Em meio a tiros para o alto e o som alto das caixas de som, uma prática tem chamado a atenção em comunidades do Rio de Janeiro, conhecida como a “chuva de dinheiro”. Integrantes do Comando Vermelho (CV) jogam maços de notas sobre as pessoas reunidas em bailes funk realizados pela facção.
Em uma das comunidades da Baixada Fluminense, moradores e crianças se aglomeram para pegar as cédulas lançadas pelos traficantes. Esse ato não é apenas uma demonstração de generosidade, mas uma clara exibição de poder e controle social.
Essa ostentação serve para mostrar força diante de facções rivais e também para atrair moradores vulneráveis, fortalecendo o domínio desses grupos nas regiões. Os bailes funcionam como um espaço para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
Além do dinheiro, é comum que os criminosos estejam armados com fuzis e metralhadoras durante os eventos. Em festas especiais, os disparos substituem os fogos de artifício, colocando em risco a vida dos presentes.
As polícias Civil e Militar têm intensificado as operações para combater essas festas ilegais. Entre as ações está a demolição dos locais usados para esses eventos e o bloqueio de bens ligados à facção. Também são investigados pagamentos suspeitos feitos a influenciadores digitais e músicos ligados ao grupo.
O desafio principal das autoridades é cortar o dinheiro que alimenta esses eventos e evitar que moradores das periferias sejam atraídos para o crime de forma velada.


