O número de veículos nas estradas pedagiadas do Brasil manteve-se praticamente o mesmo em julho, na comparação com junho, conforme dados da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e da Tendências Consultoria. Em relação a julho de 2025, houve uma diminuição de 1,1% no fluxo.
Essa estabilidade resulta de uma queda de 0,5% no trânsito de veículos pesados e um aumento de 0,2% nos veículos leves. Na comparação anual, tanto os veículos pesados quanto os leves apresentaram queda de 0,5%.
De acordo com os analistas Thiago Xavier e Felipe Melchert, da Tendências Consultoria, o aumento no trânsito de veículos leves interrompeu uma sequência de dois meses de queda, influenciado pelo período de férias escolares. Além da sazonalidade, a procura das famílias continua sendo sustentada pela estabilidade do mercado de trabalho. Entretanto, juros altos, crédito limitado e elevado endividamento doméstico ainda impedem um aumento mais forte no tráfego.
Quanto aos veículos pesados, eles reverteram a alta do mês anterior. Ainda assim, o setor é apoiado pela demanda logística e pelo transporte de produtos industriais e agrícolas, embora com variações mensais. Custos operacionais altos, restrições de crédito e a incerteza dos preços dos combustíveis são fatores que limitam o segmento e podem influenciar os custos de frete, margens e decisões de transporte nos próximos meses.
Nos últimos 12 meses, o fluxo de veículos cresceu 2,1%, com um aumento de 2,1% nos veículos leves e de 2,2% nos pesados.
Desempenho regional
No Rio de Janeiro, o volume total de veículos caiu 0,7% em julho em relação a junho, devido a uma queda de 4,9% nos veículos pesados e um leve aumento de 0,2% nos veículos leves. Na comparação com julho de 2025, o índice caiu 1,2%, com diminuuições de 7,8% nos pesados e 1,4% nos leves. No total, o indicador acumulou alta de 1,8% nos últimos 12 meses.
Em São Paulo, o tráfego em estradas pedagiadas apresentou queda de 0,7% em julho, descontando fatores sazonais. Os veículos leves tiveram uma redução de 0,6% e os pesados, de 1,3%. Anualmente, o índice recuou 1,1%, resultado das quedas de 0,9% nos veículos leves e de 0,6% nos pesados. Nos últimos 12 meses, o fluxo total aumentou 1,7% em São Paulo.
Estadão Conteúdo.
