou à companhia em 2003 e era nome a frente das operações de 2015. Com a mudança, Rogers passa agora a executar a função de diretor não executivo do negócio. Já Bailkoski era o atual de operações, já tendo ocupado o cargo de diretor financeiro.

Computação em nuvem é um mercado estratégico para os grandes competidores do setor de tecnologia da informação. Dados da consultoria Gartner apontam que a receita obtida com nuvens públicas crescera 17% em 2020 chegando a 266,4 bilhões de dólares. Em relatório recente da Information Services Group (ISG) sobre a adoção de um modelo híbrido de data center em nuvem pelas empresas, a Logicalis é descrita como uma “estrela em ascensão” ao lado de companhias como Matrix, Nutanix, OData e T-Systems.

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terça-feira, 11 de agosto de 2020

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