Major Alexandre Felipe Zeidan, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), recebeu uma punição de cinco dias de prisão disciplinar após uma sindicância verificar que ele utilizou trabalhadores da Associação de Pais, Alunos e Mestres (Apam) do Colégio Militar Dom Pedro II para realizar serviços particulares.
De acordo com a apuração, os funcionários da Apam foram empregados na execução de obras privadas para o militar. Durante um destes serviços, um dos trabalhadores sofreu um corte ao manusear uma serra elétrica.
Na época dos fatos, Alexandre Felipe Zeidan exercia a função de tesoureiro da Apam. Além do uso indevido dos funcionários, ele também é investigado por denúncias relacionadas ao uso de veículos da associação, incluindo a utilização de um carro da entidade para trabalhar como motorista por aplicativo.
Denúncias indicam ainda que o militar teria comprado um automóvel usando o CNPJ da Apam e abastecido o veículo com o cartão corporativo da associação. A Corregedoria do Corpo de Bombeiros conduziu a investigação, durante a qual o major admitiu que utilizou um carro da associação para transportar funcionários até sua residência. Testemunhas confirmaram o uso de funcionários e recursos da entidade para benefício pessoal do militar.
O relatório da sindicância afirma: “No curso das investigações, ficou comprovado que Zeidan utilizou trabalhadores vinculados à Apam e recursos institucionais para fins pessoais.” A conduta foi classificada como infração disciplinar grave, sendo incluída no Boletim de Acesso Restrito (BAR) nº 052, datado de 15 de outubro de 2026. O resultado ainda pode ser contestado por meio de recurso.
A Apam comunicou que Zeidan deixou o cargo de tesoureiro em abril de 2026 e não integra mais a diretoria. A associação abriu uma investigação interna para apurar o ocorrido durante sua gestão e pretende avaliar possíveis prejuízos financeiros, buscando ressarcimento se houver danos ao patrimônio. A entidade ressaltou o compromisso com a transparência e responsabilidade, repudiando irregularidades.
O CBMDF confirmou a existência do processo administrativo contra o major, mas, por respeito ao direito de defesa, não divulgou outros detalhes. A defesa de Alexandre Felipe Zeidan não foi localizada para comentar o caso.


