19.5 C
Brasília
sexta-feira, 06/03/2026




Tratamento público no DF combate obesidade com equipe especializada

Brasília
nublado
19.5 ° C
19.5 °
19.5 °
96 %
2.3kmh
89 %
sex
25 °
sáb
25 °
dom
26 °
seg
25 °
ter
26 °

Em Brasília

A obesidade é uma doença que dura a vida toda e é causada por vários fatores, como genética, comportamento e condições emocionais. Por isso, é importante um tratamento com várias áreas da saúde trabalhando juntas. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece esse tipo de atendimento para quem usa o sistema público, juntando diferentes tratamentos para ajudar a controlar a obesidade.

Para algumas pessoas, só o acompanhamento com endocrinologista e nutricionista já traz mudanças importantes. Em casos mais difíceis, a cirurgia bariátrica pode ser necessária. No sábado, dia 28, Maria do Socorro Ferreira, de 58 anos, passou por uma dessas cirurgias no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Essa ação faz parte do Dia Mundial de Combate à Obesidade, que é celebrado em 4 de março.

Maria do Socorro conta que estava realizando um sonho e que o atendimento no hospital foi excelente, com apoio constante dos profissionais de saúde. Ela já tinha tentado mudar a alimentação e praticar exercícios, mas precisou da cirurgia por causa de problemas como dores na coluna, joelhos, diabetes, pressão alta e gordura no fígado.

A médica Ana Carolina Fernandes, que lidera a Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran, explica que a cirurgia é apenas uma parte do tratamento e deve ser acompanhada de outras terapias, pois não é uma solução mágica. A operação é feita com pequenas incisões no abdome, o que reduz o tempo de recuperação.

Para iniciar o tratamento, o paciente deve primeiro procurar a unidade básica de saúde (UBS). Se for necessário, é encaminhado para centros especializados como o Centro Especializado em Obesidade, Diabetes e Hipertensão (Cedoh), o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (CADH) ou diretamente para o Hran.

A Unidade de Cirurgia Bariátrica do Hran existe há 18 anos e já ajudou mais de mil pessoas. Atualmente, cerca de 700 pacientes são atendidos todo mês. A equipe conta com nove cirurgiões, dois psicólogos, uma endocrinologista, duas técnicas de enfermagem e três nutricionistas. Após a cirurgia, o acompanhamento com os profissionais continua, pois o tratamento deve durar a vida toda.

Maria do Socorro está consciente dos cuidados que precisa ter: “Sei que essa não é a solução definitiva, é um passo e depende muito de mim. Já tenho planos para depois da cirurgia: viajar, ir à praia, curtir meu neto e meu filho, e esquecer as dores”.

A obesidade afeta muita gente, crianças e adultos, no mundo inteiro. No Brasil, cerca de 36,29% dos adultos têm obesidade. No Distrito Federal, dados de 2024 mostram que 19,3% das pessoas avaliadas têm obesidade grau I, 7,2% grau II e 3,5% grau III.

A rede pública oferece o Cedoh, que atende pacientes de todas as idades com uma equipe formada por nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas. A nutricionista Carolina Pessoa explica que é um trabalho em conjunto para informar e ajudar as pessoas a mudarem seus hábitos.




Veja Também